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Poema- O caso e descaso com o burro
Chamar um humano de burro é burrisse, idiotisse!
Pura tolice, o burro é um animal desenguçado, sem mesmisse!
Pura crendice, acreditar nessa burrisse e continuar ofendendo o burro!
Quanta inocência, você sabia que foi o burro que gritou a Independência?
- Tu tá com demência, foi o D Pedro I e ele não era burro!
- Seu burro, vá estudar história e não nos enrola!
Tu que andas sem memória, o nosso burro de outrora fez história!
Carregou D Pedro I, o príncipe do primeiro reinado!
Tudo combinado, o cavalo tá errado! O burro deveria ser exaltado!
Burro sempre foi menosprezado, ignorado!
Na pintura famosa de Pedro Américo o cavalo foi forjado!
Que inédito! Tudo errado, o burro clama desde sempre por ser tão marginalizado!
Mas seu menino, burro chega até a ser divino!
De antemão, na Bíblia não diz que Deus usou um burro pra falar com Balaão?
- Só que não! Foi um jumento, seu jumento!
Mas que tormento, burro é filho do jumento!
- Entendeu, sua mula! O jumento é o pai do burro e da mula!
Que filho da mãe! E a mãe do burro quem é?
Égua! É a égua!-Se o burro é filho da égua com o jumento, então o burro é irmão do cavalo?
Sim, e não! Mas meu irmão, que confusão! É que o cavalo pode ser o pai do burro!
- Mas que burro, não dá pra ser pai e irmão ao mesmo tempo!
Burro nada, seu jumento! E se o cavalo “pular a cerca”!
Que treta, pular a cerca e “pegar” a jumenta?
Égua, tá Louco! Aí a égua dá o troco e pega o jumento no sufoco!
Que enrosco! Então o burro tem dois pai e duas mãe!
- Que burro filho da mãe! Filho do cavalo com a jumenta e da égua com jumento!
Que burro inteligente, chamar um humano de burro é ser intransigente!
Inconsequente, o burro é um ser imponente!
Contente, não vê o burro do Shrek?
Então seu moleque, Salve o Shrek!
Salve todos os burros do mundo!
Desde o Rúcio, o burro de Sancho Pança com suas andanças!
O burro Bisonho, o tristonho Ió do ursinho Puff e suas comilanças!
Inté o burro anônimo, sem sinõnimo, sem eufermismo!
Sem anacronismo, não sejas moribundo, conheces a história em profundo!
( Marcos Müzel 21/09/2023)
POEMA PARA CAROL
Carol, nome que em suavidade se desenha,
Uma melodia que faz com que o coração amanheça,
Mulher de um sorriso brilhante como o sol,
Em versos e encantos, a ti, presto meu farol.
Nos olhos de Carol, o mundo encontra cor, Na dança da existência, és o vento que sopra amor,
Mulher livre, enfrentas os ventos da vida,
Determinada, persistente, és pura, Carolina .
No sorriso dela, a alegria se manifesta,
E em seus gestos, a euforia nunca cessa,
É luz, é fala, é energia que contagia,
Ca, Caca, Carol e Carolzinha
Que nome! Sonoridade suave em cada vogal,
É um nome versátil, universal, especial,
Rompe barreiras, constrói caminhos,
Arrasa corações, gosta de carinhos.
És inspiração e pureza,
Na tua essência, encontramos a beleza,
Neste poema, colorido como girassóis
Homenageio todas as Caróis.
(FELIPE REIS)
BELEZA
Vejo as folhas amarelas
Do caquizeiro caindo,
Mostrando que são leves,
E, por isso, caem graciosamente
Em volutas
Pelo ar.
(como tudo o que é leve e frágil cai)
São acolhidas pela erva do chão
Que não lhes sente o peso. Mas elas
Ficam ali,
Amarelas
Como lhes apraz.
E mortas
Ainda são parte da beleza
Que se espalha.
ORAÇÃO 1
Senhor, esta é a minha oração.
Não é feita com palavras audíveis,
Mas com lápis e papel.
Como todas as orações,
Esta também brota do coração.
Quero, pois, abrir-te o meu ser,
Expor-te meu íntimo segredo.
Tenho andado agitado por muitos dias,
Esquecido de que permaneço em tuas mãos
Para o bem ou para o mal.
Às vezes não consigo distinguir o que sou:
Um grão de poeira nesta tua criação.
Porém, os teus olhos me conhecem –
Ao insignificante;
Inclinas o rosto
D’além das extremidades do céu.
