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⁠Eu Tenho o Caderno Da Morte Em Mãos, E Cada Página Que Completo, Me Dá Um Dia a Menos De Vida

⁠Poema uivante em plena noite de penumbra ambulante
de onde tiro meus versos instigantes
que para minha alma já parece cada vez mais distantes
frios e pálidos como a corações não pulsantes.
Mas algo ainda me diz que em meio a tanta névoa
tenderei a escrever a nosso modo
mesmo que doa o ato de voar
não desistirei do meu singelo sonho das estrelas tocar.
Só um único sorriso já despedaça o coração poeta
mesmo que a alma não o deixe aprender a amar
a vida tende aos poucos a lhe ensinar
que nas mais escuras das noites 
sua pureza sempre tende a no fim ainda brilhar.

⁠Eu sou teu rei, te torno minha rainha, se curve perante a mim, que eu me curvarei perante a ti. 
Juntos não somos um, juntos somos dois, duas almas completas, não duas metades incertas.
Eu sou teu sol, tu és a minha lua.
Brilhe por mim, que eu brilharei por você. 

⁠⁠Lua

Atraente e brilhante.
Guia da meia noite.
Sobre mim, carrega,
e como o mar me leva.

No escuro é a luz.
No meu pensamento reluz.
Dizem que tu és magia,
e, de fato, me encanta.

Para crianças é de queijo.
Para o sol, um lampejo.
Conjunta ao frio,
presencia abraços e beijos.

Te vejo refletir no mar,
e deitado na areia,
com tuas ondas em mim,
minha mente anseia.

⁠Uma alma nova então ascende
Mostrando toda sua beleza
Contra tudo que há na natureza
Acordando um antigo arcanjo
que costumava ficar em toda mente
Para o mal fazê-lo

⁠Nada digo eu para aquelas plumas
quando as vi caindo
Enquanto jogadas nas ruas
passava dançando, sorrindo
e nenhum pingo de mágoa escorria
E as noites foram passando
cada vez mais as plumas brilhando
E cada vez mais o corpo decaía
e nenhum sorriso mais -senão o delas-
naquelas ruas surgia

Vi & Da
(Uma breve história de duas sílabas que se amavam)

Vi e Da, nem se lembram de quando exatamente se juntaram, pois aquela era uma junção silábica perfeita.
A palavra ViDa leva tanta bagagem, que certo dia ambas as sílabas decidiram se separar e fazer novas junções. As opções de junções silábicas são inúmeras, mas ambas estavam dispostas a viver esta experiência.
O Vi se juntou a um grupo que formaria ViAGEM, o que era perfeito para Vi, já que desejava ter novos desafios.
Da sentiu dificuldade a se encaixar com algum grupo, então tentou algo que lhe era novo e se juntou à DANÇA, pois queria sentir-se em movimento.
ViAGEM não parava em canto algum, vivia sempre se movendo e assim como o vento; pairava sobre diversos lugares novos, expandiu se por todos os cantos, mas ainda sim, não estava satisfeito e decidiu encontrar um novo sentido. Foi então que Vi encontrou um grupo que formaria parte de sua essência; ViVER. Então pensou ter encontrado seu lugar e decidiu que permaneceria ali, passou a se tornar parte de ViVER.
Da então largou a DANÇA, e logo por ali mesmo, conheceu um grupo que talvez definiria o que estava sentindo em partes; SAUDADE, então permaneceu ali, e experimentou todas as sensações e encargos que a SAUDADE podia lhe proporcionar naquele momento. Mas a intensidade do que definiria de fato a SAUDADE foi o que lhe pesou, ali já não era seu lugar.
Vi após suas diversas experiências junto com VIVER, acabou sentindo que ainda precisava de algo a mais para se descrever... foi então que Vi fora convidado novamente por este mesmo grupo VIVER, que agora teria mais um novo integrante para mudar o sentido, que seria o RE, experimentariam juntos ser REVIVER, Vi aceitou juntar-se a eles.
SAUDADE estava prestes a perder Da, e REVIVER iria se tornar REVER.
Novas experiências foram vividas com estas duas sílabas que estavam prestes a descobrir que SIM elas juntas formavam em perfeição a sua palavra; VIDA.
Vi & Da resolveram então se unir novamente, pois ambos sabiam que o real sentido de cada um era formar VIDA.
VIDA, viveram juntos e entenderam a sua importância e amaram tanto sua junção que este amor se expandiu e feito mágica, estas duas sílabas acabaram de ganhar uma nova palavra que faria parte de sua essência; FAMILIA essa palavrinha chegou e trouxe todo o sentido que buscavam a anos. VIDA agora passaria a ter lado a lado seu presente de 3 sílabas que definiria sua história. FAMILIA!
Esta é apenas uma singela história de amor, onde esse amor se expande e se torna uma “Família”. O que eu todo dia sonho para nós... uma Família.

