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Lembro-me da frase da minha avó quando criança: 'Cresce para ver'. Hoje, vivencio a rigorosidade da vida, especialmente para as pessoas honestas. É notável como, muitas vezes, a balança parece pender para o lado dos desonestos. Observo que, nos relacionamentos familiares e amorosos, o dinheiro se tornou um alicerce, e o valor das pessoas é frequentemente medido pelo seu nível financeiro. Esta é a dura realidade para muitos que se encontram na média baixa."
Os ricos estão a empurrar a vírgula para a direita, mas a força que os mantêm poderosos é considerada sempre zero à esquerda
Os ditos nobres que hoje vaiam minha vitória, amanhã tornar-se-ão espíritos pobres, uma vergonha para a história
A questão não é ser Direita ou Esquerda, os problemas do Brasil não tem tempo para Politicagem, precisamos nos unirmos para lutarmos por um Brasil com moradia, emprego e renda para TODOS os cidadãos.
Muitos se gabam da fabulosa riqueza acumulada enquanto outros padecem o desespero da fome, uns divertem em iates e ostentam casas de luxo enquanto outros são cobertos de papelão em noites frias, os burgueses reclamam do café da manhã enquanto os pobres procuram pedaços de pão seco deixados no lixo, hipócritas governam para si e suas famílias enquanto a sociedade agoniza em lágrimas de desprezo, gananciosos usam a fé para extorquir pessoas enquanto mulheres são torturadas e crianças abandonadas.
Evoluímos ou regredimos como seres humanos?
A EMPATIA ENFERMA.
Há quem diga que alguns seres se comprazem em cultivar a estima da pobreza, como se nela repousasse um símbolo de virtude ou redenção. Tais observações, lançadas com a frieza das conveniências humanas, soam muitas vezes como sentenças ditas sem alma e, quando atingem o ouvido de quem sente, doem profundamente.
A dor que nasce desse julgamento não é apenas pessoal: é o reflexo da incompreensão coletiva diante das almas que sofrem em silêncio. Enquanto uns observam de longe, outros carregam, nos ombros invisíveis, o peso de mundos interiores dores que não se exibem, mas que educam.
É então que se faz clara a urgência de criarmos núcleos de esclarecimento, não sobre a miséria material, mas sobre o amor ignorado. Esse amor que ainda não aprendeu a ver o outro sem medir-lhe o valor; que não sabe servir sem exigir aplausos; que ainda confunde compaixão com piedade.
Cultuar o amor ignorado é erguer templos de consciência onde antes havia indiferença. É ensinar o coração a compreender antes de julgar, a servir antes de censurar. É abrir, no deserto moral da humanidade, o oásis do entendimento.
Porque o verdadeiro amor aquele que transcende a forma e a posse não necessita de palmas, nem de discursos. Ele apenas é, e em sendo, ilumina.
E talvez seja essa a maior riqueza que possamos distribuir: a de transformar o sofrimento em escola, a crítica em semente, e o silêncio em voz do bem.
Quem dá aos pobres as suas esmolas encontra portas, oportunidades e convites para trabalhar, viajar e estudar com facilidades.
Pobres ricos carnais que falam e possuem muitas propriedades, sem contudo, repartirem com os pobres e famintos dentro da mesma cidade onde moram.
É muito raro um rico e educado manter uma profundidade espiritual, porque não consegue manter sua compaixão para com os pobres, associando a sua obediência ao Senhor nosso Deus.
Os pobres já têm, sem nenhum esforço, os Céus como herança de Deus, porque eles não possuem nada para oferecer ao Senhor.
Havendo algum rico no mundo que dê seu lucro empresarial para os pobres, este é mais rico do que muito empresários e abençoado por Deus.
