Tag poesia
Ser e Amar
Difícil para um poeta não pensar no amor,
Impossível sobre esse dom não escrever,
Num misto de alegria, tristeza, saudade e dor,
As palavras surgem nas linhas com muito prazer.
Por vezes revela por completo o seu autor,
Alguns são só viagens de um sonhador,
Por vezes viram melodias na arte de um trovador,
Poesia, ô poesia não me abandone por favor.
Que cantem minhas palavras, que recitem para multidão,
Que encontre amor nas poucas linhas que ouso poetizar,
Que a poesia não se silencie, pois é alegria para o coração.
Que aumente o brilho no olhar e que entendam que é bom amar.
A vida não separa ninguém só fornece desculpas para os que já estão afastados.
Álibi bom do crime perfeito
que é deixar de querer.
Álibi bom do crime perfeito
do grande bandido que temos no peito.
- Ah, mas quase ninguém lê poesia no Brasil!
- Não importa, importa que Drummond, Vinicius, João Cabral, Olavo Bilac, Castro Alves, Leminski, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Hilda Hilst, Cora Coralina, Adélia Prado e tantos outros estão guardados na memória afetiva de nosso povo. Seus poemas permeiam nossa identidade nacional, formam nossa alma enquanto nação, ainda que não tenhamos consciência deste fato.
Um povo sem poetas é um povo sem alma!
da janela observo
a borboleta amarela
voar singela no entorno da flor.
a vida, às vezes, pode ser suave e bela
como um simples olhar da janela.
Onde está a certeza?
Não tenho certeza...
Onde está a verdade?
A verdade, não sei...
Onde está a mentira?
Na mente...
Onde está a liberdade?
No inconformismo da procura.
O sono foi por aí
Vagar pelo mundo
Sem dono
Em completo abandono
De nada mais sou dono
Nem de meu sono.
O universo inteiro
Cabe em apenas um verso
Mas é por demais diverso
Para caber nos cânones
De uma ideologia
Ou religião.
Por falta de tempo
Perdemos o mais precioso
De todos os tempos
O de perder tempo
Proseando com os amigos
É o tempo perdido
Mais útil que podemos ter
É tempo ganho
Tempo feliz.
Pai,
perdoa-lhes,
eles não sabem
o que fazem...
Mais de 2 mil anos depois:
Pai,
perdoa-lhes,
eles não aprenderam
nada...
Vivemos tempos soturnos.
Tempos tristes...
Tempos rudes!
Tempos de louvação à morte.
Teremos tempo de ver mais humanos tempos?
Roubava...
Sem remorso
Todas que podia
Depois as amava
E as soltava pelo mundo
Em forma de poesia
As palavras roubadas
O poeta.
O canto triste e melancólico
da sabiá-laranjeira
que reside aqui em frente,
invade minha solidão.
Formamos um belo par de solitários,
ambos fora de tom:
ela, com seu canto,
lamenta o amor que se foi,
eu, em meu canto,
lamento o amor que não veio.
