Tempo Devagar

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"Reflexão Aprendizado"
"Quem vive pra ser visto até impressiona por um tempo… mas só quem é verdadeiro permanece quando ninguém está olhando.”


@Suédnaa-Santos.

Não ligo para o que dizem sobre mim. Pelo o que Pré julgam seus Conceitos. Meu tempo, minha vida e em meu coração, só ficam quem tem Algo de Especial!

Dizem que o tempo cura tudo,
que as feridas se fecham, as cicatrizes desaparecem,
as dores cessam e que as lagrimas secam, passei muito tempo a acreditar nisso. Mas a verdade mesmo é que nada melhor do que uma boa dose do amor próprio.

Ecos:
Que não nos tornemos surdos ao clamor do tempo,
cegos diante da injustiça,
nem mudos perante a verdade.
Que não sejamos ecos da caverna de Platão,
preferindo o conforto das sombras
à dor de enxergar.

Um poema que carrega o próprio cansaço não esbraveja contra o tempo; apenas observa — com a lucidez amarga do seu dissabor.

O poeta contra o tempo


Diante da frieza do tempo, que passa sem remorso —
a angústia da finitude.


O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.


E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.

Teve tempo de mudar a foto do perfil.
Pra mudar de atitude ainda tá sem sinal.
— Van Escher⁠

Diz que tá sem tempo.
Mas story em 4K posta 7 vezes por dia.
— Van Escher

Pediu um tempo.
O boleto não pediu e venceu mesmo assim.
— Van Escher

*Raiz de 1979*
Se não ensinar em casa, alguém ensina.
No meu tempo, bastava uma olhada.
A gente já entendia o recado inteiro.
_Van Escher

Pesquisa no Google de mãe no meu tempo:

Sobrancelha levantada = "te aquieta aí"
Sobrancelha franzida = "você tá pedindo"
Duas sobrancelhas + respirada funda = "em casa a gente conversa"

Era o tradutor oficial da infância.
Não precisava de texto, não precisava de áudio.
Um movimento e a gente já calculava o tamanho da bronca 😂

Eu sou de um tempo que fui educada só com o movimento das sobrancelhas 🤭
Qual era o “código” da sua mãe?

Van Escher 🪐

No meu tempo, equilíbrio não era pose de yoga no Instagram.

Era cair, levantar, fingir que não doeu e seguir de salto alto na corda bamba da vida.

Controle é ilusão pra quem nunca teve que criar filho, pagar boleto e sorrir tudo no mesmo dia.
Equilíbrio de verdade é quando o caos te derruba, te arrasta, te testa... e você ainda lembra quem você é quando levanta.

Sem coach. Sem mantra. Só você, sua história e a teimosia de não se perder de si.

_Van Escher_🪐

Na dúvida, não me queira.
Não tenho tempo para ser dúvida de ninguém.

Van Escher

Não é sobre ser forte o tempo todo.
É sobre saber quem luta por você
quando suas forças acabam.

Salmo 91:11 📖🧡

Van Escher

Não perco tempo com pauta.
Eu pergunto pro chefe o que ele recomenda.
Se ele não souber, por que tá na mesa errada com a dama certa.

Van Escher 🦁

O tempo passa depressa.
Quando me dei conta, aos 18 eu já era mãe.
Aos 45, minhas filhas já estavam adultas.
E aí veio a solidão da síndrome do ninho vazio.
Aos 46, me tornei avó de uma princesa. 👑

A vida é assim: pessoas vêm e vão, aparecem e desaparecem.
Por isso devemos nos amar antes de exigir o amor de qualquer pessoa.
A gente vem só e parte só.
Ninguém sabe se viverá um século ou não.
O que se sabe é que nunca sabemos como ou quando iremos partir.
Então devemos nos despedir das pessoas sempre como se fosse a última vez,
e com o melhor que temos para oferecer.

Van Escher 🦁

Rasga
as membranas do tempo.
Faz de mim, esquecimento.


Que crio asas,
levanto as saias
Abanando até o vento.




Andréa

A ÉPOCA DA RAZÃO PROVOCADA
A FÉ RACIOCINADA DIANTE DO NOSSO TEMPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Fé raciocinada somente é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Esta afirmação, situada no coração da filosofia kardequiana, exige que perguntemos a nós mesmos: em que época estamos? Que espécie de tempo histórico interpela o pensamento e convoca a fé a este exame rigoroso?


Estamos em uma época marcada pela abundância de informações e pela escassez de reflexão profunda. Jamais houve tantos textos, tantos documentos, tantas vozes, tantas análises. No entanto, raras vezes a humanidade se mostrou tão dispersa, tão imediatista e tão inclinada a formar julgamentos sem o devido estudo. Por isso, a frase de Kardec não é apenas uma advertência, mas um critério de maturidade espiritual.


Em que época estamos?
Estamos na época em que o pensamento crítico tornou se uma necessidade vital. A razão é diariamente pressionada por conclusões rápidas, interpretações impulsivas e opiniões que substituem investigações. A fé raciocinada, para existir neste cenário, precisa demonstrar coragem intelectual e serenidade moral. Ela deve erguer se acima da agitação mental, examinando cada ideia com calma e lucidez.


Em que época estamos?
Estamos na época em que muitos confundem tradição com estagnação. Mas Kardec, ao afirmar que a fé deve encarar a razão em todas as épocas, reconhece que cada período histórico traz novas questões, novos desafios e novas exigências. O século vinte e um não é exceção. Pelo contrário, é talvez o século em que esta frase ressoa com mais força, porque a razão foi convertida em arena de pressões constantes.


Em que época estamos?
Estamos na época em que a responsabilidade intelectual se tornou prova de caráter. Avaliar, estudar, fundamentar, compreender antes de opinar tornou se ato de resistência moral. A fé raciocinada não floresce na pressa, mas na ponderação. Não vive do eco das massas, mas da coerência íntima entre razão e sentimento.


Por isso, enfatizar a frase kardequiana neste contexto significa reconhecer que a fé raciocinada permanece como exigência permanente. Ela não é conceito do passado, mas compromisso do presente. Encarar a razão face a face significa encarar nosso próprio tempo, suas fragilidades, seus excessos e suas urgências.

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

Durante muito tempo, confundi autonomia com soberba.
Acreditei que ser livre significava não ouvir, não considerar, não ponderar.
A ilusão do controle absoluto é sedutora — e cara.


Com o tempo, a mente amadurece e passa a reconhecer padrões.
Percebe que grande parte do sofrimento não nasce do acaso,
mas da repetição de decisões mal avaliadas.
Não foi o mundo que feriu — foi a insistência.


A maturidade não apaga os erros; ela os decodifica.
E ao compreendê-los, surge algo raro: responsabilidade sem culpa
e mudança sem arrogância.


Então fica claro que paz não é fraqueza,
é eficiência emocional.
E que conselhos não são imposições,
são dados coletados pela experiência alheia.


Ignorá-los é possível.
Aprender com eles é inteligência.