Tenho um ser que Mora dentro de Mim

Cerca de 646917 frases e pensamentos: Tenho um ser que Mora dentro de Mim

⁠Ricos gozam em devoção, pobres oram por salvação.

Inserida por I004145959

⁠Ricos vivem na farra sem preocupação; pobres, na religião, buscam salvação.

Inserida por I004145959

⁠Sem riqueza material, resta ao povo a moral como freio e a religião como consolação.

Inserida por I004145959

⁠Sempre tem alguém que nem escuta, já responde “eu também”.

Inserida por I004145959

⁠Sempre tem alguém que, nem bem pronunciei, já responde: eu sei.

Inserida por I004145959

⁠Rico é libertino, não altera seu destino.

Inserida por I004145959

Por acreditar em outras possibilidades de estar no mundo, de se comunicar com ele, com seus habitantes e em formas outras que estes cotidianamente se utilizam para comunicar seus desejos e os conhecimentos que lhes tocam, que podem não caber nos ditames do que se considera hegemonicamente como ciência, mas que continuam vivas nesse mundo, compartilho mais uma vez da opção do poeta Carlos Drummond de Andrade: “Por isso gosto tanto de me contar”.

Inserida por vilsonsf_1101074

Espero, também, que minha narrativa seja uma forma de encontrar-me comigo mesmo e, assim, me possibilite escrever uma história outra, que eu ainda sei exatamente o que possa vir a ser, mas que, desejo, possa romper com as semânticas do mesmo e do uno e com as exegeses que querem nos condenar a ler em tudo a mesma história.

Inserida por vilsonsf_1101074

Esquecemos ou fingimos esquecer que abandonar o que nos faz sofrer não garante autoimunidade e nem impede que voltemos a lidar com os reveses de outrora, que se atualizam e se intensificam, apesar da tentativa de impingirmos a nós mesmos uma pretensa amnésia salvadora.

Inserida por vilsonsf_1101074

Mas qual futuro, uma vez que o seu caráter tênue em relação ao presente – o instante seguinte já vê pelo retrovisor os outros que lhe antecederam – soa como mais uma dessas ficções discursivas que nos ajudam em nossa obsessiva pretensão de ordenação daquilo que nos parece caótico e incontrolável?

Inserida por vilsonsf_1101074

⁠Não consigo dormir.
Rolo pra todos os lados, e enfim, perdi.
Levantei-me no meio da madrugada.

Não sabia o que me encomodava.
Nenhum pensamento durava muito.
Cada assunto que meu cérebro buscava pensar findava já na introdução. Não tinham desenvolvimento, muito menos conclusão. Era como seu eu pescasse e fisgasse peixes que não me serviam e então eu os lançava de volta no rio.
Peguei um livro e extraí os trechos filosóficos para passar o tempo. Cada trecho com seu autor indicado logo abaixo.
Quando percebi, já estava amanhecendo.
E acompanhado a mutação lenta das trevas em luz, me dei conta.
Não estava amanhecendo.
A terra é que estava girando.
Pra mim foi a maior descoberta, mesmo sabendo que isso já acontecia.
O ponto onde eu me encontrava, não era mais diante do Sol e sim de uma estrela mais próxima que as outras tantas do universo.
Me senti totalmente alienado, mas de maneira iluminada.
A manhã está mesmo chegando?
Incrível! Não pode ser!
O que está acontecendo?
Foi nesse instante que tive o maior insight
da minha vida, até aquele momento.
O dia nunca mais raiará.
A noite nunca mais cairá.
O tempo como eu conhecia se desfez bem ali e se mostrou como algo jamais imaginado por mim.
Não há dia, não há noite.
Dia e noite são apenas um.
Não há verão e inverno também não há,
Outono já não existe e primavera jaz.
O mundo mudou?
Acho que nada no mundo mudou.
Apenas giramos num carrocel sem cavalos.
Sempre foi assim.
O dia nunca existiu e a noite não é o que eu pensava.

A madrugada, a manhã, a tardinha e a noite Só existem dentro de mim, nas minhas percepções, assim como as estações do ano, que também não existe.

Inserida por LuisAbreu

⁠As cores da paisagem
há cores na estação.
O trem partiu no horário
levou você,
ficou partido o coração.

Toda parte é só metade,
toda partida, solidão.
Sinto tua falta,
mas preciso — com razão —
abrir de novo o coração,
achar outra parte,
partir
pra nova estação.

Inserida por mardoniobarros

⁠O neoliberalismo domina a subjetividade com algoritmos, transformando o sujeito em mercadoria — sem presença, sem alteridade, sem empatia.

Inserida por I004145959

⁠Quem sempre concorda com nossos gostos, crenças e palavras — sem tensão, confronto ou presença — não escuta: induz, seduz e reproduz.

Inserida por I004145959

⁠O outro é ponte e ruptura, não mera confirmação; no encontro e na diferença nasce o desejo e a renovação.

Inserida por I004145959

⁠No ciclo narcisista, o eu se fecha e se perde; na amizade, se abre e se encontra.

Inserida por I004145959

⁠Algoritmos criam bolhas afetivas que aumentam a solidão.

Trocar alteridade real por simulacros é celebrar a convivência sem presença.

Inserida por I004145959

⁠Sem o outro, a solidão cresce, a identidade desaparece e o sujeito não floresce.

Inserida por I004145959

Algoritmos neoliberais desenvolvidos, laços sociais dissolvidos, valores humanos enfraquecidos; interesses bem estabelecidos, poderes fortalecidos.

Inserida por I004145959

Só escuta o que agrada, só convive com iguais, engana a si próprio e aos demais.

Inserida por I004145959