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Nosso amor nasceu na distância e ao tempo sobrevive, por que nasceu primeiro no céu, em noite de lua e estrelas impossíveis...
Um amor...
Um amor que chegou como ventania de outono, nada espalhou mas juntou tudo dentro de mim, até as cinzas das antigas ilusões, este amor as soprou e no palco do meu coração as fez dançar.
Um amor que chegou em noite de primavera em um estender de mão, derrubou as portas da minha desabitada morada, dobradiças e fechaduras em ferrugem tiniram ao chão. Quem ousaria entrar neste coração em ruínas?
Coração adormecido despertou, viu entrar pelas portas e janelas o clarão de um luar sem reserva, estrelas de prata se davam em bandeja a outro céu. Era você, era o amor.
Hoje o coração arredio baila, vendo as ruínas levantadas, as veses chora sem consolo vendo o amor em ventania ensaiando suas asas para voar.
FIQUE! Mas por favor, só fique se ficar por inteiro.
Nunca mais ACREDITO no amor, desde o dia em que apressada em marcha ré fui chorando o adeus. Aquele adeus que não pôde dizer parada olhando o seu rosto.
POR ELE
Por ele não quero sentir amor e nem ódio, não quero ser juíza, promotora sequer defensora desses dois impostores.
Por ele não quero sentir paz e nem guerra, não levanto bandeira branca como perdedora e nem bandeira vermelha em regulamento interno confidenciado.
Por ele não há mais lágrimas e nem sorrisos, as lágrimas em estado gasoso suspensas no diário dos sonhos se negam ao processo neste rosto fechado que se esconde no negrume da noite.
Por ele não quero o ontem nem o amanhã, preferiria o hoje com a liberdade de não lembrar aquelas paisagens, momentos e legendas que permitir acontecer. Quero o hoje de graca, sem preço algum para desmontar os castelos que criei fundamentado num amor que se foi sem explicação. Queria hoje anular os planos que fiz para o amanhã, aventuras desenhadas na linha mais rara do horizonte em fantasias de prosa e verso. Hoje quero me achar, me amar e flutuar isenta daquele prefácio e desse tédio que não sei decifrar.
UM AMOR QUE SOBRESSAI
No outono é ventania, levanta as folhas e desnuda o improvável, seu gemido é uma canção que faz bailar a emoção e sobressai.
No inverno é esperança da mais atrevida e ácida, meu pé de hortelã em concorrência cobre-se de puro ardor, vendo meus olhos prostrados na estrada esperando seu retorno sem sucesso. Meu lábios no frio rachados em dor, eleva-me a ilusão de viajar no peito seu e sobressai.
Na primavera a fragrância das flores desce com o amor deslizando no rio cego da noite, segue a risca a correnteza transborda de desejo o coração e sobressai.
No verão entre os pingos pesados da chuva o amor chora e ninguém ver, na noite de lua prateada sonha, debaixo do pisca pisca estelar que torce incansavelmente para que, num dia de praia e sol, ouriço e arraia, vencida a guerra em posse de medalha, o amor não mais sobressaía será coroado.
Foi escorregando aos poucos.
Pra não fazer doer.
Aquilo que era vida pra mim
Deixou lembranças, saudades
Um golpe profundo, um suspiro
Uma pergunta sem resposta
E foi pior do que morrer.
Era uma vez um ninho.
Você era um ninho abandonado, fôra deixado por motivos sombrios e lágrimas indigestas, mas vc tava lá, vc e o ninho eram obscuros.
Um dia andando na relva encantada te achei na vala, atrelado num arrebalde de aventureiros. Você era lindo como um índio, apesar das lições que sofria, era escura a sua pele queimada sem freios, e freios é coisa que você nunca teve.
Eu senti que teríamos muitas consequências, porém eu queria tratar e superar cada uma delas. Naqueles dias me agigantei estava forte e radiante. Parecia que éramos nossos salva vidas, na companhia, nas aventuras, nas conversas engraçadas e sobretudo no amor.
