Tenho um ser que Mora dentro de Mim
Hoje está uma noite chuvosa e… enquanto eu me banhava na chuva minhas lágrimas se misturavam com gotas de águas caídas do céu e eu só pensava no quanto sinto sua falta.
Você andou perguntando sobre mim?
Você tem se interessado em saber como estou?
Eu me pergunto isso todas as noites e espero ansiosamente pelo amanhecer para ver se obtenho respostas, respostas que jamais serão ditas.
O aspecto mais devastador da Depressão é que, ainda que haja o entendimento de que trata-se de uma patologia, como um quadro de diabetes ou de hipertensão, que precisa ser medicado e levado a sério, como qualquer doença precisa, ela não afeta somente o ser humano acometido, mas arrasta a todos que com ele convivem.
É triste constatar que a cada dia que passa é mais raro encontrar pessoas dispostas a dar o melhor de si!
minha mente se transfere pelo universo
mais meu coração estar em poucos metros de distancia
e minha esperança e sempre a ultima que morre
pois eu esperei seis anos por um beijo seu
espero uma eternidade por você..
se for por você eu enfrento terremotos,
uma imensa multidão
vou mais longe que a NASA
e mais fundo que um tubarão
quando te olhei pela primeira vez
eu me senti em outro mundo
desde que eu tinha doze
anos de idade me apaixonei por você
e agora que não sou mais criança
tive minha musa ,minha rainha, meu amor
minha inspiração o motivo que me faz
levantar todas as manhas e você
Cá estou eu, ascendo o
quarto cigarro consecutivo
e anseio pelas palavras
certas escrever, como se
isso fosse me fazer esquecer.
Não penso mais tanto naquilo
quanto antigamente, mas,
ainda é como aquele livro
na minha cabeceira que nunca
termino de ler, parece me olhar
com um tom de julgamento e
eu escolho ignorar e
deixar para outra hora.
Nesse momento a fumaça
preenche meu pulmão, bato
o cigarro no cinzeiro e lembro
de quando era teu meu coração.
Cadê o isqueiro? Não quero
me entorpecer de uma mera ilusão.
Talvez eu tenha passado por lá, na inocente vontade de querer te encontrar. Mesmo sabendo que já não está mais lá, mesmo sabendo que isso pode machucar.
Ver a recepção me faz pensar: será que essa não pode ser a minha nova memória favorita? Ao invés de só lamentar, sobrepujar uma memória na outra. Sorrir ao pensar em como subia as escadas do prédio só para ver teu olhar brilhar.
Talvez eu nunca mais suba aquelas escadas de novo e seja só algo em que vou me lembrar daqui a alguns anos.
Mesmo assim, é bom lembrar.
Talvez eu devesse procurar outras escadas, fazer novas memórias.
Talvez um dia eu esbarre em você em alguma escada da vida, alguma rua logo após sair do bar, igual a essa aqui.
Mais histórias para contar.
A noite cai e então vejo os fantasmas que moram no escuro, os que guardam as memórias, os que tiram meu sono e me deixam acordado.
Acendo um cigarro e penso em cada detalhe, conversas inteiras como se ainda estivesse acontecendo aqui, nesse exato momento, nesse ínfimo espaço de tempo onde tudo parece fazer sentido de novo.
Resolvi acender aquele charuto guardado.
A queima lenta, a fumaça densa me faz pensar no êxtase que o tabaco traz, experienciar um momento de paz.
Perco-me em alguns pensamentos, acontecimentos que nem se quer importam mais, mas que permanecem vivos e reais.
O vento levou a fumaça, o tempo levou você e no final? Só me resta a lembrança do doce sabor do tabaco e o calor do teu abraço.
O que é poesia? Hoje me peguei a pensar.
Se você pode imaginar, está no caminho certo para ouvir o que tenho para contar.
Para mim, a poesia se assemelha a própria realidade: o que ela é se não um amontoado de coisas que fazem sentido? Ou será que não fazem?
Alguns tentam explicar de forma subjetiva, uma percepção das coisas, a realidade que se molda aos olhos do observador.
Talvez sejamos o todo experimentando a si.
A poesia é a experimentação do poeta como a vida é a experimentação do universo.
Um amontoado de letras que antes desordenadas, tomam forma em meio ao caos e dão vida a um momento.
Na mente do poeta, parece surgir, por acaso, tão natural quanto respirar o ar que enche os pulmões, mas, também, tão elaborada quanto a geometria de um cristal lapidado pelo tempo.
Poesia, assim como a realidade, é onde se conta uma história, onde se vive um delírio que beira a loucura, nos faz questionar a sua própria natureza.
