Tempo Livre
A minha carência vem do carinho que dei, mas não recebi... Da atenção desperdiçada, do tempo que não parou... Por mais carinho que tenho... Sempre quero mais... Quero o perfeito, não admito o pretérito... Quero mais, muito mais, quero viver+, amar+, sentir+, quero um futuro hoje, melhor que ontem e pior amanhã... Quero dias felizes, fazer a minha e a sua vida diferente sempre!
- O tempo é fluido por aqui – disse o demônio.
Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou outro pudessem ser.
A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.
– Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou.
O demônio era magro como uma vara e estava nu. Ele tinha muitas cicatrizes, parecia ter sido esfolado em algum momento num passado distante. Não tinha orelhas nem genitais. Os seus lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram olhos de demônio: tinham visto demais e ido muito longe, e frente ao seu olhar ele se sentiu menor que uma mosca.
– O que acontece agora? – ele perguntou.
– Agora – disse o demônio com uma voz que não demonstrava sofrimento nem deleite, somente uma horripilante e neutra resignação – você será torturado.
– Por quanto tempo?
O demônio balançou a cabeça e não respondeu. Ele percorreu lentamente a parede, examinando um a um os instrumentos ali pendurados. Na outra extremidade, perto da porta fechada, havia um açoite feito de arame farpado. O demônio o apanhou com uma de suas mãos de três dedos e o carregou com reverência até o outro lado da sala. Pôs as pontas de arame sobre o braseiro e observou enquanto se aqueciam.
– Isso é desumano.
– Sim.
As pontas do açoite ganharam um baço brilho alaranjado.
– No futuro, você vai sentir saudade desse momento.
– Você é um mentiroso.
– Não – respondeu o demônio. – A próxima parte é ainda pior – explicou pouco antes de descer o açoite.
As pontas do açoite atingiram nas costas do homem com um estalo e um chiado, rasgando as roupas caras. Elas queimavam, cortavam e estraçalhavam tudo o que tocavam. Não pela última vez naquele lugar, ele gritou.
Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes da sala, e com o tempo, ele iria experimentar cada um deles.
Por fim, a Filha do Lazareno, que ele acabou conhecendo intimamente, foi limpa e recolocada na parede na ducentésima décima primeira posição. Nesse momento, por entre os lábios rachados, ele soluçou:
– E agora?
– Agora começa a dor de verdade – informou o demônio.
E começou mesmo.
Cada coisa que ele fizera, que teria sido melhor não ter feito. Cada mentira que ele contara – a si mesmo ou aos outros. Cada pequena mágoa, e todas as grandes mágoas. Cada uma dessas coisas foi arrancada dele, detalhe por detalhe, centímetro por centímetro. O demônio descascava a crosta do esquecimento, tirava tudo até sobrar somente a verdade, e isso doía mais que qualquer outra coisa.
– Conte o que você pensou quando a viu indo embora – exigiu o demônio.
– Pensei que meu coração ia se partir.
– Não, não pensou – contestou o demônio, sem ódio. Dirigiu seu olhar sem expressão para o homem, que se viu forçado a desviar os olhos.
– Pensei: agora ela nunca vai ficar sabendo que eu dormia com a irmã dela.
O demônio desconstruiu a vida do homem, momento por momento, um instante medonho após o outro. Isso levou cem anos ou talvez mil – eles tinham todo o tempo do universo naquela sala cinzenta. Lá pelo final, ele percebeu que o demônio tinha razão. Aquilo era pior que a tortura física.
Mas acabou.
Só que, quando acabou, começou de novo. E com uma consciência de si mesmo que ele não tinha da primeira vez, o que de certa forma tornava tudo ainda pior.
Agora, enquanto falava, se odiava. Não havia mentiras nem evasivas, nem espaço para nada que não fosse dor e ressentimento.
Ele falava. Não chorava mais. E, quando terminou, mil anos depois, rezou para que o demônio fosse até a parede e pegasse a faca de escalpelar, ou o sufocador, ou a morsa.
– De novo – ordenou o demônio.
Ele começou a gritar. Gritou durante muito tempo.
– De novo – ordenou o demônio quando ele se calou, como se nada houvesse sido dito até então.
Era como descascar uma cebola. Dessa vez, ao repassar sua vida, ele aprendeu sobre as consequências. Percebeu os resultados das coisas que fizera; notou que estava cego quando tomou certas atitudes; tomou conhecimento das maneiras como infligira mágoas ao mundo; dos danos que causara a pessoas que mais conhecera, encontrara ou vira. Foi a lição mais difícil até aquele momento.
– De novo – ordenou o demônio, mil anos depois.
Ele agachou no chão, ao lado do braseiro, balançando o corpo de leve, com os olhos fechados, e contou a história de sua vida, revivendo-a enquanto contava, do nascimento até a morte, sem mudar nada, sem omitir nada, enfrentando tudo. Abriu seu coração.
Quando acabou, ficou sentado ali, de olhos fechados, esperando que a voz dissesse: “de novo”. Porém, nada foi dito. Ele abriu os olhos.
Lentamente, ficou de pé. Estava sozinho.
Na outra ponta da sala havia uma porta, que, enquanto ele olhava, se abriu.
Um homem entrou. Havia terror em seu rosto, e também arrogância e orgulho. O homem, que usava roupas caras, deu alguns passos hesitantes pela sala e parou.
Ao ver o homem, ele entendeu.
- O tempo é fluido por aqui – disse ao recém-chegado.
