Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Solo Seguro
(José Adriano de Medeiros)
Evitei dormir o voo todo
Queria ver coisas inteiras mesmo que de muito longe,
que de muito alto.
Lasso de tantas coisas destruídas,
um abraço há muitas mãos em solo seguro,
era tudo o que eu mais queria.
Ventos e chuvas
(José Adriano de Medeiros)
Quando os ventos trarão felicidade? Os que estão soprando só trazem a gélida tristeza, fim de pequenos amores caninos, que chocam ou a queda de muros que deviam sustentar e proteger, mãe, filhos e os espiritos santos. Que chuvas irrigarão e trarão prosperidadde? As que caem, alagam vidas com atrasos, perdas, enchem os lares de desesperanças e com toda sujeira advinda da velha politica. Ai se os ventos, soprassem responsabilidade, vergonha e altruismo, não precisava nem ser os mais fortes, uma brisinha branda e simples já bastaria.
"Sobre a loirice de pele roseada, o fruto vivo das antilhas, faz a vida alegre, no seu vermelho"( José Adriano de Medeiros)
PISCA
Até quando, o peso do tempo e a sorte serão os limitadores e os carrascos de meninas e mulheres, Até quando o respeito SÓ será reconhecido, após essa sorte e esse tempo, marcar com tantas angústias e lágrimas seus corpos, seus sonhos, suas almas. Pisca chora, Pisca apanha, Pisca quieta. PISCA GRITA, PISCA DENÚNCIA, PISCA É PROTEGIDA. Antes que o piscar cesse, PISCA E É FELIZ.
"Eu não gosto do bom gosto, gosto sim dos quem tem fome e morrem de vontade e de sua autenticidade natural, visceral. Eles não conseguem esconder suas verdades, pois são guiados pela necessidade e seguem a vida assim, registrando no mundo sua identidade."
Nana neném. Bum! Bum! Mal pôde completar sua alimentação materna e sorrir enquanto dava os primeiros passos. Zuim! Vermelho, vermelho. Socorro! Silêncio. Nunca saberá o que é um pastel de feira, o cheiro de mar de Copacabana, pão de queijo mineiro, acarajé baiano, chimarrão gaúcho, frango com pequi goiano, nem virado à paulista, nem a feijoada carioca, nem a maniçoba paraense e nem o bobó de camarão. Nunca saberá o quão é bom o cheiro de chuva, jogar bola, brincar de boneca, abraçar um possível irmão e nem voar de avião. Mais alguns dias e tudo seria possível. Nana nenêm. Bum! Bum! Bum! Bum! Bum! Bum... Nana nenêm...
Homenagem à Lélia Gonzalez
Eu olhava como todas olhavam, eu sonhava como todas sonhavam, era o mesmo sol, a mesma chuva, tinha mãos, pés e não chegava a lugar algum. Meu sorriso era tão branco e lindo quanto todas as bocas juntas que falavam de canto, e cantavam minha cor. Eu olhava, sonhava e tudo que via, não podia passar além de ali, ali onde eu não podia ir, ali onde eu nunca iria chegar. Mas CHEGUEI, CHEGAMOS, e olhando, sonhando e sorrindo, mesmo com todas as dores e com os horrores, EU ESTOU AQUI!
"Coração cheio de fé"
José Adriano de Medeiros
"Sabe como é, se a chuva molhar meu pé, vou chegar em casa resfriado, dedos gelados, mas meu coração vai estar cheio de fé..." Disse isso do nada e saiu andando feliz da vida enquanto a chuva caia, alagava ruas e calçadas e dificultava todo transporte público de São Paulo. Este texto é um relato de uma conversa que escutei enquanto no meio da multidão, vi um flash de alguém que registrava em sua máquina, tanta gente querendo ir para o seu lar.
Com um sorriso bobo no rosto, a figura se perdeu entre a multidão que se apressava para se abrigar da chuva que caía cada vez mais forte. Suas palavras ecoaram em meus ouvidos, como um mantra contra a inclemência do tempo. Aquele homem, desconhecido, carregava consigo uma fé inabalável, capaz de transformar a mais simples das situações em um ato de esperança.
Enquanto observava a cena, meus dedos gelavam, mas um calor diferente tomava conta do meu peito. Aquele encontro casual, ali naquela estação de Metrô, me fez refletir sobre a força do espírito humano. Em meio ao caos da cidade, a fé daquele homem era um farol, iluminando a escuridão e aquecendo os corações.