⁠Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto –
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...

E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente: eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto me dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Álvaro de Campos
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

⁠"Aquele que não ama a si próprio, nunca amará alguém.  É que se trata de um ser humano em desacordo consigo mesmo"

⁠Deu saudade **
Pensando em você novamente me deu saudade
Eu juro que meu amor por ti é verdade.
Eu carrego uma lembrança sua perto do meu coração 
pra onde eu vou, sei que estás comigo
Pois eu sei que somente por lembrar de ti
Eu tenho ao meu lado a motivação
Para não desistir 
E sempre dar o meu melhor
Para te fazer sorrir.
Cada vez eu fico mais alegre
Ouvindo sua risada e também vendo
A doçura que há no seu coração.
Eu sou apaixonado pela sua felicidade
Por que na minha vida você é exclusividade.
És a única que consegue mandar
Embora a minha ansiedade,
Pois somente ao seu lado
Eu conheço a verdadeira tranquilidade.
Mando a tristeza partir 
E vai junto com ela de brinde a negatividade 
Eu te amo e saiba,
Que tu consegue trazer pra mim
Tudo o que envolve felicidade.
Sei que as vezes a bad vem
Mas por ti quero sempre te trazer a alegria
E dar aquele abraço perfeito.
Estar ao seu lado é o melhor lugar do mundo
Meus melhores poemas te tem de assunto.
Sempre fico maravilhado toda vez que ouço sua voz
E ai, quando você vai dizer sim pra nós?
Não consigo ficar muito tempo longe de você 
Pois você, é todos os dias é a minha maior saudade.
E adivinha só já estou com saudades.
Pra que dizer amo você?
Sendo que o que eu sempre quis dizer pra ti
É o verdadeiro,
EU TE AMO :)

EM SEU OLHAR

Eu viajei em seu olhar
Em meio a esse marrom peculiar
A cor que se expressa o romance 
Com você, eu teria alguma chance?

Uma história a criar
Sonhos a dividir
E o amor a sentir

Um amor que seria intenso
Verdadeiro e leal,
Por que na real,
Mecheste com minha cabeça de uma forma
Fenomenal!

Um amor
Duas pessoas
Um sentimento
Duas pessoas em fragmento.⁠

QUADRO DE OFÉLIA

Em você não canso de pensar
Minha mente, você está a iluminar
A melhor sensação existente,
É te amar

Mais bela do que o quadro de Ofélia
Mais profunda que os poemas de Bukowski
Meu amor por você é mais intenso do que o amor
De Van Gogh pelos quadros

Uma deusa grega? Ou uma princesa de quadrinhos?
Não sabemos o que você é, mas a perfeição 
A tempo te segue.⁠

⁠O Canto do Guerreiro

I

Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
– Ouvi-me, Guerreiros,
– Ouvi meu cantar.

II

Valente na guerra,
Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
– Guerreiros, ouvi-me;
– Quem há, como eu sou?

III

Quem guia nos ares
A frecha emplumada,
Ferindo uma presa,
Com tanta certeza,
Na altura arrojada
onde eu a mandar?
– Guerreiros, ouvi-me,
– Ouvi meu cantar.

IV

Quem tantos imigos
Em guerras preou?
Quem canta seus feitos
Com mais energia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
– Guerreiros, ouvi-me:
– Quem há, como eu sou?

V

Na caça ou na lide,
Quem há que me afronte?!
A onça raivosa
Meus passos conhece,
O imigo estremece,
E a ave medrosa
Se esconde no céu.
– Quem há mais valente,
– Mais destro que eu?

VI

Se as matas estrujo
Co’os sons do Boré,
Mil arcos se encurvam,
Mil setas lá voam,
Mil gritos reboam,
Mil homens de pé
Eis surgem, respondem
Aos sons do Boré!
– Quem é mais valente,
– Mais forte quem é?

VII

Lá vão pelas matas;
Não fazem ruído:
O vento gemendo
E as matas tremendo
E o triste carpido
Duma ave a cantar,
São eles – guerreiros,
Que faço avançar.

VIII

E o Piaga se ruge
No seu Maracá,
A morte lá paira
Nos ares frechados,
Os campos juncados
De mortos são já:
Mil homens viveram,
Mil homens são lá.