Teu olhar perpassa as galáxias,
A luz pura do teu olhar varre o universo
E me encontra, e me convence
Da inutilidade das minhas preocupações.
(17/10/1994)
Só vais conseguir escutar o próximo, se dispuseres a capacidade de silenciar, para te ouvires a ti mesmo.
Poemas são coisas que eu invento, as conto para mim, que são
verdades de muita gente! Ainda vira poesia!
Eu te amo
Gélido como as paredes de um hospital
Vazio como o estômago de um homem faminto
Cinza como a carne de um cadáver
A margem é rasa
Eu te amo
Sem fervura
Sem ansiedade
Ou desespero
- Não é amor
eu não frequento essas festas
nem esses bares
quanto menos
frequento meu próprio espaço
me pergunto aqui
às 3h da manhã
qual é o meu propósito aqui?
sempre acho que to deixando de viver
mas toda vez que ando
por essas ruas à noite
eu vejo que o problema
não é eu, é o lugar
mas toda vez que to em casa sozinho à noite
eu vejo que o problema
sou eu, e não o lugar
acho que só estou perdido
em busca da minha gente
sem rumo
em minha própria mente
a pressa é inimiga da perfeição
a letra fica feia
a palavra tranca na garganta
a minha mão escorrega da tua
então pra que a pressa do amanhã?
se amanhã chegarei
e só estarei?
SAMUEL
Acorde Samuel! abre os olhos e veja tudo ao seu redor. Olhe para as pessoas como elas são, veja-as caminhando e fazendo coisas pelos valores em que acreditam, e tu Samuel, porquê ainda continua a dormir?
Alguns foram famosos por espalhar amor e bondade pelo mundo, derramaram sangue pelo amor e sentaram agora de lado esquerdo no trono e são reis do reino, e tu Samuel, a que lugar pertence?
Observe as diferenças e saiba compreende-las atenciosamente e depois olhe para o horizonte, para ver o nascer do sol, tente descobrir a direção deste mar, para que saibas surfar nestas ondas.
Samuel, viver não significa deixar de olhar para os dois lados desde á direita para a esquerda, antes do comboio passar e existir é uma conquista Samuel.
Muita clareza se rebela e ambas as rotas começam aqui, no presente e apesar destes dois lugares estarem no futuro, nem tudo é inferno.
Preste muita atenção, há quem encontra conforto nas coisas mais simples da vida, como... num abraço matinal, ame as pessoas Samuel, elas carecem do amor faz tempo.
A beleza inerente da vida em constante mudança, convida a humanidade a lutar constantemente pelo inatingível e nem sei a que propósito serviria o paraíso sem tal esforço.
Na ausência de alguma outra existência intencional, o amanhecer não tem valor e sem aspirações, o simples ato de respirar perde o seu significado numa vida desprovida de novas possibilidades.
E na ausência de uma existência significativa, torna o amanhecer desprovido de significado e se as ambições de alguém se revelam infrutíferas, o ato de respirar perde o seu propósito numa vida que carece de novas oportunidades.
Despertar sem outra vida para viver simplesmente, não vale a pena samuel, tentemos não fugir a regra. Não vale a pena acordar se não há mais vida a viver.
Poema de Rosário Bissueque
Samuel
Que a poesia continue a ser um meio de libertação
Não sei não, mais toda vez que olho em seus olhos sinto como já te conhecesse anos atrás, sinto uma Paz incrível dentro de mim, uma coisa diferente, sei que é e seria proibido te amar, mais que eu te acho a poesia mais atraente , com seu jeito diferente vem tocando minha mente.
E faz brota em meu coração esses poemas de adolescente.
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Alexsander Nascimento.
Anchieta, pérola reluzente e rara,
Terra amada, de encantos a deslumbrar,
Cidade bela, de praias abençoadas,
Em tuas areias, a felicidade a habitar.
Ó Santuário de São José de Anchieta,
Devoção e fé em cada passo dado,
Tuas paredes guardam histórias sagradas,
E sustentam nossa esperança, lado a lado.
Porto de cima e porto de baixo,
Duas faces de um destino abraçar,
Nas águas, sonhos se encontram soltos,
No balanço das ondas, a vida a desfrutar.
Ruínas que nos contam do passado,
Testemunhas do tempo que insistiu passar,
Em cada indício, lembranças renovadas,
Resgatando nossa identidade a preservar.
E o Porto do Mandoca, encanto dos sussurros,
Histórias se entrelaçam em cada embarque,
Ricos laços tecidos pelos pescadores,
Entre risos, redes e o mar que não se cansa.
