Te quero
A maturidade chega e os desejos mudam. Quero conhecer pessoas que ressoem com a mulher que me tornei. Tenho muito para compartilhar. E tenho vontade de trocar figurinhas relacionadas a minha nova visão de mundo. Quero encontrar minha tribo.
Devo ficar mais atenta, cuidar da minha saúde e ser prudente. Quero curtir o que gosto e me afastar do que não gosto. Importar-me mais com o que penso. Eu não quero me arrepender de nunca ter falado o que queria falar, tão pouco de não ter feito o que queria e poderia fazer.
Quando eu quero, como um jogo de tabuleiros, eu sou divertida para pessoas de 9 a 90 anos, quando eu quero.
Permita-se dizer não.
"não quero ir"
"não quero falar sobre esse assunto"
"não tenho interesse"
"não quero fazer isso"
"não posso te atender agora"
"não gosto disso"
"não me sinto confortável"
"não vou fazer"
Eu estava lembrando de alguns objetos e estilos que eu já aderi e que nunca mais quero tê-los. Meu Deus como eu já fui brega (ainda sou). Todos temos uma cafonisse para Abandonar. Qual é a sua?
Eu vivo! Eu falo o que quero falar e faço as minhas escolhas. Vou pela vida como realmente sou, com as minhas ignorâncias e com a minha cultura, com os meus medos e certezas, com ilusões e verdades. E assim, quando menos espero tenho o que quero sem me esconder da vida.
Eu vivo! Eu falo o que quero falar e faço as minhas escolhas. Vou pela vida como realmente sou, com as minhas ignorâncias e com a minha cultura, com os meus medos e certezas, com ilusões e verdades. E assim, quando menos espero tenho o que quero sem me esconder da vida.
Para me sentir feliz busco internamente alegria. Não desejo alegria, eu a quero. Porque o desejo é para depois e eu quero ser feliz agora.
Eu tive a oportunidade de fazer teatro, mas não quis porque eu não quero ser alguém além de mim mesma.
Estou indo...
Mas, para onde ir? O que eu quero?
Onde está a alegria de quase todos os dias?
A iniciativa, a ação, a alegria de realizar, onde estão?
Onde estão as palavras que queria ouvir?
As pessoas que quero que estejam ao meu lado?
O que sou? O que serei?
Por que nada permanece?
Mas, para onde ir? O que eu quero?
Onde meu corpo estará?
Mas, quero mesmo é saber onde estará a minha alma?
O que acontecerá com a “minha velha roupa”?
Só o tempo dirá.
Não quero ir, mas estou indo.
Por acaso me vou, não sei para onde, mas preciso ir.
Não quero ter a pretensão de dizer que mudei, afinal ninguém muda de repente. Apenas quero ter a humildade de me permitir tentar mudar para melhor a cada dia.
