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ESCOMBRO MACHO
"O ancoradouro dos meus compassos
Me tensiona em polivalentes verdades
Com reticências gravitacionais.
Não amanheço sem o escombro macho que me nivela
Por querer pavimentar a ab-rupção
De trovas e pernoites contundentes.
Vagueio em meus albertinhos,
Premedito o escólio da humanidade,
Singularizo a ganância de ver enumerações leais
Do que distancio em meus guardeamentos.
Agudo o penhor da traça retinta
Que clama por conhecer o saibro de que me rogo
Em estandartes de pontualidade."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
Contato Leal
o seu sorriso me fez encantar
e o nosso acaso de caso sem nos notar
e vc atoa só para dançar
e mostro que fui feito para amar
O seu corpo todo a me desejar
o seu olhar me come com um jantar
seu nego estava a lhe esperar
e em sua vida eu tive que entrar
O seu sorriso aprumava as suas belas feias
planando nos meus olhos num passo leal
que me preparavam para sua ceia
e acordo vendo sua fome num passado real.
Você com a lealdade registrada exagera demais
fez bagunça na realidade desse pobre rapaz
transportou o seu passado me tirando a paz
que só fui atracar em seu cais
Acabou com o seu antigo rapaz
por ele cansar de ser seu capataz
só fui te mostrar como se faz
vc me mostrou que não era capaz
enxergue que eu não trago a mesma dor
acabou com todo o nosso fervor
te largo como quem larga um apontador
e vou embora com a sua dor
“ A vida entristece para se regenerar
O aprendizado cessa e o ignorante morre
Como uma flor sem água e sem ilumina/sol Para se respirar,
É que o “ignorio” transbordou-se
É que da vivencia sutil se fez a morar
Seus olhos simples, simplesmente olhou
E a vida escorreu pelas mãos
E a única essência que conheceu sem conhecer
Foi das valas profundas
A morte de velas acesas
Que ao se apagar ex querido foi.”
" Ó Cais, que ao anoitecer brinda
Que ao porto silencioso escuta-se
Trás o aroma do mar e a serenidade em maresia
Som de concha aos rasos, dos mais belos fios de cabelo
Me trás a sina, e o reflexo da lua ilumina
Marca com o tempo, que é curto
Momento imóvel surreal
O passado logo existe
Sua presença que não dissolve."
Folhas Paraliticas
Pensamento segue nômade
“Pensar? Penso logo existo, imagino
Fugindo desse labirinto abismado me sinto limpo
Existo? Sim, e sem destino, crio.
Deixo me tomar esse nômade raciocínio
Fugindo? Não, mas em pensamentos jamais ficarei adormecido
É que a minha selva florestal se concretizou em pedras
E essa areia e agua misturada tapou o verde da natura e o seus extintos
Os horizontes já não se ver, é que as grandes casas trancou-se a chaves
Cortou-se as raízes daquelas árvores,
E o pranto dos pássaros sem habitat logo me atormenta
É que eu fiquei sem trena pra medir tamanho estrago que o homem faz.
Penso, logo, fujo sem olhar pra trás
É que esse labirinto amargurado em pedras me entristece demais.” 2008
O abandono do cão, de raça
Era uma vez um cão, de raça, que tinha um dono, um homem sem muita educação e sofisticação, que dentro de suas limitações o tratava bem. Este cão, mesmo não tendo tudo o que julgava merecer era feliz ao lado de seu humilde dono, até que um dia, sem esperar, o cão, de raça, foi abandonado. Ele vagou durante meses sem entender o motivo de seu abandono, sempre espreitando um local onde seu antigo dono freqüentava para observar o que acontecia (o cão o conhecia bem, e sabia que de discreto, ele não tinha nada). O cão, de raça, descobriu que seu antigo dono agora criava um pequeno vira-lata que combinava com o jeito brega do homem, mas ele não entendia porque foi preterido, já que era tão bonito, leal, inteligente e tinha “n” motivos que o tornavam especial... porque o homem o trocou por um outro animal “inferior”?
Pobre cão, de raça!
Ele passou a odiar aquele pequeno vira lata que ele nem conhecia, mas que achava ter sido culpado pelo seu abandono. Começou a espreitá-lo também, e viu que o pequeno animal vivia deslumbrado com o que para ele era uma vida luxuosa, que talvez nunca tinha sonhado viver um dia, agradecendo ao “Deus dos cães” e espalhando aos quatro cantos o quanto era feliz.
Pobre vira lata?!?
O cão, de raça, percebeu então que o abandono não foi uma experiência tão negativa... ele sentia que merecia mais, porém, estava acostumado com o que seu antigo dono lhe proporcionava, achando que aquele era seu destino. Hoje ele continua por aí e não vive sempre feliz, mas é feliz sempre que vive novas experiências, conhece novos lugares e amigos e principalmente, quando sonha em encontrar o “dono” perfeito, aquele que reconheça o quão valioso ele é, que seja leal e íntegro (mesmo que isso nunca aconteça), diferente de seu antigo dono.
E o pequeno vira lata? Não se sabe se ele encontrou o seu lugar no mundo, ou se terá seu tapete puxado por outro vira lata, cão, de raça, ou pelo seu próprio dono, de percepção limitada, desonesto e desleal.
Um amor verdadeiro, nasce da certeza de que não está amando, até que o tempo adoça as palavras, sussurra no ouvido e faz nascer da ilusão um amor indestrutível, leal e verdadeiro.
Quando a amizade continua pelas costas,
quando alguém te defende de graça por saber quem você é,
isso é LEALDADE!
"As palavras seguem sua sina
cada dia construindo mais capítulos,
de histórias inesquecíveis
nos livros das vidas".
Cheguei e te vi tão quieto...sem palavras...
rodeado de pessoas...mas te percebi triste...
parecia oprimido dentro de si...
Depois de um tempo se aproximou
e entendi que seria algo diferente...
o que faltava para você...era o mesmo que faltava para mim
Finalmente percebi que nos encontramos
e precisávamos um do outro...
como um resgate de cada um de nós dentro de si
Hoje te chamo "amigo" na forma mais completa e leal que qualquer ser humano deseja...
e muitas vezes nem imagina como é forte e único este sentimento que é libertador e eterno!
Seja leal aos seus ideais, mantenha sua essência e nunca perca o controle. Se seus ideais colocam seu controle em risco, talvez tenha que abrir mão de alguns de seus ideais. Quando passamos a depender de um ciclo, a ideia de rompê-lo pode ser assustadora. Mas, às vezes, quando rompemos esse ciclo descobrimos uma coisa melhor, uma coisa inesperada, uma coisa que talvez nunca ousamos sonhar que fosse possível. Descobrimos a paz!
"Existe um determinado momento
em que se percebe,
que a vida não passa
de lembranças armazenadas,
em um cenário sempre atual".
