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POEMA DA VIDA
Poetas nascem nas decepções, poetas nascem nos amores, poetas nascem nas páginas de grandes livros, poetas nascem nas páginas de pequenos livros, poetas nascem na noite, poetas nascem nas madrugadas.
Poetas nascem no fundo do ônibus, poetas nascem em um dia nublado, poetas nascem no banco de trás do carro, poetas nascem no sofá, poetas nascem no bloco de notas, poetas nascem na sala de aula, poetas nascem em todo lugar.
Todos fadados ao mesmo destino, fadados a mesma rotina tediante, fadados ao romance da solidão. Todos viverão de eterna melancolia, mas nunca morrerão infelizes.
— O que é a vida?
— Não sei...
— O que é a vida?
— O que? Eu não sei...
— O que é a vida?
— ...
— O que é a vida?
— Fatalidade. É dor. É a constante encontro e desencontro! De coisa, pessoas, almas... É apenas injusta e ponto. Tem essa beleza nas pequenas e menores coisas, mas é brutal com todo o resto.
[...]
— Por que?
— Por que o que?
— Por que tanta tristeza? A vida pode ser boa...
— É... tenho certeza que pode. Mas até agora, sinto muito, mas é tudo que eu tenho. Tudo que eu sinto.
— Você poderia ter mentido.
— É o que eu tenho feito minha vida toda. “Você tá bem?” “Claro.” Eu respondo com um sorriso de canto de boca murcho e amarelado “Só preciso descansar, sabe.”
[...]
— Eu prometo que da próxima vez é eu vou conseguir. Só fiquei um pouco enrolado dessa vez. Mas você sabe que o papai te ama né?
— Tudo bem papai, não se preocupa.
— Desculpa não ter te chamado, é que você nunca vem mesmo! A gente achou que você não ia se importar.
— Ah, não, tudo bem. Eu tô bem, não se preocupa.
— E suas irmãs? Como elas estão?
— Elas... faleceram. Já faz um ano. Mas agora eu tô bem, sério, não se preocupa.
[...]
— Oi meninas... vocês podem me ouvir daí? Vocês estão tão longe... Como é aí? Entre as estrelas... Daqui parece gelado e quieto. Meu quarto está assim ultimamente. E minha mente também. Quando eu me sinto assim... eu só deito no chão, fecho meus olhos e espero passar. Funcionou por um tempo.
Mas o problema com essa técnica é que agora eu me sinto assim em todo lugar, todo tempo. Se eu começar a deitar na rua, as pessoas vão achar que eu sou doida.
Agora quando eu deito no chão e fecho meus olhos, eu espero não abri-los de novo.
[...]
— Que tipo de Deus iria tirar elas e me deixar aqui? Por que eu? Por que elas? Eu odeio aqui! Tudo é uma bagunça! Tudo é tão alto, e rude, e.... Você deveria ter me levado. Elas merecem mais do que eu. Todo mundo nessa Terra merece mais do que eu sou. Mais do que posso ser.
— Para de falar besteira! Você é uma ingrata. Mimada. Tô cansada de ouvir você reclamar de como a sua é ruim e como você odeia tudo. Tô cansada dessa melancolia e tristeza! Você nunca vai ser feliz e quer que todo mundo fique nesse buraco com você! Você não quer me feliz. Eu sinto muito, mas eu quero acreditar que a minha vida é muito além do que ter que me preocupar com você.
— ...
[...]
— Por favor... só... por favor alguém se preocupe.
CANSADO DE POESIA
Não rimo, não sou de combinar o fim das palavras, meu lance está no comover através delas, expressar por meio da mistura de palavras difíceis, os sentimentos de angústia e aflição que escondo. A poesia é entediante, é infantil, não há como criar uma poesia sem que ela se pareça com uma cantiga ou uma música brega dos anos 90.
Não, isso com certeza não é pra mim ! Eu prefiro dizer: "Mil estrelas caberiam em teus olhos, se você os enxergasse com a profundidade que eu os admiro", do que dizer: "Em seus olhinhos, mil estrelas caberão, se com carinho, olhares com a profundidade que olho usando meu coração". É muito meloso, muito melódico, nada melancólico, me dá uns nervos.
Afinal o que é uma poesia ? Qual a diferença entre poema e poesia ? É mais fácil citar suas semelhanças. Em ambos temos sentimento, em ambos nos identificamos, em ambos aplicamos nossa raiva, dor, amor, tristeza. Acho que a diferença está na demonstração, não me vejo expressando com verdade o sentimento que sinto através de rimas, talvez eu só seja chato demais.
Escrever o que se sente,
sentir o que se escreve.
Palavras...são apenas palavras;
jogadas ao vento... sem direção.
