Tenho um ser que Mora dentro de Mim

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⁠Que a cada dia nossa sede venha a aumentar para que rios de água viva corra de nosso ventre. Bom dia na paz do Senhor.

Inteiro...


Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.


Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.


Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.


Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.


Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.


Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.


Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.


As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.


Eu entendi.
E não te culpei.


Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.


Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.


Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.


Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.


Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.


Eu te amei.
E ainda amo.


Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.


O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.


Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.


Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.


Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.


Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.


Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.

Olhares


Há olhares que chegam sem aviso
mudam o rumo do dia


Há olhares que nos levam
a lugares onde nunca estivemos
mas que, de algum jeito,
sempre nos esperaram


Há olhares que vão


Mesmo assim ficam


E eu sei
qual ficou.

Saudade do tempo de criança


Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar


saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada


saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade


e da bicicleta velha
que parecia voar


saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde


saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande


engraçado


quando cresceu
deu saudade de ser criança


saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível


porque tem coisas
que o tempo não apaga


a criança ainda mora aqui


nos sonhos guardados
na esperança teimosa


em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou


e que ainda pode acontecer


porque no fundo


a criança nunca foi embora


ela só ficou ali


quietinha


esperando a gente lembrar dela.

Se você está mal, comece a imaginar que na vida nós somos preguiças montadas em tartarugas procurando um banheiro pra fazer o numero 2 , para nós aliviar e seguir em frente , vai demorar um pouquinho vai e capaz de sair merda na rua e em algumas coisas vai com o tempo , mas uma hora a gente alivia e tudo vai se encaixando e dando certo.

O sonho do programador era substituir a humanidade por robôs, ele só esqueceu que também era humano, e acabou substituído por sua própria criação.

Olhos abertos coração apertado...
O GPS diz aqui mais minha mente diz não é lá que você está!
Às horas parecem não mais existir.
Que louca confusão, fecho os olhos é só vejo você...

⁠Cuidar de quem gostamos dá trabalho. Muito trabalho. Quem discorda não cozinha para uma família grande toda noite.

Uma Questão de Química (série)
1ª temporada, episódio 1.

"O egocentrismo na esfera política conduz inevitavelmente à derrota; por outro lado, a coesão do povo em torno de um propósito comum é o que verdadeiramente impulsiona o progresso."
— Isaac C. P. Ribeiro

"Aqueles que, no início, conquistam grandes reputações, mesmo que venham a errar gravemente e ultrapassem os limites da honra que lhes foi atribuída, ainda assim manterão a confiança do povo que vivenciou seus primeiros feitos."
— Isaac C.P. Ribeiro

"Não basta sonhar com a mudança e entrar no governo. Para erradicar a corrupção e outros flagelos que afligem a nossa nação, é preciso ser a mudança — é preciso ser o governo."
— Isaac C.P. Ribeiro

“O que adianta sonhar com aquilo que você não corre atrás?
Não só sonhe, faça.
Todos temos grandes sonhos; o que lhe diferencia dos outros é o primeiro passo para concretizá-los.”


-Isaac C.P. Ribeiro

olhos grandes, perigo manso. riso que me ganha e prende. teu cheiro fica, teimoso. teimosa, tu.
mesmo quando você vai, fica teu olhar, teu riso, teu cheiro.



mesmo quando você vai, fica teu olhar, teu riso, teu cheiro.

olhos grandes, perigo manso. riso que me ganha e prende. teu cheiro fica, teimoso.
teimosa, tu.


mesmo quando você vai, fica teu olhar, teu riso, teu cheiro.

Olha eles aí de novo !


Sempre pergunto, nas minhas preces,
por quê eles desaparecem ?
Vai fazer quatro anos, olha eles aí de novo,
querendo enganar o povo .

Mas, o povo gostam de sofrer, fazem boca de urna, para eles vencer.
Depois de eleitos e diplomados, os povos ficam ferrados.

Sobem ladeiras, entram em favelas, mas o povo amam sofrer, dando aos miseráveis o
poder.

