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Meu sertão
Quando no sertão cai a chuva rega as plantações
Quem cedo madruga colhe emoções
Na varanda tomo um café e fumo um cigarro
Enquanto observo a brisa embaçar os vidros do meu carro
Escuto o canto dos pássaros no pé de goiabeira, e as cigarras melodicas no pé de serigueira
Quando no sertão chega a seca racha os solos e seca as águas
E as enxadas ja não cultivam mãos calejadas
Na varanda, descontente substituí os cafés por aguardente
E a brisa fresca pelo sol quente
No pasto seco vejo as vacas magras
E no terreiro urubus famintos devoram uma carcaça de cabra
Quando no sertão cai a chuva rega a emoção
Quem cedo madruga colhe a plantação
Poeminha de Chegada
Venha de carro, ônibus, de barco
Venha a pé
Venha de qualquer jeito
Seja como for
Mas venha
Venha sempre e quando quiser.
13:25 Se um carro está à venda e o anúncio diz: 'SEM ENTRADA', quer dizer que tal carro não possui portas?
Flores
Se um dia me encontrares nas bancas
cheirando o perfume das flores
não ache que estou louco, ou coisa e tal...
estou apenas matando a saudade de você...
Eu penso em ser rico, ser bem sucedido, ter uma linda mulher, uma criança em casa. Mas hoje em dia o mundo está
muito perigoso, não da pra ter tudo isso. Então só me restou
os sonhos.
A vida é um carro cheio de sonhos onde a dedicação é o combustivel, você é o piloto e Deus é o instrutor
Não basta ser pai! Tem que dar mesada, liberar o carro, emprestar suas camisas, gravatas e blá blá blá...
Nem a roupa de marca que ele usava, nem os bens que possuía, nem o conforto do seu lar, nem o carro 0 Km, nem a alimentação farta e selecionada, e nem o dinheiro que tinha depositado no banco, não foram capazes de elevar a sua alma e dignificá-la a ponto de morar no céu.
O que fazes na igreja de Deus com a bíblia na mão? Seja no altar ou sentado no último banco, saiba que Deus não tem sobrinhos, netos ou parente$. Muito menos precisa de teus recursos. Ele tem filhos e filhas e D'Ele são todas as coisas.
Deus vê o coração e os teus frutos não me enganam.
E pra que não fique nas minhas palavras, abra a sua bíblia, se é que tens uma e leia LUCAS 16:19-31... Não vou ficar alimentando hipócritas e mascarados.
"... E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado e foi para o inferno..." Lucas 16:22-23
Se digo que amo a Cristo me dizem que sou fanático, se digo que ouço moda de viola dizem que sou mundano e ainda caipira, se faço poesias sou muito meloso, se falo com mulheres sou mulherengo, se falo com homens sou "homo", se compro carro novo estou roubando, se não tenho carro sou pobre, se gosto de velocidade sou irresponsável, se ando devagar sou lerdo, se mando flores sou rústico, se não mando sou frio, se gosto do campo sou matuto, se fico na cidade fico estressado, se quero ficar sozinho sou antissocial, se estou com a galera sou bagunceiro, se trabalho muito sou problemático, se não trabalho sou vagabundo.....quantas palavras acharia aqui hein mas acho que consigo chegar no ponto. SER MODERADO!
"O carro é uma família" frase que cresci ouvindo de um grande sábio meu finado PAI, e mais uma vez ele estava certo, realmente (família)carro não é pra qualquer um, precisamos ter aqueles cuidado diário, precisamos (alimentar) abastecer, (hidratar) por água aditivo óleo, precisamos cuidar para que ele nos proteja, precisamos ter sintonia para que possamos seguir o melhor caminho para que ninguém sofra danos , o carro se torna uma arma um cúmplice,um amigo e as vezes até um inimigo, pode nos proporcionar momentos felizes ou tristes e por fim boas e más recordações ...e tudo tem um começo, meio e fim ...por falta ou por bastante dinheiro ou por ambição nos desfazemos de um sonho ,ou começamos a sonhar mais alto mas sem se preocupar no preço se estamos disposto ou não a pagar...
