Tem me Feito Tao bem
quem muito corre,
nada alcança,
quem muito quer,
nada têm,
quem muito conquista,
muito se endivida,
sem esperança
e problemas na vida...
É revoltante: bajulam quem tem fama e as humilha, mas pisam em quem é pequeno e tenta vencer com dignidade ao lado delas.
Bajulam quem cospe nelas por pura obsessão de status, enquanto ignoram e esmagam quem tem bom coração e estende a mão para crescerem juntos.
Preferem a arena de brigas e ofensas de quem tem status à lealdade silenciosa de quem é pequeno e cuida de verdade.
A Casa Vazia
Existe uma casa dentro de cada ser humano. Ela não tem endereço, não aparece nos mapas e não pode ser construída por outra pessoa. É feita de memória, silêncio, desejo e consciência. É o lugar onde a nossa voz ainda é nossa. Quando somos capazes de habitá-la, conhecemos seus corredores, sabemos onde guardamos nossas alegrias, onde escondemos nossos medos, quais portas evitamos abrir e quais janelas deixamos voltadas para o mundo. No centro dessa casa existe uma chama pequena e silenciosa. É ela que nos diz: “Você está aqui.”
O problema começa quando deixamos a porta aberta por tempo demais. Lá fora, o mundo não pede licença. Ele chama, acende luzes, oferece promessas, produz urgências, entrega desejos prontos e mostra vidas cuidadosamente enquadradas. E nós saímos. Primeiro por curiosidade, depois por desejo, depois por hábito, até que um dia percebemos que estamos há tanto tempo do lado de fora que já não lembramos como era estar em casa.
Não fomos expulsos. Essa talvez seja a parte mais difícil de admitir. Nós mesmos fomos nos afastando. Trocamos o silêncio pelo ruído, a presença pela distração, a experiência pelo espetáculo e a própria voz pelo eco das vozes alheias. Começamos a conhecer a vida de pessoas que nunca encontramos, a acompanhar histórias que não são nossas e a reagir a acontecimentos que não podemos tocar, enquanto alguma coisa dentro de nós espera, em silêncio, para ser percebida.
Os espelhos se multiplicam. As telas iluminam rostos, as comparações entram pelas janelas e os sucessos alheios tornam-se medidas para a nossa própria existência. Sem perceber, começamos a perguntar menos “Quem sou eu?” e cada vez mais “Como estou sendo visto?”. Parece uma mudança pequena, mas é profunda. Quando o olhar dos outros se transforma no nosso principal espelho, começamos a construir a própria identidade do lado de fora. E uma casa construída pelo olhar alheio nunca permanece verdadeiramente nossa.
Então precisamos de mais: mais reconhecimento, mais aprovação, mais intensidade, mais alguma coisa que faça silêncio dentro de nós. Quanto mais procuramos, porém, menos encontramos. A casa permanece vazia não porque não exista nada dentro dela, mas porque ninguém está lá para perceber.
O abandono de si não acontece de uma só vez. Ele acontece em pequenas ausências: quando ignoramos aquilo que sentimos, quando dizemos “está tudo bem” sabendo que não está, quando seguimos uma direção apenas porque todos estão seguindo, quando confundimos desejo com necessidade, quando nos distraímos para não pensar ou quando falamos tanto que já não conseguimos ouvir a própria voz. A poeira se acumula, não sobre os móveis, mas sobre a memória de quem somos.
Chega então um momento em que o silêncio assusta. Depois de tanto ruído, ficar sozinho consigo mesmo pode parecer entrar em uma casa abandonada. Mas talvez o silêncio não seja vazio. Talvez seja apenas o espaço onde aquilo que foi abafado finalmente pode ser ouvido.
É ali que começa o retorno. E o retorno não exige grandes gestos. Não precisa de espetáculo, de uma nova vida ou de uma nova versão de nós mesmos. Começa pequeno: sentar, respirar, escutar, perguntar e permanecer tempo suficiente para ouvir a resposta. “O que está acontecendo dentro de mim?” Talvez ela venha baixa, talvez confusa, talvez acompanhada de coisas que preferíamos não encontrar. Não importa. A casa precisa ser reaberta.
Um cômodo de cada vez. Uma lembrança, um sentimento, uma verdade, uma escolha, uma janela. Até que a luz volte a entrar.
E então descobrimos algo essencial: voltar para si não significa abandonar o mundo. Pelo contrário. É somente quando sabemos onde estamos que podemos verdadeiramente encontrar alguém. É somente quando reconhecemos a nossa própria voz que conseguimos escutar outra pessoa sem desaparecer dentro dela. É somente quando conhecemos os nossos limites que conseguimos respeitar os limites do outro.
Uma casa habitada não é uma prisão. Tem portas, janelas e espaço para receber. Escuta o mundo, celebra, ama, aprende e acolhe, mas sabe quem possui as chaves. As paixões podem entrar sem incendiar a casa. As ideias podem entrar sem ocupar todos os cômodos. A opinião dos outros pode ser ouvida sem se transformar em sentença. O mundo pode atravessar nossas janelas sem se tornar proprietário da nossa existência.
