Tempo Devagar
Nasci no ventre do eco,
onde o tempo não ousa entrar.
Ali, o mundo me olhou de costas,
e eu tive que ser meu próprio espelho.
Trago os ossos do pensamento à flor da pele,
mas ninguém ouve a dor que não sangra.
Tudo em mim é vidro —
mas cortante, não frágil.
Chamei a ausência pelo nome,
ela respondeu com o meu silêncio.
E no frio do sentido negado,
vi que até Deus evitava meus olhos.
A mente, em espirais de pedra,
caminha sem chão,
mas insiste em buscar
uma saída onde não há porta.
Sou o cárcere que se nega a abrir-se,
sou a chave que teme a liberdade.
Ser é um verbo afogado —
mas ainda respiro.
E se tudo isso for o belo?
Essa dor sem forma,
esse grito contido,
essa esperança disfarçada de exílio?
Pois talvez o belo more
não no alívio,
mas no gesto de seguir
mesmo sem horizonte.
Estive sozinho comigo mesmo a tanto tempo
que surge a incerteza se sou a minha
melhor companhia.
(Christopher- As lágrimas secam)
Mataram a consciência a tanto tempo, que o ser humano que aprendeu a ter-la pode se auto-titular rico da moral.
Minha paz, meu asilo, meu momento.
Tudo uma questão do velho amigo tempo
A emoção, a intensidade.
Uma verdade absoluta: Quem tem fé no que busca, chega até a voar.
Em minha esperança carrego o peso das mudanças
Quase desisto de chorar, como uma criança ganhando um doce.
E se toda choradeira fosse simbolo, do quanto custa cada lágrima?
Á lágrima é rica nela valoriza-se sua dor.
O travesseiro com sua absorvência se enriquece toda noite.
E meu papel se rasga todos os dias.
Valorize suas lágrimas, aos que reclamam que choram muito. A lágrima lava por um momento, depois voltamos a sujar os olhos com a tristeza. A felicidade dura por um momento, também caem lágrimas por não caber aos olhos tanta alegria. Os que não choram? Bem, na escrita toda tinta que cai no papel e vira palavra, é lágrima.
Deus e o Diabo existem, vivem conosco a todo tempo. E nem tudo que é bom vem de Deus e nem tudo que é ruim vem do Diabo, aceitem as consequências das escolhas e atitudes tomadas.
Mistura Versão 3 - Completa.
Nordestino
(Nordeste de minha lembrança, o tempo leva a chuva, a união sustenta o tempo com a mistura das peles.
Saboreio a eternidade cultural, prestígio a saudosa tribo!
União...união, lembranças da escravidão, índios e seus espelhos refletindo os medos.
No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Kariris e irmão Aduke.
Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.)
Negro e Índio
(A união do pensamento e do olhar, minha pele, meus cabelos, minha liberdade, nessa luta nos unimos, em cultura viramos mis-tu-ra! Brasileiros...Brasileiros em espirito... guerreiros que foram trazidos, exportados, destruídos!.)
Nordestino
( É, ainda posso ouvir-los minutos antes de se erguerem para entrar na história.)
Índio
( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.)
Negro
( Chicotes e gemidos de minha mãe! Na dança, no batuque, escuto a voz de meu pai
:- Resistance .
Oxalá traga à paz. )
Nordestino
( Passa boi, passa boi-bumba, enquanto dançam os chamados mulambos, gritam os pardos em cima dos galhos.)
Negro e Índio
( Cante em meu peito liberdade! Cante nos rios e nos mares! Cante em meu peito cultura, me sustento em teu seio enquanto prematuro!)
Nordestino
( Meus pés gritam para Deus, porque tirou de um filho seu a água que banha a vida? Minha luta, minha labuta, o pensamento embebeda, os olhos escorrem meus molhados pingos.)
Negro
( Mãe! Deixe passar o boi! Deixe o boi passar! Festeje essa dor, alegre-se pelo que a de mudar.)
Índio
( Anauê Arebo. Salve a cada dia. )
Negro
(Ṣaaju ki ọjọ to pa ọ. Antes que o dia te mate.)
Nordestino.
( Antes que o tempo lhe leve, sem te tornar PARTE.)
Música - O tempo de amar vai te encontra.
O tempo vai cuidar,
do beijo, da vida em seu ohar.
Amor, não choreres agora, que seu preto não demora a chegar. 2x
De manhã, volto mais tarde
Entardecer, volto mais noite,
Madrugar, chego quando a alma despir pensar.
Iéié é lererererere íé íé íe.
Cor de luz, vem me seduz,
sem nem pensar.
Me iluminar,
Me chama pra ser teu bem.
Sem querer dividir-me com ninguém.
Vou lhe esperar, maré calmar.
Vou lhe esperar, quem sabe um dia não vai me amar.
Vou lhe esperar, o amor demora, mas, o tempo de amar vai te encontra.
O tempo vai cuidar,
do beijo seu, da vida em seu olhar. (ah, aaaaah, aaaa)
Amor, não choreres agora, que seu preto não demora a chegar. 2x
De manhã, volto mais tarde
Entardecer, volto mais noite,
Madrugar, chego com à alma pra despir teu pensar.