É tanto beijos e apertos de mãos, que aflige o meu coração.
Depois de eleitos e diplomados, com sua caneta estamos ferrado.

Em um País, o presidente é um pau mandado, quem escreve às leis são os
deputados.

⁠Madrugada!

Madrugada, hora de falar com Deus
Ele está pronto para ouvir a sua voz.
Não importa a luta que você esteja passando, de
uma coisa tenho certeza: se você clamar, Ele vai te ouvir.
Deus não dorme e nem dormita, está escrito. Por esse motivo,
eu te digo: levante-se, ponha-se de pé, pois Ele quer ouvir a sua voz nessa madrugada.

A invenção das cores


Ainda viveremos janeiros apressados
quentes e ensolarados
e se formos ligeiros
não chegaremos ao sol.
O sol está presente, parado
à nossa frente,
apontando o naviono azulão da encosta.


Hoje à noite, jantaremos o mar
Fiaremos peixes em anzóis de milagres, atravessaremos montanhas,
Andaremos sobre as águas ...
Do outro lado da montanha
é onde começao mundo.


Começarei a escalada...
Chegarei ao mundo festivo
Onde as cores foram inventadas.
o sal o fogo deserto... carrilhões de estrelas
O índio a taba o tambor...
O que eu não puder conhecer, receberei em poesia.


Meus primeiros passos começam
em fevereiro.Desde então, não parei
mais de errar.
Observo carnavais febris, revejo fogueiras acesas, chuvas apagadasnas matas...


Observo a lua, ouço o tal clarim de coturnos
Persigo a malta, persigo a matilha, acordo a madrugada...
Esses marcos ficaram na antessala dos meus sonhos.


Em março, o Brasil recomeça novinho,
debaixo de enxurradas.
Depois que a chuva passar,teremos aulas
nos vagões de memória
teremos trovões turbinados
relâmpagos em néon e ternuras com flores lágrimase mortalhas.


Novinho em folha, banhado no leite das luas
encontrarei as primeiras palavras, quebrarei tratos,não irei ao primeiro encontro.


Na maturidade saberei se foi desencanto
com o que se perdeu.


Depois de atravessar a montanha, subiremos ao outono.O outono é paciente. É bondoso. Não inveja. Não se vangloria...Não se orgulha! Como o inusitado que chegará bêbado,
carregado nos braços das epifanias.


O livro se abrirá e se desdobrará sem vida.


Depois do carnaval vestiremos a farda dos enunciados.
Abril. Páscoa. Paixão.
Fórmulas magicas de enfrentar o tempo.


Joaquim Maria Machado de Assis, assistiremos aos teus sagradosrenascimentos.


Em tardes de desmaios, conhecerei Vivaldi,
Deitado sobre as flores da Alemanha, voarei às mais belas flores...
Gostaria de revivê-las, acolhê-las, viver entre as luzes coloridasde suas pétalas.


Junho esfriou comigo.
Chegou-me em pedaços, desenhando tapetes de carpas.
Ele viu a montanha nevar.
Ele viu as onças descerem à cidade
elas foram conferir as novidades,
foram ver vitrines, desenhar tapetes
deCorpus Christi...


Na Piazza Navona, ouvi o melhor pé de serra.
A serra remontando cores, quadros em pedaços, desenhos montadosna fé.


Recolhi todas as moedas em meu chapéu, juntei-as às moedas da Fonte, não bebi as trevas,fui gastar em apostas no Coliseu.


O bagulho ferveu.
Pó de todas as serras, baião de muitos doidos...Julho ficou emocional.


O veio fino, o vento frio, o vinho seco,
corações tristes, adocicados,
trouxeram invernos molhados...
Meu filho já havia chegado
Minha mãe já havia nascido


A graça nasceu em nossos braços.
Tivemos gosto em trazê-la.
Molhei seu rosto na chuva fina de agosto
observando os automóveis parados,
olhando a chuva.


A música de um acordeom deslizou
em meus dedos.
Setembro nos atravessou com fanfarras.
Eu me lembro de tudo.
Finjo esquecer, mas a primaverachegou
em meu quintal, e um escorpião partiu
de dentro do meu quadril.


