Tempo Rápido

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... nosso Criador,
por vezes, disfarça-se
de paciência, ao nos conceder
a solidez do tempo, suas lições - que
sabiamente cultivadas - aos poucos
adicionarão mais consistência e
amplitude aos nossos
sonhos mais
urgentes!

... nossa
viagem não tem fim;
tampouco observarão qualquer
fim nós, viajantes do tempo. Embora
existem os que temem voar: uns
porque ainda não sabem;
outros porque se
negam!

... em tempo algum
tocamos; sequer nos blindamos
contra qualquer pensamento...
De fato, são eles que, silenciosos,
questionadores muitas vezes,
aproximam-se
de nós!

Sinais do tempo

O vento se insinua e move delicadamente
As páginas desnudas e simples do livro
Sobre a bancada de madeira
Descansa ao lado do balanço
Se movimenta lentamente como num ressoar.

As páginas amareladas com sinais do tempo
Trazem a nostalgia de um passado
Contam as histórias de cada personagem
Lembradas com carinho dos
Momentos vividos intensamente.

O vento se mistura com o suspiro da morte,
A justiça invisível ouve suas lamentações
À distância os deuses louvam o momento,
A vida peregrina pelos campos desertos
Enquanto as almas procuram o descanso...

O livro continua sobre a bancada
Aguardando a companhia de alguém distante
Que talvez não volte mais.
Suas paginas melancólicas suspiram ao ver
Que o balanço continua solitário ao seu lado.

O tempo guarda nas mãos a chave da nossa felicidade.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

"Se você está vivendo a muito tempo a mesma história talvez seja você que precisa de mudança e não os outros"

⁠Os abutres têm uma vida bem tranquila e tudo que fazem e esperar o tempo certo para se alimentar com carne apodrecida, já o leopardo passa dias na caça para abater sua presa e se alimentar de carne fresca. Assim é a vida, ou vai à luta, ou espera tranquilamente, a diferença só está na qualidade que você deseja para si!

A gente vai sem pressa
Deixa o tempo conduzir
Com o sol na nossa pele
E a vontade de sorrir - Frase da música Convite de Verão do dj gato amarelo

Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.

A segunda-feira nos lembra que o tempo não espera: cada manhã é um convite a reconstruir o que fomos e a aproximar o que ainda sonhamos ser.

Em um floresta de carvalhos, com seus troncos velhos pelo tempo e retorcidos, por terem sofrido o bastante, esse é um lugar que não me sinto tão diferente assim.

De um certo tempo para cá, caminhar sozinho se tornou sobrevivência.

O tempo é um paradoxo quântico, para mim, não faz sentido, pois nossa existência é moldada por instantes que já se foram e por futuros que ainda não nasceram. Vivemos no fio tênue do agora, mas carregamos em nós as marcas de tudo que foi e a ansiedade de tudo que poderá vir. O presente é apenas um fragmento entre duas eternidades invisíveis.

Somos tolos em nossa própria ilusão, atribuindo valor ao que se desfaz com o tempo, dinheiro, status, títulos. Olhamos com arrogância para aqueles que sustentam silenciosamente a vida em sociedade, os que limpam, os que recolhem, os que tornam possível o nosso cotidiano, como se a dignidade fosse privilégio e não essência. No fundo, seguimos apenas rótulos impostos por uma sociedade adoecida, sem perceber que a verdadeira grandeza não está no que se ostenta, mas no que se é.

Há beleza na carne que cicatriza, florescer sangrento, obra-prima talhada por dor e tempo.

Não há estrada que volte, nem pegada que se refaça. O tempo não devolve nada,
ele apenas arranca.

O passado é um cadáver intocado pelo tempo; regressar a ele é deitar-se na podridão, aspirar a decomposição de ossos que jamais voltarão à vida. Ainda assim, minha mente enferma cava covas dentro de mim, arrancando memórias que nem sempre são minhas, mas que me invadem como larvas famintas. Eu as vivo em carne exposta, como se fossem chagas abertas, sangrando uma dor que não me pertence, mas que me consome como se fosse a única verdade que restou.

No breve tempo que me ausentei, ao regressar, percebi que já não era o mesmo. Os sentimentos haviam se esvaído como água entre as mãos, e em meu peito apenas o silêncio se aninhava. Aquele eu que um dia partira, morreu no exílio do tempo e jamais retornaria. Em seu lugar, restou apenas uma sombra errante, um eco de mim mesmo, condenado a habitar a casa, mas nunca mais a pertencer a ela.

A jornada foi escola de paciência, sei esperar o tempo que o fruto precisa, colho com mãos firmes.

Aprendi que lutar é uma conversa séria, negociei tempo, não feridas, a paz é contrato assinado.