IX

E então se de novo
Eu toco o Boré;
Qual fonte que salta
De rocha empinada,
Que vai marulhosa,
Fremente e queixosa,
Que a raiva apagada
De todo não é,
Tal eles se escoam
Aos sons do Boré.
– Guerreiros, dizei-me,
– Tão forte quem é?

Gonçalves Dias
Primeiros cantos (1846).

⁠O dom de SABEDORIA

Certo sábio um dia me perguntou no que é a verdadeira sabedoria.
Para mim , sabedoria se prendia a inteligência humana a ponto de fazer parte das experiências do sujeito enquanto pessoa.
No entanto, o que se sabe sobre o dom.de sabedoria é muito pouco vista do que ela realmente significa.
Hoje em dia é difícil ver os jovens pedir conselhos aos mais antigos como seus avós por exemplo , mas aos poucos é provável que isso volte a acontecer.
No que diz respeito a sabedoria humana é quase sempre o compartilhar de experiência de vida e nunca é desperdiçado por Deus .Porém a verdadeira sabedoria vem de Deus e ela não se prende somente a experiência que a pessoa viveu a sua inteligência mas também a sua fé.
Quando o cristã reage de maneira negativa a uma abordagem simples significa que ainda não alcançou maturidade suficiente , logo também não há nele a sabedoria divina que prende-se à mansidão e ao domínio próprio.Essa é a sabedoria de Deus!

⁠O QUE NAO TEM SOLUÇÃO 

Se muitas vezes me vi triste,
Desesperado em desajuste,
Não me culpe,sou humano,
Sou daquela raça inquieta,
Que só aprende quando o pior
Piora,
E lá de fora eu passo a enxergar,
O quanto fui feliz autrora. 

Sou daquela raça pequenina,
que Deus sopra vida
E na investida ,
eu pensativa prefiro a morte ,
Porque não reconheço o óbvio 
e os perigos em corte. 

Sou da raça que sorri um dia e chora vinte,
sou da raça que radiante de saúde, 
se ve infeliz, porque o importante é queixar e parar para lamentar.
Achar que todas as vidas  são melhores , e que toda fatia é maior  que a minha. 

Sou da raça que não enxerga a si, mas enxerga o outro so quando ele ri. 

Da raça que não enxerga que vida tem que ser bagunçada,
que nossa empreitada vaza aos quatro cantos quanto insistimos no sossego sem ajudar e ser ajudada,
E que Deus não nos dá o  preparo para receber ,
e, se insistimos em não entender
a chibata come ,
e não é Deus nos batendo,  somos nós mesmos adeptos ao auto fragelo , 
quando insistimos em arrumar a nossa vida ,sem arrumamos a nós mesmos. 

É!  A vida é bagunçada, nada é perfeito, e se tudo não pode ser solucionado, se não temos controle sobre o que virá, é porque é certo o ditado que diz : Que  o que não tem solução, solucionado está. 

⁠Há um pássaro nesta árvore do corpo, que dança no êxtase da vida.

Ninguém sabe onde está, e quem poderia saber o que sua música significa?

Ele aninha onde os galhos projetam sombras profundas;

Ele vem no crepúsculo e voa ao amanhecer, e nunca diz uma palavra do que pretende.

Ninguém pode me dizer nada sobre este pássaro que canta no meu sangue.

Não é colorido ou incolor;

Não tem forma nem contorno;

Fica sempre na sombra do amor.

Ele vive dentro do Inalcançável, 
do Ilimitado, do Eterno, 
e ninguém pode dizer quando vem ou quando vai.


Kabir diz: “Companheiro buscador,

O mistério deste pássaro é maravilhoso e profundo.
Seja sábio; lute para saber onde este pássaro vem descansar.”

⁠Uma vez que um é um,
nem mais nem menos:
o erro começa com a dualidade;
a unidade não conhece erro.

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠A estrada que seu eu deve percorrer
reside em polir o coração.
Não é por rebelião e discórdia
que o espelho do coração é polido
da ferrugem da hipocrisia e da incredulidade:
seu espelho é polido por sua certeza –
pela pureza imaculada de sua fé.

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠Você foi feito para o trabalho:
um manto de honra espera por você.
Como você está satisfeito
com meros trapos?
Como vai obter riquezas
se você estiver ocioso sessenta dias por mês?

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

⁠Sabendo o que você sabe,
seja sereno também, como a montanha;
e não se aflija com o infortúnio.
Conhecimento sem serenidade é uma vela apagada;
juntos são favos de mel;
mel sem cera é uma coisa nobre;
cera sem mel só serve para queimar.

