Tag poesia
Não venhas para aqui dar trabalho,
se não vamos ter que te por no caralh.
Aprende comigo e tá ligado na batida,
isto é Hip Pop e para mim é um Dilema de Vida.
Adoro escrever em versos
Neles expresso
N é tão complexo
N paro quando começo
Pra n ficar sem nexo
Aqui me despeço.
CASA CORAÇÃO.
..."O coração é um órgão de fogo, movido pelo sangue e motivado pelas paixões! É uma casa de um só cômodo sem portas ou janelas, que para muitos, é só um abrigo temporário e para poucos um asilo eterno. Quem nele entra e conquista o seu espaço, nele se eterniza e reside verdadeiramente e quando isso ocorrer, ao invés de chamá-lo de coração podereis carinhosamente chamá-lo de morada, porquê esse é o verdadeiro lugar onde habitará aqueles que fizeram a diferença."... Ricardo Fischer
E se a sua alma gêmea nascesse anos após você? E se todos olhassem para vocês na rua com o ar de reprovação? E se seus pais proibissem? O que você faria? Nós fizemos amor, entre a pureza e a malícia, entre as cores dela e o meu cinza, com aquele sorriso e minha cara fechada! Com a juventude dela e meus cabelos ficando brancos! Com a bondade no coração que só uma menina pode ter e com meus olhos brilhando ao vê-la chegar! Com a minha loucura e a sanidade dela! Com o cheiro gostoso que ela tem e com minhas letras para descrever! Ela um anjo belo, eu um demônio sem rumo! Ela dizendo que não me importo mais e eu morrendo de preocupação! Ela fingindo um romance com outro alguém e eu bebendo e fumando cada vez mais! Ela dizendo que não é nada pra mim, eu dizendo que ela é tudo que tenho...
*a questão do mundo está em nossa interpretação que acontece de acordo com nossa visão, que por sua vez se dá conforme nossa evolução*
A mulher...
Acredita nos sonhos...
Nas fantasias... Na poesia...
A mulher busca... Não desanima...
A mulher é alegria... Dá a luz...
A mulher Ama... Seduz...
E conduz... Canta... E se encanta...
A mulher inventa e se alimenta de...
Todos seus sonhos e fantasias...
**SIMPLESMENTE MULHER**
Mulher que vive lutando entre a razão e a emoção...
Mesmo errando e vacilando nunca para de sonhar...
Mulher que todos pensam que tudo ela importa...
Mas ninguém conhece de fato seu coração...
Mulher que sofre calada...
Chora e proclama...
Deseja... Espera...
Ama e se contradiz...
Mulher...
Que busca e se encanta...
Mulher que sozinha vive e morre...
Que renuncia e aceita...
Que canta e se encanta...
Que se cala... Chora... Implora...
Mulher que nessa vida...
Segue seu caminho...
Chorando esperanças...
Acreditando no amor...
http://uneversos.com/poesias/6744
ESPECTRO DO SONHO
Quem me dera, n'essa hera
um café do velho coador
torrado, coado com saco
na tapera do meu avô.
Sentado no banco de tabua
do machado e transado
um tempo que não apaga
os rastros de Nosso Senhor.
Uma etnia da velha vida
vivida pelos batalhadores
a terra... Sempre querida
com a colheita dos amores.
Vai o totem e vai a guerra
essa fera que nos consome
que o tempo leve as quimeras
e os devaneios da dita fome.
Esse azul na imensidão
feita de ozônio e oxigênio
a cada batida o coração
alcança mais um milênio.
