Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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Há informações que precisam ser protegidas para preservar a segurança do Estado; há outras que apenas permanecem ocultas porque o Estado se acostumou ao silêncio.

O fenômeno pode permanecer inexplicado; o fundamento jurídico do sigilo, porém, precisa ser explicável.

A experiência consciente possui uma dimensão que não pode ser reduzida facilmente à descrição externa, questão relevante também para o Direito da pessoa.

O fato de uma vida ser vivida por alguém importa moralmente e pode fundamentar a proteção jurídica da dignidade.

Perguntar o que é ser alguém é também perguntar o que significa possuir uma perspectiva juridicamente protegida.

O senso comum também pode ser uma construção ideológica.

A liberdade pode ser mais complicada do que simplesmente escolher entre alternativas juridicamente disponíveis.

O descanso também pode ser uma forma de resistência à lógica da produtividade permanente.

Quando tudo precisa ser otimizado, até a própria existência pode virar projeto de desempenho, inclusive sob novas formas de controle jurídico e econômico.

A distinção entre vida política e vida biológica pode ser mais frágil do que imaginamos.

Instituições jurídicas precisam ser analisadas também pelas vidas concretas que regulam.

As virtudes dependem de práticas sociais nas quais possam ser exercidas.

A sociedade pode ser analisada a partir das experiências concretas de desrespeito e reconhecimento.

A política não precisa ser reduzida à administração do existente.

Ser racional significa também poder responder por aquilo que se afirma, princípio particularmente relevante para o discurso jurídico.

A identidade não precisa ser uma prisão intelectual.

A opinião pública pode ser mais poderosa que muitas leis, porque o poder institucional governa comportamentos, enquanto a opinião frequentemente governa reputações e consciências.

Ser iluminista não é abandonar a fé, mas recusar que qualquer fé abandone a razão.

Quando o Estado transforma uma crença em verdade oficial, a liberdade deixa de ser princípio e torna-se concessão.

Aquilo que parece imediatamente verdadeiro pode ser apenas uma ideia cujas mediações ainda permanecem invisíveis.