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A busca pela audiência é importante, mas o Jornalismo só cumpre sua função quando mobiliza a sociedade de alguma forma. Aplicando a ética e a moral.
A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida.
Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.
Quando vocês ouvirem jornalistas dizendo "Nós somos putas", não acreditem. Isso é tentativa de usurpar a boa reputação das mães deles.
Jornalistas não podem servir a dois senhores. Na medida em que assumem a tarefa de suprimir informações ou morder a língua em prol de alguma agenda política, estão traindo a confiança do público e corrompendo sua própria profissão.
A arte de praticar o jornalismo especializado é fragmentar as notícias segmentadas e separá-las de acordo com os gêneros.
Quando algum cérebro mutilado das sutilezas da inteligência tenta compor uma ironia, o resultado é um coice debochado que, ironicamente, revela o asno por trás da rude ferradura.
Muitos na mídia agem como se a decência fosse uma violação da Primeira Emenda.
O jornalismo é uma vitrine, que transmite a informação as pessoas passam, olham, comentam e divulgam.
Se não ler as notícias é desinformado. Se as ler é mal informado.
Se eu tivesse escrito toda a verdade que eu soube durante os últimos dez anos, cerca de 600 pessoas - incluindo eu - estariam apodrecendo em prisões do Rio até Seattle até hoje. Verdade absoluta é uma comodidade muito rara e perigosa no contexto do jornalismo profissional.
"A corrupção, no Brasil, sempre existiu, não é isso exclusividade do PT. Não é de hoje que famílias inteiras, gerações completas e continuas (de trambiqueiros), vem enriquecendo às custas do dinheiro público, acumulando verdadeiras fortunas, quantias milionárias, provenientes de roubo político. A única diferença é que agora vemos o que quase nunca 'ninguém via'."
