Tempo Devagar
Resiliente
Se sentir saudade
apressa-te a
me ver
não há tempo perdido
e tempo a se perder
eu posso te amar
e, ainda assim
me amar, até mais
do que amo você.
Seja paciente. Você quer tempo e não dá tempo ao tempo!
A paciência é mais que uma virtude, é uma questão de saúde.
Que eu possa ter sempre
tempo disponível para quando um amigo precisar.
Palavras para incentivar...
Abraço acolhedor e um coração
repleto de bons sentimentos
para dar.
Confie no tempo e na sua própria capacidade de transformar dor em crescimento. As nuvens passam, o sol retorna, e com ele a clareza de quem você é: alguém que continua tentando, mesmo quando tudo parece difícil. Acredite que cada amanhecer traz uma nova margem de escolha, uma nova oportunidade de cuidar de si, de se levantar com mais ternura e de seguir adiante. Você é maior do que a tempestade, e o mundo precisa da sua luz.
Muitas coisas eu tive tempo de escolher ser enquanto eu crescia...
Mas, escolhi a felicidade com toda a sua simplicidade.
TÃO QUANTO.
Naquele tempo o amor era inocente,
As chuvas pareciam que choravam,
O e inverno era tão quente.
Eu vejo que de dia, a única estrela continua linda,
Diga-me, quantos passados você já passou?
E o que escrever sem rima?
Fica uma dica do meu coração,
Pois continuo escrevendo no papel rascunho,
E a minha mente, mente para minha solidão.
Não sou a dor, mas o amor,
Quanto mais perto estou, mas longe me sinto,
Tipo um beija-flor,
Voando, parado no ar, procurando seu ninho.
As minhas palavras não soam em minha voz,
Os meus pensamentos geram ilusões,
Sou como um rio, grande, mas sem foz.
Percorro, percorro pelas águas profundas,
Tipo um peixe, mas na direção do anzol,
E arremesso, arremesso o meu coração de uma funda.
Só para dizer o que nunca disse,
Que meu amor não durma,
Sou o rascunho, mas te digo,
Tão quanto o meu sangue será sangrado,
Tão quanto meu amor por ti será sagrado.
Autor: Cássio Charles Borges
JANELA.
Daqui dá para ver o tempo.
Lembre-se que os momentos
Não são vividos em histórias
De duendes e fadas.
E que o tempo
Está nas memórias
Escritas e sem palavras.
Daqui de casa dá para ver
Uma nuvem em forma de gente.
Olhando pela janela a espera do futuro,
E pelo milagre a promessa,
Pois a verdade nunca mente.
Daqui vou ver o tempo.
Daqui vou ouvir o vento.
O céu estava azul, agora nublado,
Quem sabe poderá chover,
Não, o sol abriu as nuvens,
Com o seu jeito bravo.
O tempo vai passar,
O tempo vai melhorar,
Quem sabe amanhã o sol
Nasce; um dia sem sol,
Um sol disposto a amar.
Quem sabe a lágrima
Da chuva, uma gota vai molhar,
Toda esta terra, gente,
Toda esta serra, marrom.
Toda esta floresta, cinza.
Toda esta água, preta.
O tempo do tempo calor,
Não vai passar a dor.
Não vai nascer a flor.
Daqui consigo ouvir o vento.
Pela janela consigo ver o tempo.
Sem chuvas e com lágrimas.
O tempo é seco, o vento é seco.
Pela janela do meu quarto,
Eu vejo as palavras nubladas,
Escritas pelo tempo, quente.
E a janela não está fechada.
Autor: Cássio Charles Borges
Cem anos e Cem dias.
É tempo de guerra,
E o mundo diz viver em paz.
Digo que os homens não serão conhecidos
Pelos seus órgãos genitais.
Os seus nomes serão escritos
Com letras formais.
Em seus nascimentos
Terão minutos para serem circuncidados.
Os machos não correm na corrida,
As fêmeas viverão como machos,
No cotidiano da vida.
Os dias não terão noites
Mas as noites serão dias.
A água não apagará o fogo,
E as fumaças não serão nuvens, enxofre.
Os filhos serão como os pais
E os pais viverão como filhos.
Na partida muitos irão se alegrar,
E na chegada todos irão chorar.
Os sonhos não são desejos
E o querer não é vontade.