Talvez lidas, talvez não lidas...
Que importância tem nisso?
Se me entendesse, saberia.
Sentimentos dispersos,
nas palavras que escrevo.
Chuva de pensamentos;
escorrendo pelas terras da indiferença;
acumulando-se no lago da insegurança;
atrofiadas na existência deste ser.
Uma doce ilusão sonhadora.
Este é o mundo que enxergo;
que pertenço, sem pertencer.
Minhas palavras...
nunca serão compreendidas.
Meus sentimentos...
jamais serão correspondidos.
Que beleza existe na melancolia?
Sinfonia da tristeza;
solidão exacerbada;
o descrever sentimental.
Melancolia Prematura
De liberdade em liberdade
Vi nossas conversas vagando
Os assuntos inacabados se acabando
E a sinergia de antes ja não acontece mais.
De conversas em conversas
Vi poucas gargalhadas.
O nosso "adeus" ninguem mais fala.
E aquele "fica mais um pouco" não acontece mais.
Músicas que tocavam em nossa playlist
Tocam melodias tristes
E os hacordes
Ja não nos servem mais.
E até a minha poesia apaixonada
Que não mais em mim paira
Mas para para me ouvir falar
Oque ja não acontece mais.
@Eu_jaum01
@Devaneios_Meu5
Não há mais espaço pra melancolia, pra perda ou sofrimento. A gente sofre clandestinamente, sem se sentir legitimado a sentir tal dor.
NOSTALGIA.
Tarde nebulosa com previsão de chuva forte, ouço uma canção e observo as ruas vazias e chego a pensar que apenas eu sinto essa nostalgia. As horas horas passam tão rápido quanto os meus pensamentos que ao embalo da canção buscam encontrar você.
Na melancolia da minha imaginação, encontro destino para os sonhos não realizados,caminhos desencontrados,amores passados e tomo uma decisão:continuarei aqui de mãos dada com a nostalgia.
Sob os olhos de candura
Deita-se em resplendor.
Canta em melancolia
Versos de saudade.
Que há de ser do amanhã
Quando o horizonte chegar
Sem ninguém ao lado
Para tudo se compartilhar?
MUITOS HOSTILIZAM SUA EXCELÊNCIA - O RENATO RUSSO - POR MOSTRAR E DESMASCARAR EM SUAS MÚSICAS A REAL ESSÊNCIA DO SER HUMANO, REBAIXANDO-O AO SEU DEVIDO LUGAR NO UNIVERSO.
As pessoas parecem muito manipuladoras e cruéis. Prefiro estar sozinho no meu canto. Assim, evito mágoas e decepções.
Eu choro de tristeza profunda, pois hoje me dei conta que realizei meu pior medo. Mas a tristeza é pelo fato de não ter medo mais daquilo que temia, pois em certo sentido era oque me ajudava a manter uma certa sanidade. Sem tal medo, não pertenço mais a mim, e talvez me lanço no abismo e não mais volto.
Agora, quando já era tarde demais e as lojas da vida estavam fechadas, ele lamentava não ter comprado certo livro que sempre desejara, não ter jamais passado por um terremoto, um incêndio ou um desastre de trem; não ter visto jamais o Tatsienlu no Tibet, nem ter ouvido nunca as gralhas azuis parlando em salgueiros chineses; não ter jamais falado com aquela colegial errante, de olhos impudicos, que encontrou, certo dia, numa clareira solitária; não ter rido da anedota contada por uma mulher tímida e feia, quando ninguém riu na sala; ter perdido trens, alusões e oportunidades; não ter dado a moeda que tinha no bolso para aquele velho violinista de rua, que tocava tremulamente para si mesmo, certo dia gelado, numa cidade esquecida.
‘Um dia eu também vou morrer.’ Acontece com você, não? Ódio do mundo, que muito alegremente continuará sem você. Uma sensação básica de que todas as coisas do mundo são bagatelas, fantasmagorias comparadas à sua agonia mortal, e portanto à sua vida, pois, como você mesmo diz, a vida em si é a agonia antes da morte.
REDES SOCIAIS - REDES ESPIRITUAIS
Na verdade, amamos e odiamos a rede simultaneamente, mas acima de tudo somos viciados nela, assim como somos viciados em todo grande drama.
Dentro do seu mundo dos sonhos e sob a rede, seu maior desejo é expresso.
Sob a rede, você pode viver o seu sonho - você pode voar, dançar, chorar, sofrer e, acima de tudo, amar.
E, no entanto, seu amor dentro da rede é um amor profundamente limitado, um amor que nunca escapa dos limites de suas próprias ilusões. Sob a rede, você se apaixona ou se desapaixona - de qualquer forma, você permanece vítima de suas projeções, expectativas e, inevitavelmente, de suas decepções.
