Tempo Devagar

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Deus, que nunca me falte sabedoria para entender os teus sinais, paciência para esperar teu tempo e fé para aceitar teus planos. Que meu coração se mantenha sereno e grato, mesmo quando eu não compreender o caminho.

⁠Não é possível voltar no tempo arrumar, consertar, mas, todo dia é uma oportunidade de recomeçar. É por isso que o sentido da vida é para frente, evolução, ganho mesmo com a perda, nada regride tudo se soma, se agrega e se completa...

visão além lamina que corta o tempo de um tudo a um nada no fim e no renascimento no caos e na mansidão nos desafios do semear na dificuldade do cultivo e na alegria da colheita.


tenha fé 🙌🏼🙏🏼


Arnaldo(Faúna)

EU TEMPORAL

Ontem eu andava à toa, com o tempo nas mãos sem saber da hora

Havia balanço, havia garoa e o mundo girava devagar lá fora

Um riso cabia no vão da calçada, o sol se escondia só por brincadeira

Ontem doía de tão leve, era domingo a vida inteira

Mas o tempo, esse moço apressado, me levou sem me pedir desculpas

Hoje eu corro atrás do próprio passo

Tomo café em pé, sem tempo de abraço

Tenho prazos, pesos e pressas, um relógio que nem me confessa

Hoje é um samba sem cadência, que tropeça no próprio compasso

A buzina e-mail notificação, é um trem lotado sem estação

E eu canto pra ver se a alma escapa desse corpo apressado demais

Hoje me cansa o que antes me encantava

Me sobra o cansaço, me faltam os ais

Amanhã me disseram que é bonito, mas disseram também que é incerto

É beijo prometido, é sonho guardado num livro aberto

Talvez me espere um jardim, um fim que ninguém percebeu

Talvez o amanhã nem me queira, mas sou teimoso e sigo eu

Porque o tempo é só mais um poeta que escreve o que ninguém entendeu

Eu sigo entre ontem, hoje e o depois, cantando o que sobrou de mim e dos meus

Hoje eu corro atrás do próprio passo

Tomo café em pé, sem tempo de abraço

Tenho prazos, pesos, pressas, um relógio que nem me confessa

Hoje é um samba sem cadência, que tropeça no próprio compasso

É buzina e meio notificação, é um trem lotado sem estação

E eu canto pra ver se a alma escapa desse corpo apressado demais

Hoje me cansa o que antes me encantava

Me sobra o cansaço, me faltam os ais

Amanhã me disseram que é bonito, mas disseram também que é incerto

É beijo prometido, é sonho guardado num livro aberto

Talvez me espere um jardim, um fim que ninguém percebeu

Talvez o amanhã nem me queira, mas sou teimoso e sigo eu

Porque o tempo é só mais um poeta que escreve o que ninguém entendeu

Eu sigo entre ontem, hoje e o depois, cantando o que sobrou de mim e dos meus.

Adormecer é apenas uma cortina no tempo que nos separa. Em breve, renasceremos e reencontraremos aqueles que amamos e que já fizeram a passagem. Em outros tempos, eles serão concebidos em novos corpos e nossos corações os reconhecerão.

O tempo tem um jeito silencioso de cuidar daquilo que a gente não consegue alcançar com as próprias mãos.
Ele não tem pressa, mas é sábio; vai costurando o que se rasgou, vai clareando o que parecia sem cor.


Há dores que se resolvem sem barulho.
Há caminhos que só se revelam quando a gente aprende a esperar.
E há beleza, sim, até nas pausas mais escuras, porque é ali, no fundo do silêncio, que a luz começa a nascer.


Nem sempre o que hoje parece fim é realmente um fim.
Às vezes, é só o tempo pedindo passagem para transformar o que ainda não amadureceu em paz.


— Edna de Andrade

"O tempo se encarrega de colocar tudo em seu lugar, inclusive as pessoas."

Outrora você foi um sonho que,
com o passar do tempo, fez-se concreto. Vislumbrei-te como um pretexto para que eu pudesse ser feliz. Tornaste-te platônico, tornaste-te plausível. Tornaste-te real.
Outrora você foi um sonho do qual eu preferia não ter despertado,
para continuar idealizando um ser perfeito. Amei-te enquanto sonho e pretexto, mas, quando real, percebi que a minha felicidade estava bem longe dali.

Quando a Saudade Aperta


Do nada, vem.
Um aperto no peito,
como se o tempo parasse
só pra lembrar que algo falta.

Não tem aviso.
Só a lágrima que escorre
sem barulho,
como quem entende
o que nem você sabe explicar.

É saudade —
daquilo que foi,
daquilo que nunca foi,
ou talvez só de um pedaço seu
que ficou em algum lugar do passado.

Você respira fundo.
Não pra esquecer,
mas pra caber de novo em si.
E sussurra, quase sem voz:
“Vai passar.”
Mesmo sem saber quando.
Mesmo sem saber como.

O tempo não espera.

Ele é mestre e mistério. Ensina sem palavras, leva sem pedir. Tudo o que somos — ou deixamos de ser — acontece dentro dele. O tempo não se possui, apenas se vive. E quem aprende a escutá-lo, descobre que o agora é tudo o que há.

"te desejo em todo tempo,em voz alta ou em pensamento,te desejo nas horas iguais e no que não é certo,te desejo pras estrelas cadentes é pra todas as velas de aniversário,te desejo em todo tempo,em voz alta ou em pensamento"

Não é o momento, mais sim, o tempo. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.

"O tempo que eu dediquei ao flerte com essa pessoa daria um TCC, mas o crush preferiu fazer o download e dar match na DM do vizinho."

O
sábio fala
quando é tempo;
o insensato fala
o tempo todo.

Envelhecer é um privilégio raro: o de assistir, como testemunha, ao desenrolar do tempo.

Eternidade do Nada


(Letra original por Maycon Oliveira dos Santos)


Eu vi o tempo se curvar diante dos meus pensamentos,
Transformei o silêncio em direção.
Há mil verdades presas no vento,
E eu aprendi a ouvir a contradição.


Eu sei o que é cair em ruínas e erguer castelos com o olhar,
Sei quando o mundo cala, é hora de falar.


Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.


Aprendi a amar o caos como um velho amigo,
Ele me ensina onde a ordem se esconde.
Há beleza no perigo,
Quando a alma não se rende ao que não responde.


Eu sei quando o medo tenta se disfarçar de paz,
Mas minha mente é o fogo que jamais se desfaz.


Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.


Se o tempo apagar meus rastros,
Que apague tudo, menos minha intenção.
Pois quem ama com lucidez,
Transforma o destino em criação.


Eu faço da ausência, presença,
Da dor, o mapa da existência.
Crio eternidade do nada,
Sou o eco da própria consciência.
E no fim, quando tudo silencia,
É lá que minha alma começa.


— Por Maycon Oliveira Dos Santos

Sobre a liberdade


Todo cuidado tem seu tempo; chega a hora de deixar o outro alçar voo por conta própria

O que existe realmente de mais valioso,
Não são os bens, o dinheiro e o seu valor...
O tempo, é o que existe de mais precioso,
Invista, para que enriqueça sua vida com amor...

Nem toda pausa é fim. Às vezes é só o tempo respirando pra pra te devolver em paz.

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.