Quando você acordar,
Diga que o amor de muitos,
Irá esfriar.
Que a leis
Não respeitarão os mandamentos.
Que os corpos
Não terão o espírito.
Que as cicatrizes,
Não serão das feridas.
Pois, por águas viverás em brigas.
E a terra esquentará.
Irmãos não serão amigos.
Famílias não viverão unidas.
Neste tempo.
Vestido de luz,
E acima de uma nuvem,
E como a um relâmpago
O filho do homem chegará.
Quem tem ouvidos ouça.
Quem tem olhos, leia.
Sem anos e sem dias.
Autor: Cássio Charles Borges
FILHA.
Naquele dia, não nevava, mas parecia,
O meu coração flutuava na preocupação,
Do tempo, da hora e do dia,
Tinha muito amor, e sentia a vida na multiplicação.
O seu nascimento, o teu nascer,
Me fez caminhar a estrada de filho para pai,
E urgentemente crescer,
E nessa estrada ver a diferença do fica e vai.
Filha! Quando te vi pela primeira vez,
O meu coração que nunca falava falou,
Filha! O pai agradece a Deus pelo que Ele me fez,
Tu és benção, e teu sorriso em mim exalou.
Eu sabia que não mais seria o mesmo,
Que os meus sonhos não serão únicos,
Que minha história não será a esmo,
E que meus dias serão, eu e você, sempre juntos.
Filha, papai te ama sempre e muito.
Autor: Cássio Charles Gomes Borges
PÃO DA VIDA.
Estou a tempo em tempos há anos,
Meus projetos têm voado alto
Com os ventos, como panos.
Meus sonhos estão escondidos
Atrás de uma montanha
E cobertos em relentos.
Sou viajante pelo deserto deste mundo,
Vagando no horizonte do sol nascente,
Sem fome e sem os lábios secos,
Tenho na direção uma bússola, um rumo.
Sou tipo um pássaro que aprendeu voar,
Uma leoa com o seu leão,
Como um peixe livre que pode nadar,
Um solitário com proteção.
Sem a Solidão, sem o em vão.
Estou como aqueles que choram
Sem motivos, e sem o só vivendo sozinho.
Acompanhado pelas palavras,
E nas frases o sentimento,
E nas lágrimas um grande carinho.
Estou a tempo em tempos, há horas.
Voando alto com os ventos,
Indo na direção das tempestades,
E vendo o mundo no deserto,
E um pão trazendo felicidades.
Muitos não têm o ter, mas têm sede de ser,
Muitos não querem comer,
Pois a ilusão da fartura, a ganância,
Engana o corpo, a alma, o espírito.
E a sua forma de neste mundo viver.
Quem te chama pelo nome,
Não esquece a tua história.
Quem te fez a promessa,
É o seu único caminho para a vitória.
Beba da água, coma do pão da vida.
Receba a promessa e a restauração,
Pois aquele que crê Nele jamais terá fome,
Jamais terá sede.
E viverá a eterna salvação.
Autor: Cássio Charles Borges
O TEMPO E O MOMENTO.
Quando é que o tempo vai passar
Sem a gente perceber
Que as dores são menores
Que o sofrimento.
Quando é que o tempo vai mostrar
Que o choro e as lagrimas
Não acontecem
Somente no relento.
Quando é que o tempo vai voltar
E assim vermos que a saudade
Não vem do passado e que a
Lembrança não é um pensamento.
Quando é que o tempo vai parar
O relógio que bate em nosso pulso
Que pulsa na nossa vida para
Vivermos o momento,
Passado, presente e futuro.
O tempo tem seu momento.
Autor: Cássio Charles Borges
Título: Amar Duro Ser
(por Jerfferson Helton da Silva Almeida)
Amadurecer requer tempo e energia,
pois a flor, em seu broto tão jovem,
demora-se em brotar e em "a" "flor" "ser".
Ao anoitecer, leva-se o vento frio às suas raízes
e, ao amanhecer, consegue ver
a alvorada de um novo sol a brilhar.
A gota do orvalho cai,
e o tempo — "amar", "go", "ser" —
é o que nos faz reconhecer o poder que tem,
mostrando que vivemos mais no passado do que no presente,
e esperando um futuro incerto, que só a ele pertence...