Sinto saudade da época que não sabia o que era sofrer de amor, do tempo que não existia ilusões amorosas, de quando não tinha que sorrir pra esconder uma lágrima. Saudade daquele tempo que a única preocupação era decidir qual desenho ia assistir ou qual brincadeira ia alegrar meu dia. E principalmente sinto saudade de ser feliz sem me preocupar com absolutamente NADA.
Não aceito ser tratada como segunda opção, não estou a sua disposição o tempo todo. Decida o que quer da vida ou suma. De uma coisa você pode ter certeza eu não vou te esperar!
Cuide do seu jardim. Ocupe-se com aquilo que te faz bem. Não desperdice tempo e vida alimentando rancor. Também não tenha pressa em descobrir o que vem depois. Futuro se semeia no presente bem vivido e edificado com as verdades que se permite viver. Descubra novos horizontes e faça as malas. Não pare no tempo. Não estacione diante das oportunidades que a vida desenha entre um amanhecer e outro. Se faltar coragem se lembre das turbulências vencidas e espante o medo de ir. Não seja vítima da negligência própria. Tenha tempo para ouvir seu coração e respeite suas fraquezas. Não se obrigue a nada. Que o entusiasmo não te falte e que o sorriso contagie novas atitudes aquecidas de amor."
Podem me chamar de caseiro, antissocial ou sociopata, mas o tempo que vocês perdem saindo de casa é o tempo que eu ganho pensando.
A quem não gosta de mim, dedico respeito e direciono minhas orações. Só não lhes dou meu tempo e atenção, pois estes são propriedade exclusiva dos que me amam!
Existem dois tipos de pessoas: as que te fazem perder tempo e as que te fazem perder a noção do tempo.
Pra viver melhor...
Não se preocupe, se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.
Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.
Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.
Não crie discórdia, crie concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoa, concórdia pessoal.
Não maltrate, trate bem.
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes.
Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.
Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.
Somente assim viveremos dias melhores.
Então não perca tempo, aproveite seu tempo!
Hoje eu aprendi que, amigos, vão e vem com o tempo, que brigas acontecem e que sonhos acabam,
Hoje eu aprendi que o para sempre talvez não seja infinito e que o tempo pode não ser eterno,
e hoje eu aprendi que um sorriso pode esconder uma dor, e que uma lagrima pode ser falsidade,
e hoje eu aprendi que amigos de verdade são eternos mesmo quando estão separados,
e hoje eu aprendi que devemos valorizar quem nos valoriza, que devemos orar para Deus não para pedir favores, mas sim para agradecer pela vida, e hoje eu aprendi que amores são feitos de momentos e que cada instante é único,
Hoje eu aprendi que tempo não volta, nem para. É precisamente perfeito.
Hoje eu aprendi que ha pessoas que passam pelas nossas vidas e ficam, quando não ficam algumas deixam marcas,
Hoje eu aprendi que outras não ficam, somente deixam rastros...
Hoje eu aprendi a valorizar o HOJE e tudo o que nele há, porque o amanhã, não sei...
Se estarei aqui para valorizar O MEU HOJE...
Se cada um cuidasse de si, investindo tempo em curar as próprias dores, em nutrir os próprios sonhos e conquistas, o mundo seria mais leve.
Haveria menos interferência, menos conflito.
Mais paz.
Mais tranquilidade.
O diabo complica esta vida para que você não tenha tempo de pensar na próxima. O remédio para isso é sempre resolver tudo da maneira mais rápida e cirúrgica, SEM MUITAS PALAVRAS. Se você pode dar um jeito num problema sem dizer nada, faça isso. Se puder usar uma só palavra, não diga duas. Guarde as palavras para a prece, o estudo e o amor.
O Peso de Sentir em Silêncio
É difícil lidar com a dor e, ao mesmo tempo, ter consciência dela.
Difícil lutar contra a vontade de desistir e, ao mesmo tempo, querer seguir.
Difícil segurar o próprio peso sem querer ser um peso para ninguém.
Eu sei o que carrego. Sei da minha dor, da minha luta. Sei que não sou o centro do mundo e que todos têm seus próprios problemas. Por isso, me contenho. Por isso, me silencio. Por isso, engulo as palavras antes que pareçam um pedido de socorro inconveniente.
Não quero ser fardo, não quero ser vítima, não quero estar sempre no mesmo lugar de vulnerabilidade. Eu tento. Eu busco. Eu me movimento. Mesmo quando parece impossível, eu me esforço.
Mas o que é mais difícil nisso tudo?
Talvez seja entender todo mundo enquanto ninguém me entende.
Talvez seja cuidar para não incomodar enquanto ninguém percebe o quanto dói.
Talvez seja ser forte o suficiente para lutar contra a dor, mas não o bastante para ser compreendida.
E assim sigo: entre a vontade de sumir e a necessidade de continuar. Entre o silêncio e o grito que nunca sai. Entre a consciência de tudo e a sensação de que minimizam.
Se soubessem quantas vezes ouvi palavras de onde menos esperava…
E como, em certos momentos, a vontade de morrer se torna um sussurro persistente só para que, no fim de tudo, percebam que era real – cada suspiro das palavras ditas e das que foram sufocadas dentro de mim.
Pra minha vida, eu quero as coisas certas, que venham no tempo certo, mesmo que demore.
Não quero ter a pressa das coisas erradas, isso não me leva a lugar nenhum, não é verdadeiro.
Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. Nosso objetivo é observar, aprender, crescer e amar... E depois vamos para casa.
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