Tarde

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Tudo o que acontece, cedo ou tarde, serve para um bem maior aos que amam a Deus.
Nem tudo é bom, mas tudo pode ser transformado em bem.
A dor vira lição, a perda vira recomeço, o choro vira canção.
Quando a vida parece confusa, Deus está costurando algo perfeito no invisível.

Pelo que ainda procuras? Se for pelo amor ou pela morte, pare! Cedo ou tarde, eles irão te encontrar!

CHUVA


Respinga molhando a terra
O friozinho no fim da tarde
Céu nublado, falta do Sol
Assim o dia se encerra.


Da vegetação, cheiro de hortelã
Nos convida a abrir a janela
Por hoje, continua a chuva
Talvez, o Sol apareça amanhã.


O tempo passa com alegria
A natureza abraça a terra
Sussurrando uma poesia.


Eu por aqui vou ficando
Hora de dormir, boa noite
Deus nos abençoando.


Irá Rodrigues.

É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.


Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.


Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.


Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.


Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.


Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.


Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.


É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.


Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.


Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.


Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.

“Quando eu te olhar, não peça clemência.


Você sabe que já é tarde para voltar atrás.”

Última Luz


A tarde morreu nos teus olhos.
Nem o céu teve coragem de dizer adeus.
O silêncio gritou entre os copos vazios,
enquanto tu partias sem olhar pra trás.


Fiquei com o som dos passos,
a memória da tua respiração
e um gosto de inverno na boca.


Tudo que era quente virou sombra.


A casa ainda fala teu nome
(mas agora sussurrando, com medo).
O espelho me nega a imagem de antes.


Como se o tempo tivesse me amputado.


E todas as minhas cartas
que jamais enviei
queimam sozinhas
no centro da minha alma.


Não voltas.


E mesmo assim, te espero
como quem espera
a última luz de um farol
sabendo que o mar
já levou tudo.

Quem se recusa a parar, cedo ou tarde, ultrapassa quem nunca começou.

É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.


Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.


Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.


Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.


Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.


Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.


Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.


É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.


Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.


Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.


Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.

Poema da Tarde


Sou pertinaz em falar das tardes.
Ora, o que há de mais ocioso? A noite?


Pobre noite... dama
que corre de mão em mão.


O efervescer ardente é denso
aos meus olhos molhados de suor.


E a tarde vai... voa como
meus funestos versos fracos.


Tarde! Pra quê serve a tarde?
Extenso descanso dos glutãos,
carrasca dos sertões...


Dona insana do meu labor.

Quem é mais sentimental?


Havia um corpo encolhido bem tarde da noite. Os joelhos eram refúgio, e o vidro da janela, um altar onde a sombra repousava entre luzes cansadas.


Lá fora, nada se via. No quarto, uma música animada tocava baixinho, mas dentro dela o tempo desafinava um coral de Belchior ao mesmo tempo onde o passado apaixonado acendia uma ponta de ilusão.


Ela não sabia o nome do caminho, mas reconhecia as esquinas do retorno. Sabia apenas que não cabia mais
em roupas da antigas.


Então, ergueu-se. Lembrou do velho e novo evangelho. Com um gesto simples amarrou o cabelo, a pena entre os dedos, recomeçou a costurar o verbo e escreveu uma nova palavra.


Do papel, brotou uma mulher
que não pedia mais para ser salva. O amor, enfim, voltou a habitar-lhe o pulso. A esperança, tirou a sobrecarga e agora ela respira aliviada.


Agora, ela também espera. Não como quem aguarda, mas como quem floresce. Porque sabe: alguém virá,
e o encontro não será desordem.


Virá com mãos que decifram e com olhos que não temem o espelho. E quando vier, reconhecerá não o que ela foi, mas o que sobreviveu.

No Silêncio da Aurora

No silêncio que antecede a aurora,

Ou no murmúrio que a tarde implora,

Um coração se abre, sem receio,

Desvendando um mundo em doce anseio.



Flores desabrocham em cada linha,

Versos que dançam em leve carícia,

Emoções que pulsam num mar profundo,

Refletindo a alma, o belo, o mundo.



E quando a noite se aninha mansa

O céu se veste em pura harmonia

Nós olhos brilha a esperança

E a alma descansa... em calmaria

Me disseram que sentir demais vira ferida cedo ou tarde,
mas eu sempre achei exagero.
Fiquei segurando tudo achando que amor era só coisa bonita,
que não tinha peso, só cor.

Com o tempo fui percebendo
que não tem nada leve no que a gente carrega no peito,
que o coração tropeça em lembrança ruim
e pede pra esquecer, mas nunca esquece.

Tem noite que a culpa vem sem motivo,
fica martelando o que não podia mudar,
e eu fico tentando achar respostas
pra perguntas que já deviam ter sumido.

Amar virou aquela cruz que eu chamo de abrigo
até o dia que começa a doer demais pra esconder,
e tudo que era flor no começo
vira espinho quando ninguém fica pra ver.

ÚLTIMO TURNO. 2

Cheguei cedo, saí tarde.
Fui sombra no chão da fábrica.
Fui número, fui carga, fui alarde
De um sistema que nunca abriga.

O último turno não tem luz,
Só o som da máquina que não dorme.
O suor que escorre e me conduz
A um fim que nunca se conforma.

Não há aplauso no meu adeus,
Nem lembrança no meu lugar.
Só o vazio que me fez
E outro corpo pra ocupar.

Mas sigo, porque parar é cair.
E cair é deixar de existir.




Jerónimo Cesarina

Voltando a escrever

Boa tarde,


Passaram-se exatamente 47 dias sem escrever no diário, primeiro que eu não estava encontrando o aplicativo, me fez falta.

