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Esse sentimento cinza
Que me alcança formando-me vento
Quando olho para além de mim
Sigo pensando em olhar dessa mesma maneira
Pisando em lugares para além daqui
Mas então pego-me desejando outra vez
Estar tão tão distante ao oscilar-me vira e mexe
Para lugares de falso refúgio, em meus pensamentos
Sou como uma brisa de vento presa em uma gaiola
Ao mesmo tempo que sou livre, sou prisioneira da minha mente
- Sarah Cantuária
A cada dia que se passa, dê os seus passe e passe! Passeie no dia que brinca de tornar-se em tarde, pois antes tarde do que noite!
02/12/2020 as 04:51hs da manhã não estou conseguindo dormir, meus pensamentos se vão longe de mim, não sei se estou acordado ou dormindo, porém meu pensamento não para eles continuam seguindo a frente. Pego pensando em meus problemas do cotidiano, hj tenho 30 anos tenho 2 filhos uma menina e um menino, logo em breve terei mais uma filha, hj estou vivendo um sonho pois hj sou PAI e sou Bombeiro. porém venho enfrentando muitos desafios e dificuldade financeira, preciso tirar habilitação de carro e moto. para facilitar no trabalho voluntário, porém não está nada fácil. tenho um trabalho fixo porém não é registrado, só ganho $1.000 reais por mês. mal da para sustentar minha família, preciso encontrar uma solução rápida ...
QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Silenciou batucada,
Desnudou fantasia.
Comeu toda fanfarra,
Bebeu toda folia.
Não tem mais festa,
Não tem mais devaneios risonhos.
Delírios tristonhos,
Enfados sem sonhos.
Aboliu de vez pandegada,
Alvoroço perdeu vividez.
Alegria pasmou-se amuada,
Estroinice inebriava sensatez.
Arlequim não trebelhou multidão,
Colombina se descoloriu.
Pierrô sucumbiu na solidão;
Alegoria desanimada dormiu.
Não se ouviu mais gargalhada.
Cessou-se toda zombaria;
Felicidade ficava embestada,
Tempo tornava apatia.
Nada mais resta.
Nessa festa tudo agora é real,
Hoje a vida cansou de brincar
De fazer carnaval
COLISEU DE MIM MESMO
Eu não sou o diminuto que lhe pareço.
Tampouco, o excelso que não consegues ver.
Sou a imensa vontade que padece.
Por tantos muitos querer ser.
Digladiação do meu eu.
Coliseu entre todo meu ser.
Feridas na carne que não se abateu.
Cortaduras d'alma se fez transcender.
Fragmentos ficaram espalhados,
Entranhas mais condoídas.
Remendos de boas lembranças,
cisuras de doces feridas.
Dos que fui, ficaram muitos.
Dos que ficaram, poucos eu fui.
E entre meus retalhos entornados pelo vão;
Migalhas insepultas do meu eu.
Pedaços reviventes de multidão.
OS CRIPTÔNIMOS DO SONHO
O sonho é indiferente para os conformados;
Incerto para os indecisos;
Merecido para os determinados;
Vagaroso para os passivos;
Minguado para os exagerados;
Impossível para os pessimistas;
Extenso para os apequenados;
Provável para os otimistas;
Fracionado para os pragmáticos;
Oportuno para os audaciosos;
Prostrado para os apáticos
Justo para os corajosos;
Célere para os temerosos
Distante para os esbaforidos;
Queixoso para os lamuriosos;
Sofreado para os contidos;
Contemplativo para os acomodados;
Esperançoso para os crentes;
Apreensivo para os desconfiados;
Cauteloso para os prudentes;
Imaterial para os racionais;
Sequioso para os insaciáveis;
Estrambólico para os habituais.
Opulento para os miseráveis;
Assíduo para os meticulosos;
Próximo para os precavidos;
Frustrante para os Invejosos
Intuitivo para os Atrevidos
Melindroso para os cansados
Eterno para os apaixonados;
Mas para os loucos...
... O sonho revela-se como um ensaio possível,
para todo o impossível acontecer.
FORMIGUEIRO DE GENTE
Esse mundo parece um formigueiro de gente.
De várias caras falhas,
Uns seres opacos,
outros luzentes.
Tem gente que encanta,
Tem gente que espanta,
Tem gente sem nome,
Sem ventre!
Tem gente que canta,
Tem gente que janta,
Tem gente com fome,
Tem gente!
Gente. Como tem gente!
Parecem todos iguais
Mas se mostram tão diferentes.
Esse mundo parece um formigueiro de gente.
De tipos variados
Uns mais faustosos
Outros carecentes
Tem gente que sente
Tem gente que mente
Tem gente impassível
Tem gente!
Tem gente pacata,
Tem gente que mata,
Tem gente parindo
Mais gente!
Gente. Como tem gente!
Parecem todos normais
Mas se mostram tão diferentes.
Esse mundo parece um formigueiro de gente.
De espécies bem distintas
Uns mais zelosos
Outros negligentes
Tem gente que luta
Tem gente fajuta
Tem gente passiva
Indolente!
Tem gente animada
Tem gente engraçada
Tem gente sem ânimo
Tem gente!
Gente. Como tem gente!
Parecem todos iguais
Mas se mostram tão diferentes.
Esse mundo parece um formigueiro de gente.
De múltiplos sujeitos
Uns mais vigorosos
Outros impotentes
Tem gente coerente
Tem gente imprudente
Tem gente alheada
Indiferente!
Tem gente apressada
Tem gente açodada
Tem gente morosa
Tem gente!
Gente. Como tem gente!
Parecem todos normais
Mas se mostram tão diferentes.
O DALTONISMO DE DRUMMOND
Respeito toda poesia.
De angústia, tristeza e alegria.
E respeito também,
àqueles que dela fez-se o dom.
Mas vendo as pedras no caminho,
fiz-me um belo passarinho,
não descrito por Drummond.
Vasto também é o meu mundo.
De infinitos num só ser.
Mas as vezes me pergunto:
“Quem diabos era Raimundo
e o que Carlos quis dizer?”
A verdadeira beleza do ser não pode ser extraída por meio dos olhos da carne. Porque ela não é visível por meio da aparência, mas por meio de ações.
Acho que todos queremos saber para onde iremos, mas no fim, acabamos terminando onde deveríamos estar.
Digo-lhe seguramente que, tuas ações não podem ser comparadas a de outros e se olhardes a felicidade de um para descobrir qual peso deverá ter a tua, morrerás.
A paz é algo íntimo, portanto, somente sua. Responde ao encontro com o sabor de ser, acima do estar, dentro de si mesmo e para fora.
Procure por uma história linda e não por uma pessoa linda, pois quem te proporcionará as emoções no caminho do amor será seu interior, e não seu exterior.
