Tão longe
Meu beijo de hoje é para você, uma pessoa linda que, mesmo longe, está sempre presente.
Aquela pessoa com quem a gente pode conversar sobre tudo, a qualquer hora. Ela sabe dar conforto com o coração sem querer nada em troca. E quando ela precisa, sabe que pode contar comigo da mesma forma, sem problemas.
Não importa o tempo que passamos longe uma da outra: a amizade é irmã do amor. Ela não tem uma cara específica, mas tem troca, afeto, respeito, carinho, confiança e alegria.
É aquela pessoa que diz o que acha certo, mesmo quando não é o que a gente quer ouvir — mas que respeita nossas decisões sem julgar.
Que avisa do perigo quando não estamos enxergando, mas não briga pelas escolhas que fazemos.
"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!
De longe, uma existência parece uma narrativa dotada de sentido; de perto, revela-se uma sucessão quase caótica de encontros, perdas, escolhas, acasos e pequenas decisões que somente retrospectivamente aprendemos a chamar de destino.
O TERREIRO DO MENINO
De longe se avistava
a copa da mangueira,
o abacateiro e o pinheiro
que contavam as histórias
do menino do terreiro.
Cercado de madeira
com portão de tramela,
aquele pequeno mundo
se encantava aos meus pés
e ali foi minha infância,
mais ou menos até os dez.
Goiabeiras e jaqueiras
enfeitavam o cenário,
a pilha de lenha,
o pé de limão
e o velho fogão de chão.
Lona com cafés estendidos no quintal
e até a escadinha com grama no degrau...
É a pintura da criança
que guardo na lembrança.
E se eu passar pelo fogo, não temerei
Na Tua fumaça de Glória eu entrarei
Longe do Santo dos Santos não sei mais viver
Quem já pisou no Santo dos Santos
Em outro lugar não sabe viver
E onde estiver, clamar pela Glória
A Glória de Deus
Eu vou pra longe
Onde a foice me encontre
Nesse mar de breu
A escuridão é minha luz
Se o monstro sou eu
Caminho entre os véus
Subi além dos céus
E cai por você.
- Marcela Lobato
O rouxinol está
no meu ombro,
a rosa na mão
e você continua
dentro do coração.
Bem longe está
o pensamento,
a poesia subiu
o Monte Uhud
e o sentimento.
Sou a poetisa
dentro de ti
em escalação,
Rumi anda
dando a mão.
E assim te dou
o meu místico
amoroso silêncio,
e me possui como
favorito domínio.
Longe de ser orgulhosa,
nunca fui entusiasta
desta Guerra dos Sexos,
Também nunca imaginei
viver um conto de fadas;
Sem dúvida nenhuma,
sei que o amor é
uma construção diária,
e não pode ser ambígua
ou até mesmo solitária.
Dentro do que uns julgam
ser utopia romântica,
O tempo que passa
não me aflige ou opaca,
Se não for para ser amada,
prefiro a solitude honrada
do que viver autoenganada.
Parte de mim veio de muito longe
e outra parte nasceu enraizada,
Embora visivelmente não evidente
a minha realeza é ameríndia,
Absoluta como a Tapirira nativa
florescida celebrante em novembro.
Não sonho e nem vejo florescendo
fora da minha América do Sul;
os meus caminhos austrais conheço,
e deles abertamente me envaideço.
Os teus caminhos apenas respeito,
apenas não posso falar que
de volta ando recebendo o mesmo;
Caso tropeçares nos meus,
não espere nada menos do que reação,
Vivem em mim filiação, pacto e devoção,
que nunca irão na primeira embarcação.
De longe percebo os teus
olhos desejosos pelos meus,
Sensivelmente imagino
o teu rosto grudado no meu,
Os teus pêlos bem cuidados
acariciando com apego
sensualmente o pescoço,
O teu charme todo fogoso,
sublime e poderosos,
Os teus dedos luxuriosos
tocando o meu corpo
entre injúrias provocadoras
de êxtases e súplicas
como se colhe ternuras
e amoras-silvestres
sem se importar com alturas.
Parece sem nenhum sentido
que algo está porvir sem
explicação, solar e intenso,
com os ventos anunciando
escolhas, capturas e malícias,
Porém, com total pertencimento
celebração e do amor romântico
como do jeito que reza o juramento.
As rotas construo de muito
longe desde o primeiro dia,
O silêncio é terra fértil
para crescer como Calabura
da América Tropical
para alimentar com ternura
os seus pássaros
da liberdade profunda,
para se unirem com os meus.
A glória do amor e da vida
nos pertencem com todos
os contornos de cobiça
incontrolável para que adiante
estejamos enlaçados com
tudo o que pede um romance.
O teu aroma de Via Láctea
tem servido a memória
de maneira voluptuosa,
Segredos foram superados
por certezas quentes
que pedem tempo,
zero censura e exibição pública
típica dos apaixonados.
Diante dos prazeres ondeantes
intermináveis que teremos,
O oceano luxurioso quando
for necessário ser sussurrado,
nos manterá bem ocupados;
em vez de nos preocupar se
estão tecendo ou não comentários.
Longe de nutrir a languidez,
o que interessa de fato,
lado a lado é a insensatez
- sem nenhuma súplica -
para render-me à turgidez
sem temor e com tremor
insaciável mais de uma vez.
A forte pulsação inevitável,
o orvalho das nossas peles
sobre o celebrado leito paragem,
o embalo da contorção,
a fricção e a mútua arfagem,
sem precisar explicação
sobre o modo mais selvagem
acionado deliciosamente
em fruição e flutuação.
Sob uma Sete-capotes
em magnífica floração,
Ouvindo com o coração
a canção da aurora ao redor,
vendo o luar e as estrelas
pouco a pouco a brindar,
porque amamos o amor,
e dele não vamos desgrudar.
O rio que vem de longe
e abastece a minha fonte.
O Araribá-amarelo cobre
com flores a minha fronte.
Nós habitantes indeléveis
do amor e da paixão inoxidáveis.
Os pensamentos são iguais,
e estamos construindo a paz.
Não somos nuvens passageiras,
não tememos travessias inteiras.
Um sinal para sacudir para longe
a brutal colonização,
um único búzio preso no pulso,
na roupa ou no cordão,
Era a mística da fraternidade
pulsando no coração.
O sonho era de liberdade
compartilhado entre alfaiates,
soldados e intelectuais,
Em nome da igualdade
que ainda tanta falta faz.
O caminho foi aberto e sagrado
com o sangue dos seus mártires,
Que entregaram suas vidas
para a Nação se livrar dos algozes.
Mártires que se deram para que
pudéssemos sonhar e poder,
e a autodeterminação a Nação deter.
Se tivesse que eleger, sem dúvida,
elegeria por parentesco e mística:
a Conjuração Baiana como luzeiro
da Independência na constelação,
Porque nele mora o espírito inquebrável
que orienta do Chuí ao Caburaí à União.