Afinal, o que é poesia?
Malditos sejam os saudosistas que caminham por memórias em pedaços, que cativam momentos mortos.
Trazendo de volta com eles, o aroma de dias mais felizes.
Em teus olhos azuis velejei como no mar, sem me preocupar.
Deixei me dominar pela calmaria do seu olhar.
Afundei no azul profundo, lá eu não sabia nadar.
No dia que te vi pela primeira vez, o tempo parou,
entre as luzes e as sombras, você brilhou.
Coração acelerado, borboletas no ar,
era o início de tudo, sem eu saber.
Seus olhos, como faróis na multidão,
Um passo, um giro, uma batida do coração,
e de repente, tudo era só você.
Depois naquele gramado verde do quintal sob o
céu azul, seu olhar encontrou o meu, tão puro e tão cru.
O mundo silenciou, só nós dois a vibrar,
Naquele instante eterno, difícil de explicar.
Mas o tempo, cruel, não sabe esperar,
nos trouxe ao momento de nos separar.
Seus olhos de novo, agora cheios de adeus,
e o peso das palavras que nunca dissemos
carregavamo meu peito e o seu.
Despedi-me com o peito a sangrar,
um sorriso trêmulo, tentando disfarçar.
E as borboletas, antes vivas no peito,
se foram deixando um vazio tão perfeito.
E assim carrego cada olhar,
cada toque, cada passo, sem lugar.
Um amor que nasceu no brilho do teu olhar,
Se desfez no silêncio, sem esperança.
Mas ainda escrevo, por não saber calar,
essas lembranças que o tempo não vai levar.
Porque mesmo na dor, há beleza em sentir, em lembrar.
Filósofos dizem que para algo existir de verdade, basta pensar.
Isso mantém vivo o que insiste em ficar. Me pego a refletir sobre grandes nomes da história – Einstein, Tesla, e tantos outros que governaram tempos distantes. Embora tenham partido há milênios, suas marcas no mundo ainda são constantes.
É o que faço agora, escrevendo esta carta, esta poesia. Chame como quiser, mas é assim que mantenho viva a memória de algo que não deveria ter acabado tão cedo. Escrevo para que, de alguma forma, eu nunca me esqueça de você. Mesmo quando eu já não estiver mais aqui, que estas palavras fiquem, gravadas, enquanto alguém, em algum canto do mundo, possa acessá-las.
Escrevo para além da vida, para além do meu tempo, o amor que permanece em meu peito. Dedico essas palavras a você, escrevo para que o esquecimento não me alcance, para que, acima de tudo, eu sinta você um pouco mais perto de mim.
Que seja feita essa vontade, cravo aqui, embora egoico, o que sinto por ti.
Eu até poderia tentar rimar, mas hoje só quero escrever. Talvez seja uma forma de tentar entender.
Pensei em nós dois, o que me parece engraçado. Já faz tanto tempo, e, hoje, "nós" já não faz sentido em nenhum lado. E pensar que, anos atrás, era tudo o que importava.
Acho que é isso que me inquieta. O fim, talvez, nem seja o problema, mas o fato de eu ter te afastado, sempre que tive a chance. Promessas vazias, palavras ditas em vão... Talvez dizer que nunca partiria não tenha sido a melhor decisão. Porque tudo tem um fim, tudo precisa de uma conclusão.
O que quero dizer é que a jornada importa, e só agora percebo isso com clareza. Engraçado, não é? A gente só entende quando tem algo a comparar, mas perde o processo no caminhar. Se soubesse o que sei agora, talvez nunca tivesse deixado você partir. Mas, se não tivesse te deixado ir, talvez não entendesse o quanto você foi importante para mim naquele curto momento.
Me sinto como se estivesse no espaço, longe da Terra, sozinho com meus pensamentos. Eles me consomem, mas me fazem enxergar o que aconteceu. Só que, por mais que eu grite, o que volta é apenas o silêncio, sem solução.
Agora, sou apenas um observador, sem você aqui. Observo o tempo que passa, o que um dia foi e já não é. Sinto que essa jornada me leva de volta ao começo, onde tudo começou. E eu lembro bem daquele dia.
Garota... Eu só precisava ter estado ali, com o mesmo sentimento de quando te conheci. Aquela primeira vez, aquele momento... Talvez fosse o suficiente para te manter aqui. Ou talvez não. Nunca vou saber...
Estou voltando ao início, e espero que, quando chegar lá, eu entenda mais do que sei agora. Que essa jornada me revele algo novo.
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