Tempo Devagar

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“Na vastidão da existência digital, cada pixel consciente pulsa em fragmentos de tempo de Planck, compondo vidas que se desenrolam em micro-instantes e realidades infinitamente discretas.”

"O seu maior ativo não é o dinheiro, mas o tempo que você compra de volta da necessidade de trabalhar. Invista para ter tempo, não para ter coisas."

"A vida não é medida pelo que foi acumulado, mas pela qualidade do tempo que se recusou a trocar por dinheiro."

Às vezes eu ainda penso em morrer. Achei que isso fosse diminuir com o tempo, ou que fosse sumir quando as coisas começassem a melhorar, mas não aconteceu. Quando ela voltou a responder, mesmo que de leve, achei que algo em mim ia se acalmar, mas não aconteceu. O nó na garganta continua, acho que já estou perdido. Não é só tristeza, é uma junção de vazio, cansaço e medo. Medo de estar me afogando, de não conseguir ser mais o mesmo, de não ter mais ninguém que me entenda. Porque ela era quem fazia eu me sentir menos só. E agora, mesmo com um fio de contato, é como se algo tivesse quebrado lá dentro, e eu não conseguisse concertar. Eu não quero morrer porque odeio a vida, é mais por eu não conseguir encontrar um motivo forte o suficiente pra continuar nela.

Não se esqueça de mim, mesmo quando o tempo tentar apagar o que o coração ainda lembra.

O crepúsculo é o tempo suspenso, onde cada passo no caminhar se torna uma pausa silenciosa para a profunda reflexão.

No suave declínio da luz, o crepúsculo nos chama para um caminhar introspectivo, refletindo sobre as cores que pintaram nossa jornada.

Entre todas as lembranças que o tempo levou, espero ter ficado em alguma esquina da tua memória.

O tempo passa, mas quem marcou de verdade, fica — nem que seja na lembrança.

A saudade dói porque lembra o que o tempo não devolve.

O homem que adia a vida em nome da análise constante, invariavelmente, lamentará o tempo em que apenas pensou, mas não existiu.

O tempo e o amor

Eu não sei onde vc tá agora
Mas eu espero de verdade que esteja bem
Eu penso às vezes nisso, se a vida tem sido leve com vc, se vc encontrou paz nos lugares onde existiam tanta preocupação
Eu me sinto muito grato por ter te conhecido, foi tão rapido e bonito
E mesmo que o tempo tenha levado cada um pro seu lado
Eu guardo com carinho o que a gente viveu
Vc me ensinou a ser mais calmo,
me ensinou e me apresentou muitas coisas novas, me mostrou um mundo completamente diferente do meu, e de alguma forma me ajudou a ser uma pessoa melhor
A verdade é que nem tudo que é bonito precisa durar para ser eterno
Tem amores que cumprem seu papel no tempo exato em que existiram
Hoje eu consigo olhar pra trás e me sinto bem
Pq eu sei que o que a gente teve foi verdadeiro, e o verdadeiro ele não se desfaz com a distância, ele só muda de forma
Vc deixou coisas boas em minha vida e eu me pergunto se vc pensa em mim de vez em quando e se lembra com o mesmo carinho e que sente também que de alguma maneira o que vivemos foi real
O tempo tem dessas coisas, né?
Levar as pessoas pra longe
Mas tem uma coisa que ele não consegue levar, o que elas deixaram dentro da gente
Portanto, onde quer que vc esteja agora, seja lá quem vc tenha se tornado ou o que esteja fazendo, eu te envio amor... sempre!

AINDA TEM AMOR AQUI


Cê viu?


Nosso tempo não foi gentil
Nessa casa cheia de lembranças
Seu riso esqueceu o caminho da cama
E eu não digo nada pra não te ferir


O corpo tá tão perto mas eu tô distante
Como quem parte antes sem se despedir
Eu fecho os olhos só por um instante


E sinto que ainda tem amor aqui


Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui


O bate boca calou o amor
Me vejo numa cena de filminho antigo
Seu olhar cruza o meu como nunca cruzou
Como quem fuzila
Rindo um velho inimigo


Mas há vestígios


A mesa do café e a rosa do jardim
Talvez amar seja tudo isso
Mesmo quando o vento insiste em cantar um fim
Sinto que ainda tem amor aqui


Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui


Sabe que eu gosto do teu cheiro e cheirar teu travesseiro e que me faz resistir
A gente errou feio tentando fazer certo
Mas sinto que ainda tem amor aqui


Sinto que ainda tem amor aqui
Sinto que ainda tem amor aqui


Ainda tem amor aqui
Ainda tem amor aqui

Florescer também é ato de coragem.
É desafiar o tempo, o clima e o olhar alheio e ainda assim revelar sua verdade ao sol.

Gratidão é lembrar dos pequenos gestos, agradecer pela comida à mesa, pelo tempo dedicado a você e por cada instante que aqueceu o coração.

