Tag loucura
As pessoas te cobram para ser "normal"... Como se "normal" fosse uma roupa de vestir. Talvez seja, você veste e cala a humanidade, enquanto, dentro de você, os gritos te ensurdecem.
“A perda de um grande amor pode levar a loucura; pois quando se perde e não enlouquece, é que não era amor, era paixão."
“Com as influências do mundo, pensei que a sabedoria era ser louco; mas depois percebi que ser louco era vergonhoso".
Eu posso até frequentar o inferno, mas eu não consigo frequentar sem perceber e denunciar coisas que acontecem por lá. Talvez o inferno devesse mudar, ou talvez eu devesse parar de frequentar o inferno. Sei lá... pelo menos para eu não enlouquecer.
Às vezes eu fujo de mim. Me escondo.
Às vezes parece necessidade. Sair daqui e ir pra lá.
Vir de lá pra cá.
Não quero ir pra lugar algum, e nem quero ficar.
Que maluquice.
Das tentações, a mais sombria delas transveste-se de amor. Sob tal efeito, do amor, somos levados ao suicídio, ao vício, ao feminicídio, aos rompantes de loucuras. E um tanto pior, que essa tentação nunca assume seu crime. Dizem: "Era tudo, menos amor. Quem ama não faz isso." ...
Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.
Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.
Páginas amarelas
Amareladas,enegrecidas
Cores parafinadas das velas
Jazidas no tempo, esquecidas
Um escrito documento no tempo parado
Estabilizado pela fagulha do cosmo intempestiva
Borbulhando constante agitado
As cordas velhas da antiga festiva!
E escreves por aquele antigo pecado
Lamentável erro do passado
De quem fora o vilão responsável
Pelo castigo indecifrável
Eu,louco das ruas poeta
A afogar-me em distante loucura
Com alma bastante inquieta
Deitado nos braços da nobre figura!
"Qual a diferença entre 'loucura' e 'sanidade'? 'Loucura' é o ato ensandecido desaprovado em meios sociais e, 'sanidade', é a loucura aceita..."
"Por vezes precisamos enlouquecer por alguns instantes para não enlouquecermos de vez. Quem não abre brechas para algumas pequenas loucuras enlouquece por excesso de sanidade".
Distração
Eu observo a pintura dela em outros quadros, vejo o seu rosto em outras pessoas e até temo olhar-me no espelho com a impressão de que ela aparecerá ali. Me distraia. Me perturbe. Me enlouqueça.
Calmamente recapitulo as nossas conversas e, no silêncio noturno, enlouqueço um pouco mais por você.
Letrados sem leituras fazem parte da loucura de leituras sem lisura, na cultura de "iletrados" com postura.