Ele nos trouxe a este mundo como crianças
e nos fez jovens; porém, através dele e por ele,
nos tornamos hoje adultos.
Mas por que ele nos tirou a amorosa fantasia do amar?
De acreditar que existirá o amor
e que — se envelhecermos —
teremos o amor para nos acalentar?
Será que o tempo faz com que aprendamos,
à base das lapadas da vida,
que não existe o amor de filmes
e que não iremos envelhecer com o amor da vida?
Custo a acreditar, neste ponto...
Não quero acreditar...
Não irei.
Todavia, por que mais perdemos do que ganhamos?
E "Amar Duro Ser" é assim?
Mas o amadurecer me parece mais dores do que sorrisos...
Novamente, me recuso a acreditar nisso.
Dito isso, afirmo e reafirmo:
serei feliz, mesmo que sozinho o caminho percorrer.
Mas o universo, amigo, será meu
e trará o amor da minha vida.
E, quando eu partir, aliviado serei,
pois consegui comprovar que o tempo também me ajudará,
e no porto seguro estarei a me ancorar....
SÃO LEMBRANÇAS DO PASSADO
O tempo muda as pessoas
O povo de antigamente
Eram sábios por natureza
Sabiam viver contente
Amizade valia ouro
Era tão diferente.
X
Nas noites de Lua cheia
O povo se encontrava
Uma prosa boa
De tudo se falava
Mas uma coisa era certa
Nunca faltava alegria.
X
Não existia separação
Das empregadas as professoras
Nem do trabalhador e o patrão
Lavadeiras e ou agricultoras
E nas horas de brincadeiras
Todas viravam cantoras.
X
Eram momento de descontração
Em um dia da semana
Lavavam roupa no tanque
Enquanto trabalhavam
A prosa era bacana
A merenda se dividia
Seja farofa ou banana.
X
Cada uma com sua profissão
Tinha Zilda a costureira
Ninguém fazia melhor
Dona Nita era rendeira
Trabalhava bem nos bilros
E Edite a melhor engomadeira.
x
Lembro bem dos artistas
Seu Juvenal era sapateiro
Deixava tudo novinho
Pedro era barbeiro
Estevão na cozinha
Era um bom cozinheiro.
x
Autoria-Irá Rodrigues
Aprendi com o Tempo
Aprendi com o tempo
que o perdão não é um laço,
não é um nó que te prende
a quem rasgou teu espaço.
Não é um sim ao erro,
nem um cheque em branco,
não apaga a cicatriz,
não devolve o que faltou.
O perdão é uma ponte
que se constrói por dentro —
para que eu atravesse
sem levar o fardo pesado,
sem arrastar a corrente
do ódio envenenado.
Não é para quem feriu,
não é para aliviar sua culpa,
é para que minha alma
não vire terra arrasada,
para que eu não carregue
a sombra da espada.
Aprendi que perdoar
é fechar a porta do inferno,
é seguir sem olhar pra trás,
livre, inteiro, sem guerra.
Porque o perdão não cura quem errou
cura quem sobreviveu.
Livre, enfim, de ser juiz.
Ninguém vai te salvar.
Nem o tempo.
Nem o acaso.
Nem esse alguém que você espera que um dia entenda, volte, mude, perceba.
A única pessoa que pode virar essa chave…
é você.
E o relógio já está esgotando as horas.
Você está se acostumando com o pouco.
Com o quase.
Com a ausência disfarçada de presença.
Com a dor que virou rotina.
Com a ideia de que talvez esteja pedindo demais…
quando, na verdade,
está pedindo de menos.
Porque merece tudo aquilo que não ousou mais esperar.
Mas só vai receber…
se parar de se contentar com migalhas.
— Edna de Andrade
TEMPO
É o que não temos, mesmo que seu dia seja chato e quer que passa, e passou você sobreviveu da sua vida meio cansativo, mas outro dia você dar de conta que já tá perto de acabar o ano, e o que levamos? Dinheiro, móveis, uma casa ou sua vida confortável que temos nesse mundo, mas parece que é vida se você não tiver um teto sobre sua cabeça ou comprar comida nesse mundo você não sobreviver... se vamos acabar debaixo da terra e não levamos nada, porque corremos tanto, se vamos perder tudo.
Cada alma tem seu tempo
E não há por que exigir.
A vida, com discernimento,
Ensina o momento de florir.
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