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Nós vivemos em prol de uma marca, quer seja positiva ou negativa. Nossas decisões escolherão o legado que iremos deixar. Nosso legado precisa transmitir dignidade e honra ao nosso povo, sem isso, não pode ser considerado um legado.
Uma das coisas mais importantes da vida é o que deixaremos de bom aos nossos descendentes. Há alguns anos venho preocupando-me com o legado que deixarei quando eu tiver que partir. Questiono-me: O que eu posso fazer de útil para a humanidade? O que pode ser feito por de mim para que permaneça para o bem das novas gerações? Aquilo em que acredito, ou o que eu acho que sou, permanecerá quando eu me for para o descanso eterno? Minhas sementes plantadas serão úteis às novas gerações? Meus filhos, netos, bisnetos e tataranetos se lembrarão de mim como um bom homem que deixou a sua marca, ou colocarão meu nome no rol do esquecimento?
Pare por um minuto e tente identificar o legado deixado pelos seus ascendentes. Eles poderiam ter feito algo a mais? E nós, podemos fazer algo a mais pelas nossas gerações?
Suponha que você tenha chegado aos 100 anos de vida e está prestes a soprar as velinhas em comemoração com a família. De um lado a esposa, os filhos e netos. De outro alguns amigos e conhecidos. Você sabe que dali não viverá mais 10, 20 ou 30 anos provavelmente. E naquele momento você pensa no que plantou, no que preparou, no que estará deixando de bom e de como será lembrado quando partir.
Afirmo com toda propriedade que só acredito em uma superstição, ela é imbatível e sempre dá certo quando o assunto é dinheiro. Acredite! A melhor simpatia para ganhar dinheiro é labuta. E muita labuta!
O Brasil é um país extremamente supersticioso, se é um dos maiores do mundo não cabe a eu afirmar. Esse mundo de simpatias é um desconhecido mundo de absurdos.
E por falar em escolhas, quem nunca foi questionado pelas suas? Uns preferem plantar milho, outros, cacau; alguns em saciar o doce da graviola e outros a acidez do cupuaçu.
Escolhemos os caminhos mais difíceis, porque nossos sonhos dependem deles.
A reflexão emoldura-nos caminhos. E existem caminhos que, aparentemente, são para uns seletos grupos pré-escolhidos pelo destino. E que merda de destino é esse, que nutre predileções. Às vezes demora pra entendermos que nesse quesito destino não existe. Triste seria da humanidade se ela fosse um fruto predestinado ao fracasso. Onde estaria a força motriz de nossas escolhas?
É preciso algo a mais para fazer a diferença: nossos gritos de protestos jamais encontrarão refúgio duradouro se não formos antes de tudo pra casa e pensar o nosso país. E pensar é refletir, raciocinar, analisar e concluir pra só depois agir!
Caramba! Como eu achava que com o grito poderíamos mudar o mundo. Até faz uma pequena, mas superficial diferença, mas em suma, temporária.
Quando eu estava no topo do jambeiro tentado tirar o olho da árvore, para que ela não crescesse tanto, ouço a conversa de Pádua com o meu pai, que acabara de voltar de mais uma tentativa de busca por emprego, mas sem sucesso – O que precisamos é de um governo socialista, só assim veremos as mudanças em nosso país.
O que é um governo socialista? Pergunto mais tarde ao seu Pádua, que com uns resmungos tentava explicar, mas como eu não havia entendido nada me retirei. Alguns anos depois eu viria a entender, (...).
Seu Pádua jamais veria Lula e seu socialismo governar o país; morreria um tempo antes. Mas tenho certeza de que jamais estaria satisfeito com o resultado de um governo que caminha para o totalitarismo.
Em minha casa, é claro, o sol cheirava a incenso. O reflexo batia na janela através das folhas do jambeiro. Chegava de mala e cuia com o início da manhã e só se despedia quando todos nos recolhíamos para o banho das seis. Nem quando a chuva garoava ele nos deixava por muito tempo, escondia-se de mansinho, só pra deixar a chuva regar o jambeiro.
