Tempo Sucesso

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A passagem do livro de Eclesiástico, capítulo 3, nos ensina sobre a importância do tempo, ressaltando que há um momento oportuno para plantar e um momento adequado para colher. Contudo, a colheita que aguardamos está intrinsicamente ligada ao que temos semeado ao longo de nossas vidas. Muitas vezes, dedicamos anos almejando a felicidade, enquanto semeamos sentimentos negativos como ódio, intriga e inveja, mas desejamos colher amor. Portanto, reflita: que tipo de semeadura você tem realizado ao longo dos seus dias?

O tempo de florescimento não se anuncia com calendários nem com relógios. Ele chega em gestos sutis: um suspiro que demora a se acomodar, um arrepio que insiste em não passar despercebido, uma palavra dita com a boca trêmula e os olhos firmes. Diante do espelho, aprendi a não correr. A gentileza que me devo não é um prêmio, é o mínimo que posso oferecer ao meu próprio reflexo. Observar-se sem pressa é um ato de coragem: enxergar a delicadeza nos ossos, a força nas veias, a poesia escondida nos gestos cotidianos.

Florescer é não se obrigar a ser mais rápido que a própria vida. É permitir que a paciência me encontre, que o respeito por mim se assente como terra fértil, que minhas raízes cresçam sem alarde. Cada dia é um capítulo, cada cicatriz, uma letra, cada sonho guardado no peito, uma semente.

Quem se respeita floresce com dignidade, quem se pressiona murcha antes do tempo. E talvez o maior ato de coragem seja sorrir para si mesmo, no espelho, sabendo que cada fissura também é parte do desenho que só você consegue completar.

No fim, florescer não é competir com ninguém. É ser inteiro em si, com toda a intensidade de uma tempestade e a suavidade de uma brisa que atravessa folhas sem derrubá-las. É aprender que a própria vida, se observada com cuidado, já é poema suficiente.

(Douglas Duarte de Almeida)

Perdoar não é esquecer, é deixar de apodrecer por dentro. Há dores que o tempo não cura, apenas decanta. O perdão não é o antídoto do veneno, é a coragem de não bebê-lo mais. É olhar para a ferida e, em vez de perguntar “por quê?”, perguntar “até quando?”.

O perdão é uma escolha sofisticada. Não por bondade, mas por lucidez. É quando a alma entende que continuar punindo o outro é continuar se amarrando na mesma corda. E há cordas que, se a gente não solta, acabam nos enforcando em silêncio.

Perdoar não é absolver o erro, é devolver o peso. É dizer: “isso foi teu, não meu”. É o ato mais elegante de liberdade.

Porque guardar rancor é carregar um corpo morto nas costas achando que é proteção. Às vezes, o perdão não vem como gesto, vem como distância. Como aquele passo que você dá pra fora da repetição, sem plateia, sem discurso, sem aviso.

Há perdões que se dão em silêncio, e há silêncios que são o perdão em estado puro. Perdoar não é voltar — é seguir. É olhar pra trás sem desejar vingança, sem querer justiça divina, sem precisar de testemunhas. É só entender que o que te feriu não merece mais residência no teu coração.

O perdão, no fim, é uma forma de amor próprio altamente evoluída — a mais discreta e, talvez, a mais revolucionária.

(Douglas Duarte de Almeida)

Não gaste seu tempo mergulhando em águas rasas. É, além de frustrante, dolorido. A gente entra achando que vai encontrar profundezas, mas o que há é só reflexo. E reflexo, quando se acredita demais, engana.

Um paradoxo íntimo: querer devorar a vida e, ao mesmo tempo, aprender a degustá-la. Entender depressa só gera tensão. Olhar com calma revela profundidade. No intervalo entre um impulso e outro, entre o desejo de saber e a paciência de sentir, é onde tudo acontece. É ali que a vida realmente se mostra, silenciosa, intensa, inteira — mesmo quando nos obriga a frear.

Leva tempo até entendermos o que é poder. No início, ele parece um lugar a ser alcançado. Um topo. Uma promessa de reconhecimento, autonomia, controle. E então nos movemos, estudamos, trabalhamos, insistimos, suportamos, com a convicção de que, ao chegar lá, algo finalmente se encaixará.

E, de fato, chega-se.

O lugar de poder existe. Ele se apresenta em forma de conquista, de posição, de nome, de autoridade. Há uma certa vertigem nesse ponto. Um brilho que, por um instante, convence.

Mas há também um detalhe que não nos contam: a coroa pesa.

No começo, quase não se percebe. Há orgulho, há prazer, há a sensação de ter valido a pena. Mas, aos poucos, ela começa a apertar. Exige manutenção, performance, constância. Cobra uma versão de nós que, nem sempre, coincide com quem ainda somos.