Outubros virão e trarão novidades.
Acenderei montanhas geladas
acenderei o meu cigarrona pedra de luz.


Em casa, brotaram fileiras de Anjos.
Éramos nove.
Nove, sempre seremos.
Novecentas bocas com fome.
Novembros de amores.
Revólveres com flores, servindode arranjos.


Ossos nobres.
A fila, que já era enorme, crescena sopa
de pobres.
os Açores trouxeram as cores em odres plenos.
Dezembros vazios, deslembramos os melhores atores.Que tristeza! Que desamor!
Humanos, somos iguaisem maldades.
Diferentes no amores.


mais um ano se foi. Abro o calendário anual, ausculto suas páginas e vejo virvindo
de dentro... Vem veloz e vai atravessar o espaço,vai acender a pira do mundo...
Sinto seu turbilhão das cores.
É o futuro!O que será de nós no futuro?
Não sei. Sei que é o futuro e lá estaremos.


CK

Ovelha de Guarda
Por Mônica Barreto Alves
Fui a filha teimosa, a do contra, a rebelde, a ovelha negra que o rebanho não entende. Desobediente aos olhos de quem queria silêncio, fui o erro, o ruído, o eterno desavenço.
Meus passos eram tortos para a régua da família, enquanto os "escolhidos" brilhavam na trilha. Eles eram os troféus, o orgulho, a perfeição, eu era a sombra, o aperto no coração.
Mas o tempo, esse mestre que não sabe mentir, viu o brilho dos "queridos" um a um sumir. E quando o esquecimento se instalou no teu olhar, nenhum dos adorados veio te segurar.
O Alzheimer chegou, apagando o que restou, e o silêncio da casa os "perfeitos" afastou. Onde estão os troféus? Onde está a devoção? Não estão no teu leito, nem te dão a mão.
E aqui estou eu, a ovelha marcada, aquela que, para você, nunca valia de nada. Sou eu que te limito, que te guio, que te dou o pão, sou eu o teu porto, a tua única direção.
Sou eu quem segura o que a memória perdeu, quem cuida do pai que de mim se esqueceu. Porque o amor de quem foi julgado é o mais verdadeiro: não cuido por mérito, cuido por ser inteira.
A ovelha negra, no fim da jornada, é a única luz na tua estrada nublada.

O Avesso da Presença
Por Mônica Barreto Alves
Éramos cinco, e os olhos dela não brilhavam por mim.
Eu não era a escolhida, a doçura, o jardim.
Entre nós, as palavras eram pedras, o tom era de guerra,
brigas constantes, poeira que nunca se enterra.
Os preferidos viviam no altar da distância,
recebiam o elogio, a saudade, a importância.
Mas na casa deles, o rastro dela não ficava,
era o silêncio da ausência que lá habitava.
Já na minha porta, o passo dela era certo,
vinha com a crítica, com o dedo por perto.
Vinha ver se a casa estava limpa, se eu falhei em algo,
vinha para me acusar, do alto do seu palco.
Mas ela ia.
Mesmo para brigar, ela batia no meu portão.
Enquanto os "queridos" eram visitas de feriado,
eu era o seu destino, o seu porto irritado.
E o destino guardou o retalho mais pesado:
fui eu quem ouviu o seu grito desesperado.
Enquanto os outros estavam longe, no conforto do papel,
fui eu quem viu a dor rasgar o seu véu.
Fui eu quem chamou ajuda, quem correu pro hospital,
fui o braço que a segurou no portal final.
Ali ela entrou, e de lá nunca mais saiu,
mas foi nos meus olhos que o mundo dela ruiu.
Tive o que os outros, no luxo do orgulho, perderam:
a presença constante, os dias que se sucederam.
Fui o alvo das frases, mas também o seu retiro,
fui a última mão, o seu último suspiro.

“A maioria dos homens vive sem jamais conhecer sua verdadeira natureza, ou a nega por não corresponder às próprias expectativas.”
-Isaac C. P. Ribeiro