No quintal de minha casa tinha o pé de jambeiro. Era imenso! Cresci com ele, até que um dia ele teve que ser cortado para o progresso de nosso lar. A casa seria ampliada e não tinha mais espaço para as árvores que ocupavam, e davam alegria ao nosso quintal. Foi uma infância de lutas, mas que a natureza estava sempre de prontidão para proporcionar momentos de uma infância, modesta, mas feliz.
Vejo aquela cena de filme de terror e tento sair arrastando-me para a canoa. A onça aparentemente não me vê, e saio remando para longe. Após alguns poucos metros de distância, a pintada vira-se e olha-me como um gato de rua que mia ao redor das casas do Educandos, em Manaus, em busca de uma guelra de um simples jaraqui pra saciar a fome. A pintada dá meia volta e embrenha-se mata adentro.
Certo! Alguém por aí já disse que a desgraça dos que não se interessam por política é serem governados pelos que se interessam. E infelizmente, nós próprios somos culpados dessa desenfreada corrupção e desgraça no cenário político brasileiro. (…). Às vezes sinto medo de tolerarmos o intolerável, como os ensinos de importantes, porém complicados teóricos da soberania política, e arregaçar as mangas em protestos nada pacíficos contra essa dita ordem desordenada de um país em regresso.
Já imaginou como seria se o mestre do amor viesse pessoalmente em pleno século XXI para cuidar, em pessoa, dos problemas sociais? Não é difícil concluir que ele buscaria primeiramente os marginalizados, os assassinos, os avarentos e àqueles consumidos por quereres descontrolados. Em vez de julgá-los como a escória da sociedade, ele lhes concederia uma nova oportunidade, acolhendo-os com compaixão e pronunciando palavras de redenção. Pois não há solução mais eficaz para a maldade social do que o amor dedicado aos necessitados, aos que erraram, aos que foram corrompidos pelo sistema e aos que clamam por uma segunda chance.”
Voltando mais acima do texto, lembra-se do que eu disse: é imprescindível que Deus se revele nas coisas mais simples da vida? Não há nenhuma palavra que possa expressar mais plenamente o ideal de Deus que o amor. A falta de amor é o motriz desses males que nos assolam todos os dias. A falta de amor é o maior enxerto da solidão. A falta de amor tem nos deixado à mercê de uma sociedade retraída, problemática.
Nós próprios somos culpados do mal que nos assola, desde manhã ao anoitecer. Mas por que motivo há tantos larápios, assassinos, cobiçosos e maníacos sexuais na sociedade? Infelizmente, não existem manobras prestidigitadoras que resolvam estes problemas sociais. Mas existe um meio eficaz capaz de amenizar o mal. Contudo, depende da nossa vontade. Pois precisa partir de nosso interior.
'Se em algum dia você estiver com raiva, faça boas ações, ajude quem precisa
Essa é a melhor maneira de drenar as
coisas ruins que possam estar dentro
de você e de lavar a sua alma "
Tem dias que são difíceis porque você consegue controlar seus sentimentos, mas não os seus pensamentos.
Vivemos em um país que comporta muitos povos, culturas, nacionalidades diferentes e, em alguns casos, com costumes divergentes. Uma nação de imigrantes que tem como base de moral a cultura cristã.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Nos registros da tradição cristã, consta a história de uma mulher chamada Tecla, que foi fruto ministerial do Apóstolo Paulo. Dizem, de acordo com o apócrifo que circulava entre os cristãos primitivos, que a sua fé a protegia de muitos ataques de animais selvagens e injustiças. Ao ser torturada e quase queimada na estaca devido a sua fé em Cristo, uma nuvem de chuva apareceu para extinguir as chamas, deixando os torturadores estupefatos.
Livro: Servir, o maior dos desafios