E é aí que algo mais profundo se revela. O verdadeiro poder não está em sustentar a coroa a qualquer custo. Está em poder retirá-la. Em perceber que nenhuma conquista vale a perda de si. Que nenhuma posição justifica o sufocamento da própria verdade. Que nenhuma forma de reconhecimento compensa o preço de viver desconectado do que nos faz inteiros.

A verdadeira liberdade talvez esteja nisso. Na possibilidade de chegar e também partir. De ocupar e também recusar. De ter sem se tornar refém do que foi conquistado. O maior poder não está no topo, mas na autonomia de não permanecer nele quando ele já não nos serve.

Porque, no fim, nenhuma coroa deveria custar a própria cabeça.

Nem sempre é sobre tempo,
nem sobre fazer dar certo dentro de padrões
Às vezes é sobre duas almas cansadas
se encontrando no meio do caos
e decidindo, mesmo com medo,
tentar mais uma vez.
É sobre dor acumulada,
cicatrizes que ainda ardem,
e ainda assim
um desejo absurdo de acreditar no amor.
E então você chega.
Sem aviso, sem cuidado,
invadindo tudo que eu levei tanto tempo pra tentar reconstruir.
E por falar em verdade
me diz
você me ama?
Porque eu não sei amar pouco.
Eu te amo no volume máximo,
com a força de um impacto que tira o ar…
mas também com a delicadeza de quem segura o seu rosto
como se você fosse a coisa mais preciosa que existe.
Eu te amo no caos e na calma,
na urgência e no silêncio,
no toque e na saudade que já nasce mesmo quando você ainda está aqui.
Você chegou com pincéis e tintas,
e sem perceber, devolveu cor pra uma vida
que já tinha aprendido a sobreviver em tons de cinza.
E é estranho
como a vida nos quebra, nos testa, nos esgota
pra só depois, quando a gente já não espera mais nada,
colocar alguém como você no nosso caminho.
Um amor que não só fica
mas que reconstrói.
Que me faz pensar em futuro de novo,
no mesmo futuro que eu já tinha desistido,
enterrado junto com tudo que um dia eu acreditei.
Minhas lágrimas já contaram histórias que ninguém leu,
mancharam palavras que ninguém ouviu
Eu já me perdi em noites longas,
já me refiz em manhãs vazias,
já fingi força em tantos entardeceres
que até esqueci como era sentir de verdade.
Até você.
E agora
não é só sobre amar.
É sobre não querer mais fugir.
Porque se for pra me perder
que seja em você.

𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: A Disparidade


Recorda-se do tempo bom
de um dia que sequer existiu
onde aqueles que partilhavam o bem
recebiam em troca aquilo que convém


Quando recorriamos à salvação
de grandes máquinas de punição
Na época em que eram imunes
a qualquer esquema de manipulação


Quem dera que isso realmente existisse
seria uma tolice acreditar afinal
em algum tipo de carma triunfal
para toda maldade que viesse.


​Cabe a você, então,
abraçar sua singularidade
e aceitar, enfim,
A eterna disparidade:


​De finais felizes
e dos destinos de elite,
aos que mentem sem limite
até aos que atacam com apetite.


Poesia pessimista escrito por César Hioli.
11/02/2026.

⁠Natal é tempo de reflexão... independente de crenças...
À analogia sobre os valores de empatia e solidariedade universais explanado na crença Cristã... é a mensagem que serve a todos... pois não é uma questão de Fé... mas somente uma reflexão sobre valores Humanitário .

"Há relógios que mostram as horas e há relógios que controlam o tempo."

"Há quem use o relógio para ver as horas e há quem use o relógio para controlar o tempo."

"Quanto tempo é necessário para perceber e demitir o funcionário que está levando a empresa à falência?"

"Há dois tipos de relógios, um para controlar o próprio tempo e o outro para não se atrasar na vida."
Há quem esqueça de dar corda.

"Quem dá valor no tempo, nunca se atrasa na vida."

Sonhar, Sequer Tempo Deu...
Posto antes do apaixonar...
Eu jé estava a Amar...


(Vinnicius Pinto)

Entender o que dói parece uma estrada de difícil acesso, interditada há muito tempo. Muitos desviam do caminho, buscando se manter seguros, mas ainda carregam uma curiosidade silenciosa sobre o que existe ali.
É como um monte vazio e, ao mesmo tempo, singular, uma expressão doce e sutil da natureza que confunde e bagunça a mente de quem se aproxima.
A dor invade de forma brusca. Arranca o fôlego, distorce o que parecia normal, sufoca, atinge, paralisa. E, de repente, tudo perde o sentido.

Lamente a perda, porém somente o tempo necessário, após a superação coloque uma pedra e mude suas atitudes, seu modo e jeito de viver.

"O Amor que Veio nos Amar"


O amor que veio nos amar
ultrapassa o tempo, o céu, o mar.
Não há barreira, dor ou pesar
que consiga esse amor apagar.