Antonio montes
Não acredito muito mais nos antigos moldes, modelos e percursos para nada.Tudo e todos que por teimosia permaneceram vivos se reinventaram dentro de si mesmo. A renovação e a reafirmação existencial da vida, das sociedades e do individuo gerou uma mutação involuntária dos valores, das cores, dos sabores e dos sentimentos. A sexualidade fica ambígua homens femininos e mulheres masculinas quase na unidade limítrofe da androginia. O Deus da morte reassume seu papel diante da ancestral equivocada manipulação das igrejas como o Senhor da vida em nome da abundancia. O amor fica amargo, covarde, salgado de endorfina, egoísta exclusivista , viciante, torpe e dolorido. Precisa de cada vez mais coragem e loucura para verdadeiramente, simplesmente, se soltar sem direção certa e garantia de sobrevivência no infinito mar, amar. Tudo não passa de uma moeda de troca disfarçadas para interesse de poucos nas modernas sociedades.O Holos aproxima se do inteiro mas bloqueia e marginaliza todas as impurezas das docilidades, palavras com rima, poesias e fragilidades da alma em busca dos sonhos pouco práticos, perdidos, sem matemáticos objetivos, mágicos da alma e artísticos sem sentido.O concretismo, o geométrico e o abstracionismo vence pela perda da capacidade do conhecimento das anatomias dos vivos e a imperícia do desenho. A aglomeração das cores vencem as formas dentro de uma visão cada vez mais plana e bipolar observada amplamente por quantificações de megapixels por olhos digitais quadrados. A invenção da roda, a esfera, a rotação, a lei do retorno do colher do que plantou, foi abandonado e ultrapassado pelo que se quer, agora e o que é neste exato momento de existência e preferencia, sem depois.
A Mãe da Última Mais Nova
Gotejou em quem estava no colchão
E a flor de sede
Agradecia se afogando…
A mãe da filha
Olhando a última mais nova
Entristecida com o céu a irrigando.
Cinco de Setembro
Em nome do que agora é medo
Esconde-se o dissoluto aspecto da solidão
Imediato e matinal desejo
Invólucro ao breu na escuridão.
Delírio silencioso e sem fim
Remete ao espelho um rosto condoído por mim.
O tempo vence...
O Desvio
A mim pouco me importa
aberta ou fechada a porta,
vou entrar.
E pouco me importa estar
sendo amada ou não amada:
vou amar
Ou a mim importa tanto
eu mesma e o sentimento,
quanto!
A mim pouco me importa
se a tua amada é doente,
se a tua esperança é morta.
E me importa muito menos
se aceitas solenemente
A nossa vida parca e torta.
Porque a mim me importaria
deixasse de ser eu mesma
e a poesia.
A mim pouco me importa
se a lira quebrou a corda:
vou cantar.
E pouco me importa estar
no picadeiro do circo:
vou rodar.
Que a mim me importa tanto
Eu mesma e o sentimento
Quanto!
A mim pouco me importa
se estamos todos presos
por uma invisível corda.
E me importa muito menos
sermos todos indefesos
ante o destino que corta.
Porque a mim me importaria
Deixasse de ser eu mesma
E a poesia.
QUADRA DA VIDA
Para aquele rosto pintado
de nariz grená...
Toda tarde era triste,
toda noite era tempo...
A onde as lagrimas, sem descanso
sob as horas do manso silêncio....
Enaltecia o chorar.
Pelo dia... A sua face se escondia da
alegria, e o seu semblante no espelho
não era imagem nascida para olhar!
Pois quando no espelho olhava, o que via...
Era marcas, marcadas... Que o apagador,
do passado, não podia apagar.
Vivia um sonho, tinha planos de felicidades,
mas os anos todavia, demonstravam o
outro lado da verdade.
Escondia um segredo, onde o qual teimava
em acreditar... Em sua mímica de vida,
construía os seus contos e fingia, manquitolar
pelos trilhos do seu andar, mas não sabia...
Não sabia, que a vida era manca, e carregava
uma bengala, para os sonhos se segurar.
Quantos versos em seus dias!
Quantas prosas... E só na rima que fazia,
mostrava-lhes as cores, verdes e rosas
que se encontravam, com a quadra...
onde a poesia da sua vida enquadrava
o seu amar.
Antonio Montes
CÃO A ESMO
Dois cães cheiram as suas, entranhas
e se estranham, e assim... Mijam
nas rodas nas sacolas ou, sobre os
pés das arvores, o logo exibem os seus
ranger de dentes, na árdua disputa
pelo pedaço do osso oco.
Desencadeando as suas raivas...
Grunhem pela demarcação territorial,
e por essa disputa desencadeiam o
caos, assim como qualquer outro ser,
na disputa acirrada do poder.
Muitas das vezes...
Esse poder vem da disputa da máfia
dos palcos das massas ou pela chefia
da nação... Pela qual, prometem e
ladram pelos ossos, e como se fossem
cão... Nunca largam a pitada do quinhão.
Antonio Montes