A Casa da Cultura, tesouro resplandecente,
A arte encontra seu lar e se expande,
São vozes, cores e sentimentos ardentes,
Que em cada esquina lembram o porquê se vive.
E os poços dos jesuítas, fontes de mistério,
Águas puras que revelam segredos antigos,
Nas suas profundezas, curas e renascimentos,
Um convite à alma a explorar novos abrigos.
Centro cultural, pulsante e vibrante,
Onde a tradição e a inovação se misturam,
Teatros, exposições, música constante,
A alma se enriquece a cada verso que se firmam.
Nos passeios de barco no rio Benevente,
A jornada se converte em pura poesia,
A fauna e a flora em harmonia latente,
Um bailado em que a natureza se guia.
Falésias de Anchieta, majestosas esculturas,
A natureza esculpiu com a própria mão,
Belezas verticais, singulares figuras,
Testemunhas de um amor em eterna conexão.
E a gente pacífica e hospitaleira,
Que enche Anchieta de sorrisos e acolhimento,
Com amor, arraigados na alma verdadeira,
Transformam cada encontro em puro encantamento.
Anchieta, minha doce inspiração,
Tua essência em versos me faz amar,
Tu és morada de emoção,
E em cada palavra, desejo de sempre voltar.
Olhe para as pessoas como elas são, veja-as caminhando e fazendo coisas pelos valores em que acreditam, e tu Samuel, porquê ainda continua a dormir?
Na ausência de alguma outra existência intencional, o amanhecer não tem valor e sem aspirações, o simples ato de respirar perde o seu significado numa vida desprovida de novas possibilidades.
Tentei escrever sobre você
Nada pareceu suficiente
Parece bobeira escrever sobre você
Tentar expressar o que sinto
Em uma simples folha de papel
Ja Te dediquei Diamonds
E você não percebeu
Te sinto nas coisas simples da vida
No vento
Na praia
No ar
Nos poemas
Tudo me volta a você
Penso em ti na minha vida
Na minha formatura
Você sorrindo me olhando
Orgulhoso pensando
Ela realmente conseguiu
Espero que um dia você me veja
Como eu te vejo
Odeio esse sentimento
Odeio querer te esquecer e não poder
Por que sempre tão difícil?
Sábio é quem sabe respeitar
E vive com sabedoria
Aquele que não julga o outro
E enxerga-nos com empatia
O que alimenta você?
Ver o seu ódio crescer?
Não seja uma mente vazia
A vida já é muito dura
Espalhe luz e amor
Ajude alguém a sorrir
Não compartilhe mais dor
Leia para uma criança
Espalhe bondade e esperança
Seja você um regador
Molhe a semente do bem
Ajude o mundo a pensar
No quanto seria mais leve
Se todos soubessem abraçar
Abraçar todas as diferenças
Respeitando as deficiências
Incentivando o mundo a voar
Espinho
Sou definitivamente o espinho da rosa.
Aquele que machuca,
aquele que enoja.
Alguns, afasto por minha aparência.
Outros, por minhas perfurações.
A realidade é uma só:
Escondo, sob meus espinhos, minha rosa interior.
Não se aproxime ou sairá machucado.
A MULHER
(A C…)
A mulher sem amor é como o inverno,
Como a luz das antélias no deserto,
Como espinheiro de isoladas fragas,
Como das ondas o caminho incerto.
A mulher sem amor é mancenilha
Das ermas plagas sobre o chão crescida,
Basta-lhe à sombra repousar um’hora
Que seu veneno nos corrompe a vida.
De eivado seio no profundo abismo
Paixões repousam num sudário eterno…
Não há canto nem flor, não há perfumes,
A mulher sem amor é como o inverno.
Su’alma é um alaúde desmontado
Onde embalde o cantor procura um hino;
Flor sem aromas, sensitiva morta,
Batel nas ondas a vagar sem tino.
Mas, se um raio do sol tremendo deixa
Do céu nublado a condensada treva,
A mulher amorosa é mais que um anjo,
É um sopro de Deus que tudo eleva!
Como o árabe ardente e sequioso
Que a tenda deixa pela noite escura
E vai no seio de orvalhado lírio
Lamber a medo a divinal frescura,
O poeta a venera no silêncio,
Bebe o pranto celeste que ela chora,
Ouve-lhe os cantos, lhe perfuma a vida…
– A mulher amorosa é como a aurora.
S. Paulo – 1861
