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Eu te amo! Tornou-se tão clichê, superficial, fácil falar e soletrar. Tem se banalizado o sentimento, o amor. Amar é mais, bem mais que um simples: Eu te amo!
Desviei um pouco tarde demais, de repente bateu, bateu forte e meu medo era sentir demais aquela coisinha, palavrinha tão pequena, mas tão intensa e avassaladora. Como é que se chama mesmo? Dor! Isso mesmo!
Hoje acordei desejando o seu olhar, seus beijos, abraços, afagos e noites intermináveis ao seu lado. Aí, vem a realidade e joga um balde de água fria na minha face. Não passou de um desejo, de um sonho, de um devaneio, um delírio, uma loucura íntima.
De vez em quando tudo que ela precisa é de alguém que acelere seu coração, desperte arrepios, calafrios e desejos reprimidos. Alguém que transforme seus dias mornos, sua rotina e seus sonhos fatigadas. Alguém que desperte-a para o prazer que é viver o amor, a vida. Um brinde ao amor!
E sempre que penso em você, me bate uma saudade de tudo que poderia ter sido e não é nem será. Você já não faz mais parte da minha história, nem dos meus dias, mas continuo te amando. É um amor diferente, um amor de quem te deseja nada mais que sorte e felicidade em suas buscas e procuras intermináveis.
Às vezes o amor é maravilhoso, assim, de longe, distante do coração. Não tenho pressa, nem em relação a você, nem em relação ao amor. Aliás, em relação a nada. Se tiver que acontecer, que aconteça naturalmente.
E te via assim, tão fria, vazia, tão superficial, tão longe, até o dia em que tropecei, cai e mergulhei fundo nesse poço que nos separava.
Medo de que!
Medo porque?
O perdão afugenta o medo...
Tudo o que você deseja está do outro lado do medo..!!
..
Pra que prometer o amor, se o que te domina é a amizade? Pra que prometer um castelo, se o teu aconchego é uma cabana? Pra que prometer um buquê, se só lhe resta uma rosa? Pra que prometer uma amizade, se o que te domina é uma passageira consideração? Pra que fazer promessas, se as suas limitações não lhe permite cumprí-las? Já ganhei amores, já em outras primaveras, murcharam-se as rosas. Doutra via sempre fui homogêneo! Promessas me cercaram, palavras me encantaram, porém me tornei um surdo. sempre fui amante do ver e do observa. Outrora tinha ouvido promessas, e as rejeitei! Vivi e aprendi! Observei que quando prometemos, nos auto prendemos em dívidas, onde suas consequências são percas. Aprendi que maior que uma palavra dita é uma atitude tomada. Em um mundo de benevolência escutei, enxerguei, abracei, apalpei, amei... Aprendi a ser forte quando decepcionado. Aprendi a perdoar quando rejeitado, e a amar quando deixado de lado! Enfim, de onde me veio tal repugnância, aprendi a esvaziar o meu arsenal de rejeição e mágoas. Escolhi reserva um jardim, e plantar flores em plena guerra fria dentro dos meus pensamentos. Entre o ver e o falar, optei em calar-me! Cheguei à um estado onde as promessas acabaram e, consequentemente, o meu pranto cessou. Descobri que o tempo passa, as pessoas mudam e, muitas vezes, promessas não passam de simples arvores sem raízes: Logo morrem.
Quem foi que disse que a saudade não matava de verdade
que é só um sentimento
E que se arremata com facilidade
quem foi que disse; quem foi?
Quem foi que disse que este espaço, o opaco, o vazio
a espera, o anseio, sensação devaneio
Se desfaz de modo esguio
Foi eu quem disse que o tempo, a demora, o tormento
iria desaparecer, tal qual o seu rosto,
um rabisco, o esboço ...
Mas não tudo lembra você..
Fui eu quem disse, não foi ?
Muitos disseram que à espera,
Por muito ou bagatela
Se recebe uma resposta, por tão pouco não se amostra
Não se arrisca nem petisca, nem jogo nem aposta
Pra saudade ir embora,
Por minuto ou por hora pra ter você comigo
Pra que perder tempo, cair ao relento
pra tentar esvairar, iludir e enganar
A’este pobre órgão meu, que bate sem parar
me faz agir sem pensar
Justo a causa a distância, sem contato, só lembrança
poder me condicionar,
Fazer o que ...esperar a hora d’avolta, e o tempo de amar..
Garçom! Por favor! Uma dose a mais de risos, abraços, olhares, afagos e amores. Essas coisinhas que de vez em quando embriagam a alma de tanta felicidade. E que prevaleça o amor no fim.
Digo e tenho dito. Digo e repito: Que seja feita a sua vontade. A vontade de Deus! Apenas que seja amor, que seja felicidade, que tenha leveza e brilho no olhar e que nossas vontades coincidam. Aliás, que nossas almas se cruzem numa dessas noites qualquer e que seja doce. Simples assim!
E não existe nada que apague lembranças e memórias, nem o riso mais doce, porque esse resistirá bravamente a essa tênue, frágil e quebrável linha chamada tempo.
E nessa hora finjo um riso, viro comédia, palhaço, penso em coisas doces e leves, qualquer coisa que afaste de mim essa tal nostalgia. Porque sei que é coisa que passa e trespassa. Como dizem por aí: Nada dura para sempre, nem amores e nem dores.
Penso em você como uma estrela, uma pequena estrela, a mais brilhante e púrpura em meio a essa constelação que habita o espaço. Te vejo e sinto radiante e tão cheio de vida aqui dentro. E toda vez que penso em você bate uma saudade. Bate forte e transborda esse rio interior. Alaga tudo e deságua além, bem além desse jardim. E depois da tempestade tudo volta a florir ainda mais lindo e belo.
Que não nos falte coragem, nem força e nem fé para suportar e superar os baques, quedas e dores que a vida nos impõe. Dias nublados. Dias de sol. Dias de luta. Dias de glória. Fé em Deus! Fé na vida!
Sempre haverá outros risos, abraços e amores. E não mudo, não! Serei eu mesma até o fim. Se não deu certo, que venha o próximo, a próxima prova, o próximo número. E não desisto de encontrar o meu número, o meu par, minha outra metade, minha alma gêmea.
É a vida. É a vida. Repito! A vida é assim. É passagem. É passageira. Somos passageiros e passamos despercebidos de vez em quando.
E a vida segue apesar dos pesares. Apesar das dores, apesar dos quase amores. Apenas não se perca. Não perca a fé, nem as forças, nem as esperanças e nem se embruteça a ponto de não mais sentir o amor. Nem perca a capacidade de perdoar, se perdoar, amar, re-amar e remar até o fim sempre. E que esse fim, anteceda sempre um novo início, uma nova história, a continuidade do amor, da vida.
Não existe nada mais gratificante que o amor. A gratuidade do amor. O doar-se sem nada esperar em troca, senão, amor de volta. Que seja amor. Que seja é o que tenho repetido incessantemente.