Iéié é lererererere íé íé íe iaiaia.
Cor de luz, vem me seduz,
sem nem pensar.
Lumiar, vem que lá fora o tempo corre, e quando cê menos esperar, o trem do seu bem já lhe passou.
Meu neném, chama-me agora pra ser teu bem.
Sem querer dividir-me com ninguém.
Vou lhe esperar, maré calmar.
Vou lhe esperar, quem sabe um dia não vai me amar.
Vou lhe esperar, o amor demora, mas, o tempo de amar vai te encontra.
Iéié é lererererere íé íé íe iaiaia.
Musica. Só ( consigo.)
Cuida do tempo, pro tempo cuidar de você.
Queima esses lábios no pires e tenta não enlouquecer.
Faz companhia pra solidão,
são só pares dos impares da ilusão.
Acende o clarão desses olhos já vai escurecer.
Mata a saudade do beijo que te fez revoar.
...
Amor, te peço um tempo pra cuidar do tempo que tenho de viver.
2x (Me deixa só ( sozin.)
Mas fica (aqui) 2x
Pertinho (de mim)2
, amor.)
Cuida do tempo, pro tempo cuidar de você.
Faz companhia pra solidão.
Não deixa na mão quem te fez renascer.
Não se esqueça o espelho da alma que vive em você.
( Te deixo só ( sozinha.) Me deixa só ( sozin.)
Com seu amor. Mas fica (aqui) 2x
Te deixo só ( sozinha.) ( Amor.
Ó meu amor.) ( Ó meu amor.)
Cuida de tu ( de mim.)
Mas, por favor, não se esqueça de ser você
o seu amor.
Cuida do tempo, pro tempo cuidar de você.
Queima esses lábios no pires e tenta não enlouquecer.
São só pares dos impares da ilusão.
Momentos tão bons que me lembram você.
Transpareço quando a tristeza vira lençol, mesa vazia.
Bate o cansaço com o olhar do correr.
Acende o clarão desses olhos já vai escurecer.
Não deixa cair desta gota muito da dor e pouco do amor que te fez renascer.
Mata a saudade do beijo que te fez revoar.
Lava essa alma com amor por você.
A dor é um pouco menos do que um pensar.
Navega esses olhos sem mar, sem remar.
Nada esse nada que o peito custa em dar lar.
Deita na rede mirando esse sonho, dormir no acordar.
Cuida do tempo, pro tempo cuidar de você.
Queima esses lábios no pires e tenta não enlouquecer.
São só pares dos impares da ilusão.
Momentos tão bons que me lembram você.
Acende o clarão desses olhos já vai escurecer.
Não deixa cair desta gota muito da dor.
Mata a saudade do beijo que te fez revoar.
Lava essa alma com amor por você.
A dor é um pouco menos do que um pensar
Navega esses olhos sem mar, nem remar.
Nada esse nada que o peito custa em dar lar.
Vive um só dia os outros vão te esperar.
(Presta atenção a canção corre sem ter que rimar.)
Vou lhe falar que foi dificil não me apaixonar.
Uns olhos castanhos que me fez viajar.
O beijo colou no meu céu do amar.
Seu rosto ficou no pensar do gostar.
"A corrida que sempre chegamos em segundo lugar é a corrida contra o tempo,agora se pararmos de correr, ele nos atropela."
Quanto tempo faz que você não vem mais por cá.
Só sei que meu pensamento, sempre vai.
Tua voz aqui, não deixa-me dormir, sei lá.
Quero fugir daqui.
Seu abraço é forte, o meu coração é de vidro, pode destruir.
"Não vai."
Destruiu.
Tenho em mim o medo de morrer no início do dia e viver somente no final dos anos.
O tempo é claro para quem só enxerga escuridão.
Eu me acho.
Enquanto me perdia, se me perco noite, acho-me no dia.
Acendo o tempo, senão o tempo me apagaria.
A vida um caminho fino de passagens grossas, olhos congelados, vistas turvas.
A claridade, me escurece, desdenha-me da sabedoria.
Suga-me os rasos pingos d'água dos olhos, já não me resta nada.
Perdia-me, e quantas vezes me perdi.
Achavam-me e quantas vezes não achava-me.
Diz o ditado dos outros, não os meus:- Um homem se perde enquanto a luz, uma mulher se encontra enquanto existe a madrugada, não há hora no mundo falada que lhe mostre em que momento se perderá na estrada.
A vida é se encontrar estando em pedaços perdidos por lá, onde o mundo não lhe dá morada.
Olhos de Poesia
Nossos olhos são versos soltos,
que o tempo escreve sem avisar,
poema vivo, sem rima e sem dono,
um brilho oculto a nos guiar.
A Alma Escreve
A alma é pena em papel de vento,
rabisca luz e sombra ao léu,
poema antigo, forte, sincero,
escrito em névoas, tinta e céu.
Composição dos Sonhos
Poemas são ações que respiram,
nas mãos de quem sente e ousa sonhar,
versos que pulsam, criam caminhos,
e nunca deixam de nos tocar.
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