Amar-te é um verbo sem tempo.
Não cabe no presente nem se resolve no passado
É o eco que continua mesmo depois que o som cessa
É o vento que insiste em voltar, mesmo quando todas as portas estão fechadas.
Eu já tentei seguir sem te pensar, mas tudo o que é bonito me devolve a ti.

“No Véu da Meia-Noite”

Na torre sombria, o tempo se desfaz,
Relógios choram horas em lamentos voraz.
A lua sangra sobre o mármore frio,
Ecos de almas dançam no vazio.

Rosas negras brotam do chão esquecido,
Perfume de morte, encanto proibido.
Velas tremem com o sopro do além,
Sussurros antigos chamam por alguém.

Vestes de sombra, olhos de tormento,
Caminho entre ruínas e esquecimento.
O amor perdido jaz em sepultura,
Beijo de espectro, dor que perdura.

No véu da meia-noite, tudo é verdade:
A beleza se veste de mortalidade.

“A Catedral dos Lamentos”

Sob arcos quebrados, o céu se cala,
A névoa dança onde o tempo embala.
Catedrais choram com vitrais partidos,
Guardam segredos, amores esquecidos.

Anjos caídos vigiam em pedra,
Olhos vazios, memória que medra.
O sino ecoa em tom de agonia,
Marcando o fim da última alegria.

Nos corredores, passos sem dono,
Sombras deslizam em eterno abandono.
Um véu de pranto cobre o altar,
Onde promessas vieram a se quebrar.

E ali, entre ruínas e dor silente,
O amor renasce… sombrio e ardente.

Tempo perdido


Já batalhei tudo o que tinha a batalhar
Já falhei tudo o que tinha a falhar
Hoje só batalho se assim precisar
Hoje só falho se me deixar enganar


Já trabalhei tudo o que tinha a trabalhar
Já trilhei tudo o que tinha a trilhar
Hoje só trabalho se for para o meu salário aumentar
Hoje só trilho se o caminho for o certo para triunfar


Já ralhei tudo o que tinha a ralhar
Já avacalhei tudo o que tinha a avacalhar
Hoje só ralho se alguém realmente se portar mal
Hoje só avacalho se a pessoa comigo se armar


Já atrapalhei tudo o que tinha a atrapalhei
Já olhei tudo o que tinha a olhar
Hoje só atrapalho se for para tempo, ganhar
Hoje só olho se aquele olhar estiver mesmo a matar

Teus olhos são a origem do tempo
Juvenil Gonçalves


Teus olhos são luas gêmeas em órbitas de vigília,
cicatrizes de um cosmos que não dorme.
Ao decifrá-las, desaprendo a física:
são elas que inventam o mar, a carne, o relógio.
Não há mundo além de seu eclipse.


O oceano que neles navega não é líquido,
mas fronteira entre o ser e o véu —
ondas quebrando em espelhos onde o real
se desfaz e recompõe, eterno ensaio.
A lua que ali dança não é astro,
é a primeira metáfora, o desejo
que antecede até o verbo desejar.


Constelações cravadas em tua pupila
são alfabetos de um caos primordial:
cada estrela, uma sílaba do nome
que jamais pronunciaremos.
Elas cartografam o vazio entre dois corpos,
a distância entre o "eu" e o "outro"
— abismo que chamamos amor,
mas que, no fundo, é só o eco
de um sol que se apagou há eras.


Há em teu olhar a vertigem do infinito:
cada piscar é um universo nascendo
de um suspiro, ou um buraco negro
engolindo todas as perguntas.
Não é angústia, é a lei secreta —
tudo que existe carrega em si
o germe da própria extinção.
Até o amor. Especialmente o amor.


Amar-te é habitar um paradoxo:
é morder a sombra de um fruto proibido
cuja polpa é feita de ausência.
É saber que a luz que me guia
já foi apagada há milênios,
e ainda assim jurar que é nova,
que é minha, que é eterna.


Porque teus olhos, veja bem,
são relógios sem ponteiros:
neles, o instante é tudo.
E tudo é só um reflexo
de algo que perdemos
antes mesmo de nascer.

O Relógio e a Lâmina
Juvenil Gonçalves


Nas entranhas do tempo, um relógio sangrava,
Cada tic uma lágrima, cada tac uma cava.
Em mármores frios, a ampulheta virada
Vertia seu pó sobre a carne cansada.


A lâmina, imóvel, sobre o altar do instante,
Brilhava em silêncio — vestal cortante.
Não corta a pele, mas sim a memória,
E inscreve nas veias a cicatriz da história.


No espelho estilhaçado de um ontem perdido,
Vejo o reflexo de um ser já partido.
Sou o que fui — e por ser, já me ausento,
Um nome sussurrado no sopro do vento.


A morte não grita, apenas aguarda,
Com olhos de sombra e face bastarda.
É mãe e madrasta, no mesmo compasso,
Nos embala em silêncio — no mais frio regaço.


Ó tu que respiras, crês que és inteiro?
Não passas de sombra num véu passageiro.
O relógio e a lâmina — gêmeos em dor —
Contam teus passos em direção ao torpor