Foi um final de ano muito triste, perdi um filho, um irmão e até o momento não tenho motivação nem pra ir a terapia, me isolei em casa, não tão somente pelos eventos recentes, mas, por tudo que me ocorreu nos últimos 24 anos, verdade que os últimos 9 anos me fizeram conhecer o mais profundo do abismo. Como sair disso não sei, mas, deixemos o passado mais distante de lado.

No dia 05 de dezembro recebi uma notícia triste, meu filho de apenas 2 anos e 9 meses caiu no lago num sítio da família e veio a óbito por afogamento, isso destruiu o meu ser, fiquei em estado sólido, imóvel. A vida estava me dando mais um dos seus golpes seguindo a lei de murphy. Aquele momento eu descobrir que não importa o quanto de sofrimento você tenha acumulado, pode piorar.

Descobrir também que meus problemas de saúde não são “nada” perto da dor que é te perder meu filho.

Meu filho não estava preparado para partir e nem eu para perdê-lo.

Vou ficar com sua voz dizendo: “Bença pai!” E em reposta eu falava: Deus lhe abençoe; rapidamente você continuava: “Te amo” e eu quase como um reflexo dizia: “Te amo meu pai”, daí você me dava um selinho e isso bastava.

Era a expressão de amor mais pura que alguém pode receber.

Eu tive o privilégio de ser seu pai por 2 anos e nove meses, você foi um presente que a vida me deu e de repente me tirou, mas, estou certo de que Cristo olha por nós, que Ele mesmo te receberá nas mansões celestiais e providenciará nosso reencontro.

Eu fiz questão te deixar uma bola junto ao seu túmulo, era o que ele gostava de fazer “jogar bola”, só precisava de uma bola pra ser feliz.

E eu ali tomado de dores físicas, psicológicas, de toda natureza, bastou 15 dias para receber novamente uma notícia ruim, meu irmão também nos deixou, ele quebrou a perna e foi fazer uma cirurgia, até aí tudo certo, minutos após teve uma insuficiência respiratória e veio a falecer. Outro golpe duro é difícil de aceitar, mas, diz o poeta e o compositor: “Do jeito que a vida é."

A vida por si só toma a dianteira das nossas vidas e vai nos decepando aos poucos.

Agradeço ao bom Deus por ter me presenteado com você meu irmão…

Fazia 20 dias que tinha sepultado meu filho e tive que me fazer forte pra sepultar meu irmão, foram e tem sido dias tão difíceis.

Eu nunca gostei do mês de dezembro "e algo pessoal". Dezembro é comemorado o aniversário de Cristo, da minha mãe, de duas irmãs, do meu filho e inclusive o meu.

Mas, também é o mês em que perdi meu filho, meu irmão e tantos outros queridos.

Meu irmão passou por muita coisa nos últimos anos, da morte a vida, do renascer em águas batismais, do acreditar mais em Cristo e se colocar como servo fiel.

Meu irmão era a felicidade em pessoa, herdamos do nosso pai, e assim eu quero lembrar dele, nossas resenhas, nossos momentos de diversão.

Vou ficar com as palavras de Cristo para tentar seguir e sair desse marasmo que me encontro. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” João 11:25-26

2023 foram de dores, de lamentos e eu já não sei como será 2024.

Quem não aprende a priorizar, aprende tarde demais a perder.

O frescor da tarde traz a renovação da noite pura e cheia de amor!

Franclim T N

05/10/2025

O que se deseja plantar hoje para colher no futuro

Nunca é tarde para buscar o que faz sentido para cada um. Às vezes, surge a sensação de que tudo precisa acontecer de imediato: viver agora, ser aprovado agora, conquistar aquele lugar na faculdade ou escolher o curso “certo”. Mas cada pessoa tem o seu próprio ritmo, o seu tempo e o seu caminho.

A vida não é uma linha reta nem uma competição. É um processo de descobertas, de tentativas e de aprendizados. Estar nessa fase cheia de incertezas e desafios não significa que tudo precise estar resolvido neste momento. Mesmo que algo não saia como o esperado, sempre existem novas possibilidades de recomeço.

Assim como uma semente precisa ser cuidada, regada e nutrida para florescer, também é preciso paciência e cuidado para crescer. O importante é preparar o terreno interno: cultivar a autoconfiança, o amor-próprio e o respeito pela própria história.

Cada pessoa tem potencial e oportunidades únicas, mesmo que às vezes pareçam pequenas. Confiar em si, na própria trajetória e na capacidade de transformar experiências em aprendizado é um passo essencial para o florescimento pessoal.

Acreditar em si é o primeiro gesto para colher um futuro que tenha a ver com quem se é de verdade.

"O relógio marcava cinco e trinta da tarde e o sol logo desapareceria mais uma vez sobre o oceano. A cor intensa e profunda do azul do mar reforçada pela luz solar evocava sentimentos de confiança e estabilidade. Uma paz, nunca sentida antes, invadiu os corações dos dois apaixonados".


CARTAS DO ATLÂNTICO
Tony Oliveira

Um pulinho para Boa Tarde.
Bom Dia.
Ordem do dia:
- ressignificar a vivência é,
na maioria das vezes,
olhar para fora de si e
encontrar uma nova direção!

Manuela

Numa tarde ensolarada, passaste uma garota na orla da praia, eu estava acompanhado, mas não pude deixar de nota-lá.

Sua camisa de longe minha atenção chamará. Ali vi uma oportunidade de criar uma ligação. Eu a elogiei e logo depois ela retornará.

A interação foi sucinta, exalou um jeito meigo e, ao mesmo tempo, distinta.

Manuelase chama ela, garota agradável, detém bons e curiosos gostos, marcante e admirável.

A vi uma só vez, na tarde ensolarada de algum mês.

Manuela se chama ela.

— de Lorenzo Almeida, para Manuela Marques.