Às vezes, você afunda na melancolia e toda a sua força vital parece parar - sua própria respiração fica mais fraca.
Em outras ocasiões, você voa em uma mudança repentina de humor e seu coração bate mais rápido e sua respiração enche seu peito a ponto de estourar.
Isso é o que acreditamos ser a liberdade.
Entre os extremos, as melodias dão lugar às cadências; mudanças de tempo dão lugar a frases, notas, trinados, pausas e todo tipo de sentimento concebível.
O que você quer de mim? O que quer saber? Não me pergunte, não seja deselegante. Apenas olhe sem me ofender com seu olhar; analise, tire conclusões. O que eu sou, quem eu sou ou o que eu fui vai estar escrito em meus braços. Mas não me critique, nem me olhe com os olhos físicos, e sim com os olhos do coração. Minhas marcas são minha história, com suas efêmeras alegrias e seus profundos oceanos de dor e lágrimas. Minhas cicatrizes são meus ferimentos de batalha, elas são a prova de que eu fui valente e venci... Venci o monstro dentro de mim mesmo, que me sugava e tentava me dilacerar. Todo o tempo, dia e noite; na solidão de dias ensolarados e na tristeza de noites sombrias e repletas de sombras rastejantes.
Sou prosa... sou poesia
No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança.
Sufocada por nova crise.
Dormindo feito criança.
Ora tempestade… ora calmaria.
Às vezes sou chuva tensa… chuva densa.
Às vezes sou sereno o mais sereno.
Sou alegria.
Sou melancolia,
Ora sou paz total.
Ora, guerra mortal.
Sou prosa… sou poesia.
Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…
Um Relato Melancólico da Fragilidade Humana
Hoje, entre os soluços contidos e os suspiros profundos, sinto a tristeza tomar conta de cada fibra do meu ser. O dia, habitualmente repleto de luz e cores, parece mergulhado em um manto cinzento e opaco. As nuvens se aglomeram no céu, como se quisessem refletir o turbilhão de emoções que se desenrola dentro de mim.
Desculpe-me, mundo, por não conseguir erguer o sorriso que costumeiramente adornava meu rosto. Não é por falta de tentativa, mas sim pela imensa dificuldade em vislumbrar a beleza da vida neste momento. Às vezes, a força parece escorrer por entre os dedos, e a fragilidade humana se faz presente de forma inegável.
Lembro-me das palavras sábias de uma canção que ecoa em minha mente: "Moço, ninguém é de ferro." Somos seres moldados pela imperfeição, destinados a falhar e a cair. E é justamente nesses momentos de queda que percebemos nossa humanidade mais visceral, nossa capacidade de errar e de aprender com nossos equívocos.
Então, hoje, permito-me cair. Deixo-me envolver pela tristeza e pela melancolia, compreendendo que, mesmo nas sombras mais densas, há espaço para a luz da esperança brilhar. Pois é na aceitação da nossa fragilidade que encontramos a verdadeira força para seguir em frente, rumo aos horizontes que aguardam para serem descobertos.
CHUVA (soneto)
Chove lá fora. O meu peito também chora
São suspiros de velhos e eternos pesares
Da alma que desapegando quer ir embora
Uma tristura que diviso, repleta de azares
Chove... Que agonia se percebe de outrora
Ah! Quem falou pro agrado voar pelos ares
Em preces de ira, com o chicote e a espora
Deixando as venturas laçadas pelos alares...
Chove lá fora. Minh’alma também aflora
E eu sinto o que o cerrado também sente
O pingo quente, e abafada a aflição afora
E esta tal melancolia que no temporal uiva
Tão impiedoso e ruidosa, que vorazmente
Tem a sensação: - choro! E chove chuva!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Eu sou cheio de memorias de velhos paraísos e de melancolias que torcem minha alma com uma infeliz frequência.
Essência do ser
Cada segundo que se passa
Me aproximo do inevitável
O que antes me assustava
Hoje nem me estressa mais
Quero ter a sensação
De finalizar minha vida
Me aproximar do fim
Relaxar no seio da morte
A cada segundo que se passa
Eu ganho mais coragem
Para me esfaquear
Tudo em prol do fim
Mas eu penso naqueles ao meu redor
Me fazendo questionar
Morrer ou não morrer
Sinto o carmesim do meu corpo
Querer extrapolar de dentro
E honestamente nem ligo mais
Só quero o fim desse inferno pessoal
Ah se eu tivesse uma varinha de condão , transformaria toda dor em amor , só pra dor fazer amor e o amor fazer mais dor.
