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Jogaram a pedra na Geni. Geni era uma idéia de liberdade. Geni era poesia sem maldade. Geni morreu. R.I.P
Das partituras aos corações partidos.
Cada letra de música de um compositor mais antigo reunia desejos, sentimentos e pensamentos de diferentes pensadores. Era como se um só ser canalizasse todo a memória coletiva de uma sociedade. Quando ouvíamos um som conseguíamos ver várias facetas do pensar humano. Desde a alegria até a tristeza. Desde a saudade até a esperança. Desde o vazio até o transbordante. Politicamente foram incontestáveis. A dualidade do fazer ouvir e pensar nos instigava. Nos espelhávamos nos gênios da música popular brasileira e do rock dos anos 80/90 e logicamente havia grande identificação e sinergia. Eram músicas com viés sócio-educacional, cultural e de exploração de várias possibilidades existenciais. Ficávamos fortes ouvindo essas músicas que eram verdadeiros hinos de consciência. Nisso eu insisto. Foi um tempo bom. A boa música e a poesia aliadas à reflexão das letras de antigamente nos elevavam para outros patamares. Infelizmente não se escrevem mais letras como antigamente. Felizmente ainda guardamos no vinil as melhores reflexões poéticas desse Brasil varonil. Algumas podemos encontrar até no youtube. Viva a Música Popular Brasileira. Viva essa gente que escreveu e cantou nossa história. Viva os compositores musicais brasileiros. E fez com que deixássemos de seguir sem lenço e sem documento. Mesmo hoje estando com o coração partido. Afinal, por que não se faz mais tanta música nobre como antigamente?
Perde o voo, perde o emprego
Só não perde o meu amor
Volta logo, chega cedo
Antes do despertador tocar
Antes d'eu ir trabalhar
Chega assim sem avisar
Volta logo pro meu peito
Pro relógio ter sossego
Olha eu aqui
Contando a saudade de novo
E esse sentimento que não dorme
Não prega o olho
E pelo andar da carruagem
O coração já sabe
Já se envolveu, aconteceu
Foi beijo na boca
Amor à queima-roupa
Se olhando nos teus olhos posso muito bem me ver
E perceber, faz parte do meu proceder
Te entender, saber que eu também sou você
Consciência limpa
Tô fazendo a minha parte
Autoridade
A dama que se fez respeitada
Dignidade
Do tipo que entra e sai consagrada
Não tem mais jeito
Vai ter que mostrar respeito
Talvez seja o jeito que eu cheguei no esquema
Absolutamente consciente e plena
Pode me ver passar, vai respeitar
O meu poder
Vai ter que aturar que esse é
O proceder
O canto dos pássaros de madrugada
Seriam mesmo
cantos de pássaros?
Talvez não passem de gritos
gritos de desespero
Súplicas para que apaguem as luzes
dos postes
de outdoors
dos faróis dos carros
da casa do insone
de festa
da melopeia.
Súplicas para que até as luzes
das estrelas
sejam absorvidas
pelas folhas das árvores
sobre seus ninhos.
e que seus sussurros
possam ser ouvidos.
seu cântico fica para a tarde –
e que então durmam
até o clarear dos primeiros
raios de sol
20.09.2018
Quero estar ao seu lado e ser condecorado com o seu sorriso, ouvindo a sua voz suave em mix com meu grave louco e sem juízo.
Aferindo a temperatura enquanto o amor borbulha esquivando o stress, plugado visto seu amasso e corro pro abraço se estou moro less. Você me levanta!
Seu carinho, seu beijo, seu cheiro e o seu jeito criança, são os meus versos, amor verdadeiro da nossa Infância.
Refletem várias gerações, superam a moda chiclete, mensagens em suas canções que o tempo não às envelhece.
Sorriso raro, cruel, verdadeiro. Início de muitos debates. O silêncio, sozinho em dois travesseiros.
Me deparei com uma cena de filme, onde escapei da cilada, mas era cena real, mas uma vida foi desperdiçada.