Voltei meus olhos para a cima e podia ouvir mesmo sem ver a chuva que caía sobre a cidade. As gotas, antes irritantes, agora pareciam dançar em uma coreografia sincronizada no palco da minha imaginação. A água escorria pelas ruas, criando pequenas cachoeiras improvisadas. A natureza, em sua força bruta, mostrava sua beleza e sua capacidade de renovação.
Lembrei-me de outras vezes em que a chuva me havia pego desprevenido. Aquele sentimento de impotência diante da força da natureza, a frustração por ter que me molhar. Mas naquele dia, ao sair da estação algo havia mudado. As palavras daquele homem me haviam mostrado uma nova perspectiva. A chuva não era mais um incômodo, mas um convite à reflexão, uma oportunidade para conectar-me com algo maior do que eu.
Tirei da mochila um lanche frio, em com ele em minhas mãos, continuei a caminhar pela rua alagada. A cada passo, sentia a água invadir meus sapatos, mas meus pensamentos estavam longe daquela pequena inundação. Eu pensava naquela frase: "mas meu coração vai estar cheio de fé". E, de repente, entendi que a fé não era apenas uma crença religiosa, mas uma força interior capaz de nos guiar em qualquer circunstância.
Ao chegar em casa, molhado e frio, sentei-me na janela e observei a chuva que continuava a cair. E, enquanto as gotas deslizavam pelo vidro, senti meu coração aquecido por uma sensação de paz e gratidão. Aquele encontro casual na esquina de Osasco havia sido um presente inesperado, uma lição de vida que eu levaria comigo para sempre.
A fé daquele homem, transmitida em poucas palavras, havia me mostrado que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar esperança e alegria. E que, por mais que a chuva caia e o mundo pareça desabar, dentro de cada um de nós existe um sol capaz de iluminar os dias mais sombrios.
"Os testes neuropsicológicos são como óculos que ajudam a enxergar, mas não representam o que é visto, pois essa representação depende de fatores que podem não estar só na imagem que está sendo vista"
Dasein o que importa, para embodimentar o que realmente vale a pena. Somos muito nesse simples, e complexo demais, nesse um vital. O tempo "foi", "é" e "será" o quando que temos dentro de nós, percebido e comprometido nesse todo que temos por fora. Cabelo, músculos, rugas, dobras espaciais que teimam em cismar e nos acompanhar por toda a vida"
Cratera Marginal
Das profundezas da grande e exausta cidade, retalhada pelo descaso, pelos maus tratos e pelos desvios de caminhos, a vergonha re-rompe-se a cada instante. Essa vergonha co-rompe e figura como os baldios terrenos, ruas, avenidas e estradas viscinais ou arteriais de uma pulsante e safenada metrópole.
Enquanto isso, paradas, desvios e rodopios são executados diariamente para escapar das rasteiras e dos tropicões que todos estão sujeitos, seja no início, meio, do trajeto ou no seu final. Um final que nunca cessa a paranóia de estar prestes a cair em uma nova ou qualquer outra velha cratera marginal.
A aranha caranguejeira tem 6 vezes o tamanho de uma vespa cavalo do cão e quando as duas se encontram a vespa sempre sai vitoriosa porque é mais veloz na batalha e assim predando a aranha.
Na vida temos que ser como vespas e enfrentar adversários maiores com persistência e velocidade, não devemos olhar o tamanho do problema mas sim a solução para resolver com eficiência, velocidade e coragem.
O caminho da solidão te leva a perfeição e aprimora todo o seu conhecimento e destreza,
Porém a solidão tem alto custo vai descobrir se chegar lá.
Muitos vivem na hipocrisia servindo o próprio conhecimento e idolatrando quatro paredes e seus pregadores, achando que vai trazer a salvação e a recompensa eterna,
Mas em verdade vos digo sempre foi sobre Cristo e sempre será por Cristo Jesus, somente ele trara a salvação eterna.
Código de conduta a única coisa que o homem tem não deixa ninguém arrancar de você ainda que a perda possa doer, a sua honra e moral estará intacta.
Vá pra o raio que o parta !
" Vá pra o raio que o parta " ,
Velho adágio popular.
Por mais que seja difícil a vida,
Querida sempre irei te amar.
Faz três noites que não durmo,
quatro que não almoço, quero
comer não consigo, penso em você
e não posso.
Vá pra o raio que o parta, com tanta
dor e lamento, a pior coisa pra mim é
te arrancar dos meus sentimentos.
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