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As ideias que realmente funcionam não nasceram da mera observação da realidade, mas sim do contato direto com ela.
Quem sou eu? Venho tentando encontrar uma resposta para isso desde quando comecei a escrever. São centenas de palavras, conexas e desconexas, jogadas aos montes em folhas de papel, documentos no Drive, anotações no celular e conversas de WhatsApp. Percebo que tudo não passa de frustradas tentativas de me encontrar perdido em alguma dessas linhas.
A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie.
O fenómeno mais herético é o amor. Ele não é bem recebido nem tolerado porque é uma força sem desistência e que não se revoga a si mesma.
A essência das coisas não está na filosofia, nem na política, nem em qualquer função intelectual. Está na reciprocidade do inconsciente que não encadeia só o que é humano, mas até o que é apenas vegetal ou inerte.
Pode-se não recordar os insultos; mas guarda-se deles um amargo de experiência, feia como uma cicatriz. E isso envelhece a alma, torna-a ruinosa e inútil.
Isto é uma coisa pensada por mim e não deve ser analisada com rigor; digamos que a a vida seja uma compilação de emoções, e neste mundo em questão viemos para viver o sofrimento, ver a morte e a destruição de perto, a falsidade verdadeiramente dita, a desordem e a revolta, a consciência de que somos nada mais do que criaturas lúcidas destinadas a conhecer o início e declínio da sociedade.
As vezes se preservar em silêncio não significa deixar de compreender o que está sendo dito é simplesmente um momento de reflexão, de aprendizado. Pois infelizmente, tudo que está sendo pronunciado não tem nenhum sentido e não irá agregar em nada e é mais fácil ouvir do que manisfestar seus pensamentos com uma pessoa que não tem nada a acrescentar, pois sua limitação é tão grande quando seu ego.
É plural, o amor. Só uma visão antiga, antes de se saber que somos construídos por camadas sucessivas, podia imaginar o amor como um instrumento monolítico. Essa concepção priva as pessoas da alegria e amarra o amor à idade. De facto, não existe essa amarra se formos cultos do ponto de vista psicológico. O amor é um estado de alma que evolui até à morte.