Hakim Sanai
The Walled Garden of Truth (1974).

A Melodia Interna⁠

Tentei me encontrar e falhei.
Falhei em me encontrar, mas sei que tentei.
Ou será que não?
Talvez a ideia de que devemos nos encontrar
Seja só uma ilusão
E o que pensamos querer ou gostar
Seja fruto da nossa imaginação.
Tentamos encontrar uma lógica em tudo,
Entretanto até mesmo o mundo
Pode não ter nem precisar dela.
Gosto, não gosto.
Quero, não quero.

Às vezes percebo que o que provém do meu interesse
É apenas um consolo do meu subconsciente para me falar
Que é necessário que em algo eu seja bom.
A incerteza permanece até agora;
Escrevendo na frente da televisão, 
Me preparando para ir à escola,
Crendo que essa é a decisão correta.
Tive medo de acabar arriscando meu precioso tempo,
Vendo ele partir ao vento que move meus cabelos.

Porém acho que não tem problema
Porque vejo atualmente como uma benção
O aproveitamento da vida enquanto posso.
Admito que grande parte dos poucos dilemas
Criados pela inspiração que provavelmente passará logo
Foi uma mentira, pelo menos quanto a minha pessoa
Mas não em relação às outras
E se assim foi, fico feliz pois
Saberei que finalmente fiz uma coisa boa.

É com isso que afirmo com toda certeza
Que cada palavra e cada verso
Não foi apenas da minha cabeça
Mas também do coração.

⁠As vezes o amor pode ser triste
Gosto sempre de lembrar 
Porém sempre está a me Matar 
Gosto sempre de sonhar 
Porém se está a me assustar.
As vezes fico vendo a lua
E sempre gosto ela é sua
Pois lhe prometi dar
Mesmo sem alcançar 
A escuridão costumava a me matar
Porém com o tempo ela veio se clarear 
Quando eu sentia o amor de seu coração
Sabia que nunca iria ver a solidão 
Gosto sempre de lembrar que me salvou
Porém não gosto de saber que acabou
Gosto de lembrar que foi um amor
Porém não gosto de saber que também foi dor.
Feito por: @anjoharu 

⁠Em Busca de uma Morada

Acharei uma morada?
Quem sabe.
Só espero não ter um infarte
de tanto andar e não encontrar nada.
Ou, minha residência já pode estar a vista
mas ainda sem o morador que
reside em nossas vidas,
e que nos diz aonde ir.

Foi assim que me tornei um nômade
tentando desvendar o que esconde
por trás da incompetência deste falso monge
em não aceitar a conhecer-se.

Não vai demorar muito.
pelo menos eu espero
caso contrário,
verei que estou no cúmulo da ignorância.
Como disse um sábio desconhecido
"Só aprende quando apanha",
apesar de que a maioria estranha
quando o aprendizado te torna um esquisito.
Um esquisito que muitas vezes
tem mais juízo do que as pessoas sãs,
das quais não conseguem ver o amanhã.
E pior, pensam que o destino não apronta.

Continuo a minha jornada.
Tento manter o otimismo.
Infelizmente sei: não importa o que eu faça, apenas eu posso seguir 
neste solitário caminho.

⁠Você está procurando por MIM?
EU estou no assento ao lado
MEU ombro está contra o seu
você não Me encontra nas stupas
não em salas de santuários indianos
nem sinagogas
nem nas catedrais
nem em missas
nem em vestimentos
não em pernas enroladas em torno de seu próprio pescoço
não em comer nada além de vegetais
quando você realmente ME procurar
você vai Me ver instantaneamente
vai Me encontrar na pequenina casa do tempo

⁠O tempo passa depressa
 
O tempo passa depressa
Quando todos os dias são iguais
Quando todos os dias se faz tudo igual
Quando não se aprende nada de novo
E tudo de antes se repete de novo
Não há lembranças para lembrar
 
O tempo passa depressa
Quando parece que vai devagar
Quando parece que nada acontece
Quando parece que não se envelhece
E que o tempo parou de passar
É tempo vazio que se tenta segurar
 
O tempo passa depressa
Quando não se lamenta uma tarde perdida
Quando em um ano não se vive uma vida
E uma vida cabe em uma lembrança
 
E se veste a mesma roupa
E se come a mesma comida
E se bebe a mesma bebida
E se vai aos mesmos lugares
 
O tempo só não passa depressa
Quando é tempo vivido, aproveitado
E quando passa é tempo lembrado
E voa e nem se vê passar
Esse é o tempo que passa devagar