Talvez maturidade seja isso: não fechar a porta para o mundo, mas deixar de viver permanentemente do lado de fora.
Precisamos sair. Precisamos experimentar, amar, errar, conhecer outras paisagens e encontrar outras pessoas. Mas precisamos também voltar. Voltar quando o mundo estiver barulhento demais. Voltar quando a aprovação já não bastar. Voltar quando percebermos que estamos vivendo para sustentar uma imagem que não reconhecemos. Voltar quando ninguém estiver olhando. Voltar simplesmente porque sentimos falta de nós mesmos.
Talvez essa seja a verdadeira casa: não o lugar onde nos escondemos do mundo, mas o lugar a partir do qual conseguimos habitá-lo sem nos abandonar.
No fim, não precisamos construir uma nova casa. Ela já existe. Talvez esteja apenas silenciosa. Talvez tenha algumas janelas fechadas. Talvez haja poeira sobre aquilo que um dia foi importante. Mas a chama ainda está lá, esperando.
E talvez ela não diga muita coisa. Talvez diga apenas: “Volte.”
Quando voltamos, percebemos que nunca estivemos realmente perdidos. Estávamos apenas longe demais para ouvir a nossa própria voz.
A porta sempre foi nossa. A casa sempre esteve lá. E a luz nunca deixou de esperar por nós.
Nos temos sonhos, projetos.Deus tem certeza.Nós temos argumentos, Deus tem respostas.
nosso tempo tem pressa, o tempo de Deus tem perfeição. Não é preciso apressar o passo, mas aquietar o coração. Não diante fazer acontecer de qualquer forma, Deus já tem o tempo determinado.
Não sou o dono da verdade, assim como nenhum ser humano possa ser.
A verdade não tem dono, ela é a própria essência do unigenito filho do SOBERANO E ETERNO E ALTÍSSIMO PAI CELESTIAL.
Sua graça constrange o meu ser.
E que nada, definitivamente nada, faço por esse dom eterno merecer.
E cada um tem o seu tempo determinado, quer queira ou não, seguimos qual num vagão de trem, uns iniciando e outros encerrando a sua viagem, umas curtas outras longas, mas ninguém fica nesse trem da vida terrena, todos estamos de partida, sem saber em qual estação nossa viagem finda.
Têm uma galerinha ai que está precisando tomar o remédio para o Alzheimer, estão esquecendo dos compromissos!
As pessoas tem medo do que não entendem, mas as vezes é necessário dar um passo adiante na fé e a confiança vem logo depois.
"João 13:7: Respondeu Jesus: 'Você não entende agora o que estou fazendo, mas compreenderá mais tarde'."
O que é plantado no oculto não permanece escondido para sempre. A vida tem uma forma silenciosa de trazer à luz aquilo que o coração tentou encobrir. Por isso, mais do que temer a exposição, é sábio cuidar da intenção, do caráter e das escolhas quando ninguém está olhando.
A ruína não começa quando algo é revelado, começa no momento em que se decide plantar no escuro aquilo que não se teria coragem de cultivar na luz.
O valor de uma vida
Quem pode mensurar?
Cada uma tem seu tempo,
E ninguém pode calcular.
A maior riqueza na qual temos
Inevitavelmente e sucessivamente vamos gastar.
Até o último instante, no derradeiro suspirar.
A desculpa
Se você é alguém que tem oportunidades nas mãos, que possui capacidade, inteligência e força para seguir em frente, mas ainda assim abaixa a cabeça e diz: “Eu não posso. Eu não consigo”, então pare por um instante e se enxergue de verdade.
Você pode muito mais do que imagina.
Não permita que o medo, a insegurança ou o comodismo decidam o tamanho da sua vida. Muitas vezes, não é a falta de capacidade que nos impede de vencer, mas a quantidade de desculpas que inventamos para justificar por que não tentamos.
A desculpa é o analgésico que alivia, por alguns instantes, a dor de quem desistiu de lutar. Ela faz o fracasso parecer aceitável, porque é mais fácil dizer “eu não consegui” do que admitir “eu nem tentei de verdade”.
Errar faz parte. Cair faz parte. Recomeçar faz parte. O que não pode fazer parte da sua história é desistir de si mesmo antes mesmo de descobrir até onde você poderia chegar.
Então, quando a sua mente disser “eu não consigo”, responda:“Eu ainda não consegui. Mas vou tentar.”
Porque talvez você não precise de mais sorte, mais dinheiro ou mais oportunidades.
Talvez precise apenas acreditar um pouco mais na pessoa que existe dentro de você.
Tem gente que vai te perder por não ter coragem de se encontrar pra estar a seu lado. Parece só frase mas é doído...E só depois que perde vê o que estava perdendo.
E quem passa por isso, tem que entender que o problema está na confusão do outro... Apenas lá. Às vezes o outro está sofrendo muito mais...
E o Tempo de Deus sempre nos traz livramentos, que ainda infantes, não percebemos.
Mas um dia agradeceremos!
E a cura de tudo encontraremos!
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