Te quero de novo
Quero conversar
com você aquilo
que é urgente
para te arrancar
do transe funesto,
que faz os teus
e tantos dedos
apontados,
e ideais agressivos
num tempo que
clama a primavera
da reconciliação.
É preciso uma
chance se dar,
seria tão bom
esquecer o quê
dói e entrar
num acordo
com o tempo
para recomeçar
do zero como
se nada tivesse
acontecido,
mesmo ciente
deste pedido
impossível,
mas crendo
pelo menos
no êxito
pela metade,
é necessário
contigo tentar.
Quero segurar
nas tuas mãos
e dar o primeiro
passo que é
imprescindível
para se libertar,
não há mais
outra opção,
embora não há
mais como na
vida se esquecer:
é preciso perdoar
para aplainar
caminhos e tornar
o ar respirável.
Veio a decisão
da medida cautelar,
e até agora não
sei do General
e como a tropa estão;
só sei que está
na hora de fazer
a sua parte e crer
que um mundo
novo é possível,
e só você é capaz
de fazer isso e mudar.
Bom Retiro Poético
É no caminho aberto
pelo aguerrido Alferes
é ali que te quero
como tu me queres.
Nos campos do Bom
Retiro que foram
descobertos nasceu
uma cidade infinita,
Que amo apaixonada
esta tua gente bonita.
No Campo dos Padres
o teu brilho vejo ali
do alto e bem aqui
você está presente.
No Morro da Boa Vista
você é amado por mim
do início ao fim,
ali tu vieste querubim.
Nas belas cachoeiras
e cascatas pude
prever que tu vens
de um jeito matreiro,
Você sabe bem
que te amo inteiro.
No Morro da Cruz
onde o Sol, a Lua
e a tua fascinante luz
brindam a vida,
te amo infinitamente.
No Morro do Trombudo
meu amor profundo,
és raro tesouro poético
desta Serra Catarinense,
que por cada instante
e rincão só tu me rende
Luz
centaura
do raiar
do dia,
Só quero
o quê
pacífica,
Por ti
nenhum
de nós
descansa,
A galope
intrépido
a vitória.
Creio
na verdade
miguelina,
Gosto
da melodia
falconiana,
Lembrei
da poesia
da guitarra
incendiada.
Por mais
que desejem
nos cansar,
Não nascemos
para desistir,
E tampouco
desanimar.
O General está
desaparecido,
Não quero semear
a desesperança,
Os irmãos estão
procurando,
Creio que não
esteja mais vivo.
Vejo um pastor
que segue com
as suas ovelhas
apontando um
novo itinerário
ecumênico,
Para descobrir
se o General
está inteiro,
Ao fundo um
cântico llanero.
Tento ao menos
ser um sopro
alvissareiro,
Essas letras
no meio deste
bruto silêncio
de metal
em busca de
saber onde
está o General.
Espero que
não seja
pedir demais:
quero ouvir
a canção
do vento
da liberdade,
Balançando
o samán
e o guayacán,
Para voltar
a descansar
com o meu
coração em paz.
Unida ao povo
na Marcha
do Silêncio,
Na fronteira
entre duas
décadas
por Montevideo
em memória
aos desaparecidos,
Já passaram
um pouco
mais de três,
E não se sabe
nem isso ao certo.
Nada mais sei
do triste destino
do General,
Sobre estes
versos nômades
que ele não
me pediu,
e sequer leu:
Sou responsável
por cada um
que venho neste
tempo escrito;
E vou contando
outras histórias
nas entrelinhas
para distrair
enquanto não
há nada esclarecido.
Minha Abya Yala,
terra de conspirações,
de mil traições
e de tristes prisões.
Não quero crer
que o diálogo
e a justiça
se tornaram
inalcançáveis
todo o santo dia.
Peço que me diga
que isso é mentira,
e que não passa de
mais uma intriga.
Não quero crer
que o General
e tantos outros
ficarão presos
em Fuerte Tiuna
por toda a vida.
Nessa epopeia
engoli o choro,
perdi o rumo
e até a rima.
Perguntar jamais
será ofensa:
- Que trama é essa?
É muito terrível demais
para a minha cabeça.