A gente ainda trata a educação, formação profissional, como se fosse abastecer o carro com um tanque de combustível uma vez na vida. Você vai parar um período determinado da sua vida, por 4 ou 5 anos, vai abastecer o seu conteúdo intelectual ali dentro e você vai rodar o resto da sua carreira profissional com aquilo que você aprendeu. Isso funcionava há sessenta anos atrás (...) Hoje em dia não tem como você fazer isso.
Pra que carro? Pergunto-lhe. Visto que nasci com duas pernas, no máximo posso pedalar. Não existe meio de transporte melhor do que aquele que temos a liberdade de fantasiar.
Estou te dizendo, o governo tem um carro que funciona à base de água, cara. Eles só não querem que a gente saiba porque, assim, compraríamos toda a água.
(Steven Hyde)
O berro do bueiro
Aquele som estranho dos carros bêbados
descendo a rua acelerados
e eu ali parado
vendo o movimento da madrugada
fria e dura a me espreitar.
E todo aquele ensurdecedor silêncio no ar
e o barulho dos cães latindo sem propósito
e dos galos cantando fora de hora,
enquanto os passos mudos de alguém vira a esquina em sinfônia randômica
e a orquestra da vida noturna aleatória rege o caminhar cuidadoso dos gatos
a espreita dos ratos
e dos ratos a espreita das sobras e restos
nos ralos e bueiros sujos e cinzas da avenida meu Universo.
Na calçada, esperando o caminhão da coleta passar na segunda,
o monte de lixo amontoado na esquina,
sendo revirado por todo mundo -
(cachorro, gato, rato, cavalo, gente...).
Naquela hora, a neblina que baixa sobre a rua
e encobre o plano, aumentando o drama e criando o suspense que nos comove.
Ao fundo, o som dos aviões na pista do aeroporto
aquecendo as turbinas e os motores para a próxima viagem.
De repente o rasgo abrupto
do sopro e do grito afoito
ecoando imaginação afora
e fazendo firulas no ar escuro da madrugada,
o estrondo no céu parecendo trovão
e o deslocamento massivo de ar
que canta melódico sua fúria, enquanto surfa pelo vácuo do éter febril do firmamento.
Isso encanta, mas também assusta.
De repente alguém que grita
e a multidão na praça se alvoroça
e volta a ficar muda e bêbada
e cega e suja e dura e pálida
e surda e débil e bêbada.
E o susto repentino na fala de alguém que reclama alto
e foge rápido, sem destino,
só corre por causa do risco imensurável que impõe-lhe o medo.
Sozinhos, a essa hora, todos estão em alerta por medo do que não se vê:
- O rato corre do gato
- O vento corre no vácuo incerto como o susto do medo
do vazio que traz desassossego
e do incerto que ninguém quer pagar pra ver.
Enquanto dorme o bairro só eu estou acordado...
Olhando para o tempo em silêncio,
para o vazio a minha frente,
auscutando meu coração acelerado,
tomando o último trago,
fumando o penúltimo cigarro
e assistindo de camarote a chegada triunfal do sol, antes do fim.
Seta da vida
Cerrei a porta do carro. Acomodado no banco percebo o movimento do tempo. Naquele instante eu despedia de mim os ruídos que estavam a minha volta, e almejava construir uma concentração. As provas de ruas da autoescola são enganosas. Provocam apenas ilusões de que o acontecido desacontece na realidade. A cena foi trágica: errei a seta. Naquele momento o corpo de minha continuidade humana estava sangrado. No vazio enorme daquele carro com duas pessoas me observando senti uma ausência de humanidade daqueles que me examinavam. Do carro, eu era o corpo, o examinador, a voz.
Aquela curta distância percorrida entre um quarteirão e outro era revelador. Era a reprovação. Não consegui a minha liberdade por causa da seta do carro, mas continuo dando certo as setas da minha vida.
Imagino-me no carro de sonhos,
enquanto um beija-flor te contempla,
oh! inimitável Sulamita,
mestra em dança de Maanaim.
Tuas sandálias,
Oh! filha do príncipe,
espelham os meneios de teus quadris.
Teu umbigo, oh! menina-moça do vale dourado,
é taça em que não falta bebida.
Sumo e cheiro de rosas em cio.
O Ronco do motor dá largada à corrida de adrenalina pelo corpo. Sem freio, acelerando a cada bombeada de gasolina, a velocidade sanguínea aumenta provocando uma combustão de prazer.
