Tag poesia
"Haa, como adoro quando ela sai do banho com seus cabelos molhados, chego a ficar arrepiado, uma mistura de loucura, deixa meu coração quase a tontura! Uma noite de mar e lua, e o que precisamos para uma noite de amor e aventura"
" Quando é amor de verdade, você logo vê, em simples coisas, como aqueles pés inquietos na cama , como ela fala , como ela sorri, até no mau humor dela! Dela que me refiro, é ela, ela que me faz sorrir, ela que me faz sentir, ela que me fez conhecer o verdadeiro amor, amor sem crédulos , amor sem dor, infinito amor!"
"Ela é doce mas não à irrite, que ela pode ser muito amarga! Ela é linda vestida para uma festa elegante ou simplismente cozinhando com sua regata surrada ! Ela é linda falando, ela é maravilhosa dormindo ! Perto ou longe é o amor da minha vida!
"Seus olhos miúdos, seus longos cabelos escuros! Sua simpatia que para sua beleza que fala ! O sol que ampara, mas e na lua que ela repara! Filha do vento, criada pelo mar, essa morena que estais todos os dias a me encantar"
" As noites de trovão, são quando tenho a melhor sensação, ela me agarra, seu coração dispara, para ela é medo, para mim amor de poder cuida-lá "
O que seria da poesia
Se não houvesse um pensador
Na criação das palavras
Na plenitude do orador
No mais impetuoso medo
Deixando pra trás o rancor
Lhe fazendo um desejo
Pedindo paz e amor.
Presente
Os ipês apagam as tristezas do inverno.
Renovam suas cores ao vento.
Desmancham o cinza sem graça e lento
em tons que afagam a tardinha.
Os ipês esbanjam ternura.
Roubam os olhares de quem está triste à toa.
Porque tristeza não foi feita pra gente boa.
Tristeza não foi feita pra ninguém.
Cena de cinema
O barquinho viajou,
foi embora.
Mar adentro...
Mar afora...
Se apaixonou por uma caravela
e viveu um amor de novela.
Feito folha e vento
Num intento de voar
No invento de ser céu.
Feito asa e tempo
No momento de alçar
Num alento, ser ao léu.
Feito fita ou pipa...
No experimento de planar
No advento... No ar, no vento...
É tempo de vôo.
Daqui dou o viver já por vivido.
Quero estar quieta, sozinha agora,
igual a uma cobra de cabeça chata,
ficar sentada sobre os meus joelhos
como alguém coagulado em outra margem.
Daqui dou o viver já por vivido.
Tudo De Mim
Eu te dei tudo de mim,
te dei meu amor e minha dedicação.
Eu te dei tudo de mim,
te dei minha vida e meu coração.
Quando você chorou eu te dei meu ombro
e quando você sorriu eu te dei o motivo.
Eu te dei tudo de mim,
quando você não conseguia dormir eu te dei meu sono e quando você deixou de sonhar eu te dei o meu sonho.
Eu te dei tudo de mim,
quando você se sentiu perdida eu te dei a saída,
quando você me olhou pela primeira vez
eu te mostrei o mundo que você queria.
Eu te dei tudo de mim,
eu te dei minha paz, minha força e toda a minha boa energia.
Eu te dei tudo de mim e daria muito mais
se não fosse esse fim.
Em nome da folha
Nenhuma folha vive sem raiz, quando ela se solta da árvore achando que vai ser livre, ela voa e a cada vôo apodrece ainda mais, seja livre, mas jamais esqueça de fincar raízes A'Kawaza
O poeta transita entre as palavras
Guiado pelos sentimentos
Que reflete a alma silenciosa
Que ressalta aos pensamentos
Que transborda em emoções
Não deixando vírgulas
Nem interrogações.
Um dia
ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim.
Vou andando, caminhando, caminhando;
me misturo rio ventre do mato, mordendo raízes.
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato.
— Quero contar-te uma história:
Vamos passear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar.
A noite chega mansinho.
Estrelas conversam em voz baixa.
O mato já se vestiu.
Brinco então de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a cobra.
Agora, sim,
me enfio nessa pele de seda elástica
e saio a correr mundo:
Vou visitar a rainha Luzia.
Quero me casar com sua filha.
— Então você tem que apagar os olhos primeiro.
O sono desceu devagar pelas pálpebras pesadas.
Um chão de lama rouba a força dos meus passos.
Fio da Navalha
Vivo no fio da navalha
Com medo do tempo
Com medo da morte
Com medo da sorte
Meus pensamentos me atrapalham
Meu riso e lagrimas são reais
Da tempestade vem a poesia
Viajo em espaços siderais
Sou cantador Dom Quixote
Canto samba, reggae e xote
Me escondo e desvio da morte
Pois na rua sou gado de corte
ontem eu fui feliz
sonhei demais
brinquei até mais tarde
hoje virei cicatriz
de um tempo
que não volta mais.