Não quero que os sinos
dobrem por mim, por ti
ou por quem quer que seja,
Antes que seja tarde,
te peço que escute
e guarde este poema:
Não use de critério
seletivo incluindo uns
e excluindo outros
presos de consciência,
Gente como você
me deixa farta
e sem paciência;
Cada um dos presos
de consciência tem
o seu contributo,
No momento o quê
realmente importa
é a salvação
até de quem
não se importa,
E como indicou o General
que foi preso injustamente
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito:
A reconciliação é a única porta,
para quem sabe ler a Natureza
enviou o sinal de que isso
tem que ocorrer agora ou agora.
Uns erroneamente
querem saber
quem entregou
o General que
nenhum crime cometeu,
Eu quero mesmo é
saber quem foi que
caluniou o General,
Manter uma pessoa
presa sem nada ter
como provar é crime;
O General segue
preso há dois
anos injustamente,
Muito trágico saber
que há quem pode
algo fazer em prol
da Justiça florescer,
mas por medo
prefere ficar calado.
O General segue
preso há dois
anos sem receber
nem ao menos
um direito decente,
Manter os ouvidos
os olhos e o coração
fechados aos fatos
é triste e indecente;
O General segue
preso sem ter
recebido o acesso
ao menos à uma
audiência preliminar.
Deus, não é possível
que ainda não há
quem nos escutem,
a indiferença é uma
das piores semeaduras.
Rejeito recolher
as cinzas desta
nossa democracia
que mal nasceu,
Quero ela viva
sem depender
de nenhum
quinze de março,
Eis o meu recado
de brasileiríssima.
Usaram
indevidamente
as imagens
do generais
aqui na minha terra,
No instante não
há outra notícia
onde tudo a mente
sempre ocupa,
e há para nós todos
muita coisa oculta.
Noticiaram
escandalosamente
um mistério
na alcabala 3
em Fuerte Tiuna
se é verdade ou não,
eu não sei;
rimo mesmo
para não esquecer
cada fato em verso
necessita
de confirmação.
Tantos fatos
acontecendo
neste continente,
é recorrente
lembrar e insistir
para que soltem
a tropa e o General
mesmo de uma
Pátria que não
é a minha e pedir
que uma onda
de paz cubra
a América Latina
onde tudo preocupa.
Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
Quero saber até
quando vocês vão
esconder as listas
das prisões políticas
da prova de fogo?
Não me confundam
como militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
A poesia tem a sua
militância política,
das maldades
deste mundo ela
sempre é teimosa,
e quer virar o jogo.
Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
Só que a poesia
é muito superior
do que a política
que sempre tira
a esperança do povo:
a poesia pacífica
e a devolve de novo.
Ela pede todo dia
para que todos
tenham paciência,
perguntar
não é ofensa:
até quando a justiça
irá manter presos
a tropa e o General do povo?
Tarde de Ibirapiranga
com o vento espalhando
as suas pétalas amarelas,
Quero que pelo caminho
surjam novos poetas
da Pátria Brasileira profunda
e nossas poéticas
venham encantar outras terras
para sermos lembrados
pela grandeza de amar
o nosso sagrado pedaço de Terra.
Quero que as sumaúmas
enfeitem com flores
os meus longos cabelos,
quero ser a dona
de todos os seus desejos.
O amor da minha vida
ainda não apareceu,
só sei quando ele vier,
quero passear na Caatinga,
e debaixo de uma Barriguda
celebrar o amor e a poesia.
Te quero muito
Sensivelmente,
Unido numa doce
Kepleriana órbita sensual
Infinita e única sendo
Meu com amor imensamente,
Imparavelmente e intensamente.
Quero você comigo
Unido ao mais alto
Ébano do Universo,
Desejar-te sincero
Amando todos os dias
Teu anseio é tudo o quê
Eu realmente mais quero.
Disse para mim mesma
ao ser envolvida
pela brisa da poesia,
Quero sair para um
breve passei para tomar
um sorvete para depois
retomar a leitura
dos meus Versos Intimistas
e continuar escrevendo
porque a minha inspiração
para o quê é mais belo te devotar
não correu para o mar.
Quero passear com você
em São Francisco do Sul
em dia de céu azul
Para quem sabe conseguir
descobrir a panela de ouro
debaixo de uma antiga videira
E se isso não acontecer
não terá problema,
Ficará na memória o poema.
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