Deus olhou o mundo e, em Seu olhar,
viu corações prontos a se quebrar.
Então, enviou Seu Filho a nos tocar,
para que a vida pudéssemos abraçar.


Porque Deus amou de forma sem fim,
que entregou Jesus, Seu próprio Filho, por mim.
Para que todo aquele que nele crer
não pereça, mas venha a viver.


É um amor que atravessa a dor,
que dá esperança, que traz calor.
Que toca a alma, que faz renascer,
que nos convida a simplesmente crer.


O amor que veio nos amar
não espera o mundo mudar.
Ele nos encontra onde estamos,
nos cura, nos guia, nos levanta mesmo no esquecimento.


Não se mede, não se explica,
mas transforma, consola e edifica.
E mesmo que a vida queira nos separar,
o amor que veio nos amar nunca vai falhar.


Olhe para o céu, ouça o vento a passar,
sinta no peito: Ele veio nos salvar.
Porque a eternidade começa ao crer,
no amor que Deus quis nos oferecer.


O amor que veio nos amar
é presente, é luz, é eterno luar.
É promessa cumprida, é vida a pulsar,
é João 3:16 a nos ensinar:
que crer em Cristo é nunca mais se perder,
é viver para sempre, no amor que veio nos amar.

"Carrego um chamado"


Carrego marcas que o tempo não levou,
feridas que a infância deixou sem cura,
silêncios que o mundo nunca escutou,
e um coração que aprendeu a ser forte na dor mais dura.


Não sou culpado das sombras que caminham comigo,
sou apenas alguém que tentou ser luz no meio delas.
E mesmo tropeçando no mesmo antigo perigo,
Deus insistiu em me levantar,
como quem recolhe estrelas.


Faltou pai… faltou mãe… faltou abraço.
Mas sobrou presença divina nos espaços vazios,
sobrou Cristo nos cantos do meu cansaço,
sobrou fogo no meio dos meus dias frios.


E quando eu penso que sou nada,
que não mereço, que não carrego talento,
Deus sopra em mim aquela voz calada:
“Filho, Eu faço morada no teu sofrimento.”


Porque o chamado é maior do que o peso que sinto,
é maior do que o erro que insiste em voltar.
E quando Ele me usa, eu só pressinto
que o céu inteiro começa a respirar.


Eu não sou grande,
não sou forte,
não sou perfeito.
Sou só barro nas mãos do Rei.


Mas mesmo assim Ele escolheu meu peito
pra acender um fogo que eu nunca acendi.


E hoje entendo:
não sou culpado,
sou escolhido.
Não por mérito…
mas por graça.


E onde o mundo me feriu,
Deus construiu estrada.

"Entre Ondas, Conversas e Silêncios"


Houve um tempo
em que nossas conversas não tinham fim,
como o mar diante de nós,
como o vento que passava
enquanto a gente falava da vida.


Na praia,
entre risadas e pensamentos profundos,
você foi me ensinando sem perceber.
Não só sobre a vida…
mas sobre a fé,
sobre esperança,
sobre continuar quando tudo parecia pesado demais.


Tudo que eu entendia sobre caminhar com Deus,
nasceu em muitas daquelas conversas.
Sem púlpito,
sem formalidade,
só amizade…
e palavras sinceras.


Você me ensinou a enxergar além,
a acreditar quando eu não via saída,
a encontrar paz quando tudo dentro de mim
era confusão.


E teve aquele momento…
em que minha mente escureceu,
em que pensei na dona morte,
em que parecia existir apenas um túnel,
frio, silencioso, sem volta.


Mas você estava ali.
Com palavras simples,
com presença,
com amizade verdadeira.


Você me puxou de volta.
Me fez ir para longe daquele túnel.
Me trouxe paz,
me trouxe alegria,
me trouxe de volta para a vida.


E talvez você nunca saiba
o tamanho disso.
Talvez nunca imagine
o quanto foi importante.


Porque não foi só amizade…
foi cuidado,
foi luz,
foi vida.


Hoje,
o mar ainda existe,
as praias ainda estão lá,
mas nossas conversas ficaram no tempo.


E eu sei…
assim como eu guardo cada memória,
você também guarda.


As risadas,
as caminhadas,
as conversas incessantes,
os dias que pareciam simples
mas que hoje carregam tanto significado.


Eu sei que você também lembra…
só escolhe não lembrar.


E isso dói,
porque algumas histórias
não deveriam virar silêncio.


Mas mesmo assim,
tudo que você me ensinou
continua vivo em mim.


Cada passo em paz,
cada momento de alegria,
cada vez que escolho viver…


carrega um pouco
da amizade que tivemos,
das conversas à beira do mar,
e de alguém que,
sem perceber,
me ajudou a voltar para a luz.