Então eu comecei a me sentir no seu ninho, mas era nosso somente nosso o ninho, e é ter sorte uma vez na vida se sentir assim, distante de olhares e de pensamentos, Eu não queria plateia e vc não queria testemunhas.
Fui superando as consequências, subjugando as diferenças sem me importar com efeitos, queria vc e vc queria a mim. Equilibrávamos muito bem o ninho, somente uma entrada, preso e escondido num galho entre a Rocha e o sol, alegrias e sonhos, o vento era uma diversão, mas você furou o ninho, expôs espinhos soltou as plumagens e caiu por baixo em queda livre rumo a lama, dizendo que estava indo a outro ninho, mas é um ninho de Cascavel .
..... Poetisa......#LeoniceSantos
E na tentativa de encerrar o universo dentro de si, o aprendiz continua sereno, ardendo em chamas seu espírito de poeta.
Por que se debate oh nobre coração? Se por um fio escapaste nas alturas onde voaste, procurando aquela alegria q passou sem olhar tenro.
E por que ficar neste descontentamento? Nesta dúvida de ir ou ficar, por que não expõe aquele sorriso juntamente às estrelas em noite de escuridão?
Por que dúvidas, nestas águas frescas de arrebatação? Se quase morreste nas larvas fervente do vulcão, em borbulhas de (amor) Se feriu, fugindo escapaste na fumaça e sem rumo ou norte chegaste até aqui. 💘
Que a brisa suave da noite acaricie suas portas, e entre os dedos do amor passem toda esperança de um novo amanhecer, carregando em suas asas os raios de um sol dourado colorindo aos teus olhos a canção da vida.
MULHER.
Mulher é segredo do mar, inspiração da música,
é fragrância da flor.
Mulher é anjo em missão, loucura da crença, é distância com toque.
Mulher é meta em avanço, é brisa que acalma, é como noite de luar que trás descanso ao dia enfadonho, encanta e faz sonhar todos que são nascidos de mulher.
Foi ilário só agora perceber que aquilo era um amor platônico crônico, uma ilusão em decomposição, um buraco negro sem estrelas em segredo.
Em cada outono do meu ser, teve desfolhos envolto em lágrimas, no íntimo sentia que era adubação e aguamento ás sementes caídas, dias antes da primavera já despontava botões em arma de espinhos desencadeando um lençol multicor á florir.
Depois daquele breu, o sol raiou pra mim, arrastou as sombras daquela saudade e empurrou abismo adentro
Colibri vem provar meu pólen mel, exposto a te esperar, no sol e no luar, ousada flor implora amor debaixo do céu
Estávamos nas nuvens e para nós as estrelas piscavam ritmadas ao nosso amor. Foi você me levou às nuvens, me fez amar astronomia, mas você era apenas visitante desses espaços, você descia sempre, enquanto eu explorava e avançava. Até que um dia você desceu tanto que não pôde mais voltar. Te espero na mesma dimensão, anseio ouvi sua voz rouca de noite a dizer palavras maior que todo esse caos que você criou, quero gestos mais lindos que as minhas descobertas. Vem! sobe outra vez, vamos viver aquela história que nós nunca demos um NOME.
Uma constelaçao que brilha e arde, estremece o sonhador que ver e sente, o pragmático só ver ou só sente.
E os relógios perguntavam uns aos outros: É um sonho? Eles não entendiam o tempo daquela loucura e no tilintar sem respostas esqueceram de marcar a hora da sua partida. Agora desorientados não conseguem apresentar este amor sem tempo.
Palavras não ditas e pesadelos dormindo sobre você, deporta a você neste silêncio ferido que aquilo não era amor, sem emojis e sem olhar seus olhos vejo o quanto você é carente de uma amputação.
A onda beija a praia num brinde espumante
A poesia imperando no peito á contemplar
Mistura fogo e pólvora amada e amante
Escrevo logo seu nome que começa com MA.
