Tag caos
O mundo se torna perigoso ao olhar dos derrotados que estavam promovendo o caos e não mais terão espaços para transviar a sociedade.
Sou um caos ambulante sem destino, ando pelos cantos e camas, tropeçando em sentimentos e histórias, não posso enxergar, tocar e sentir o sabor, mas me permita viver mais um minuto ao seu lado, porque esse pequeno momento é familiar e me faz sentir em casa.
Tenho gratidão até pelo caos que já se passou na minha vida, porque só depois que passei por ele é que pude ter o prazer de ter a minha bela história de superação.
A filosofia do caos, também inspirada na teoria do caos, é um campo que estuda sistemas complexos e dinâmicos, que podem parecer aleatórios ou imprevisíveis, mas que ainda têm padrões e estruturas subjacentes, monitoradas.
Vamos supor se fôssemos apenas ratos de laboratório observados por um ser sádico que não se importa com a sua criação. Sair da existência resolveria o erro de termos existido? Não, não podemos mudar o passado. Sendo assim, vamos buscar viver da melhor maneira possível. A vida simplesmente é como é. A única Justiça é a criada por nós mesmos. Seja o Além-homem de sua vida e não espere a ajuda dos céus, pois se esperar muito, a única coisa que virá de cima será um míssil. Então viva e faça acontecer!
A ORDEM
Seja forte, não importa quantas vezes o caos
Sustenha a alegria, não importa
vezes quantas o caos
Compartilhe e ampare com a sua coragem,
Não importa quantas vezes o caos
Nasceu entre espinhos, sem direito a flor,
A infância marcada por sombras de dor.
Silêncios forçados, medo sem cor,
Crescia calada, sem mostrar o clamor.
O mundo era duro, as feridas sem fim,
Mas ela aprendeu a lutar por si.
Nos olhos, guardava o que não pôde dizer,
E na alma, um desejo imenso de viver.
Passou por abismos, cruzou vendavais,
Superou o peso de antigos ais.
Transformou o escuro em lição, não em cruz,
Fez da dor cicatriz, não um cárcere sem luz.
Hoje caminha de cabeça erguida,
Com passos de força, é dona da vida.
A vitória é dela, a honra também,
Sem buscar lamentos, sem olhar além.
Não há mais correntes, não há mais prisão,
Ela escreve sua história com o próprio coração.
E em cada vitória, um sorriso a brilhar,
Uma mulher que soube, enfim, se libertar.
Não adianta procurar a paz lá fora, se o caos dentro de ti permanece.
A tranquilidade que procuras é aquela que precisas construir.
Se perder —
através
do que se olha,
para se encontrar
no que se sente.
Apreciar...
contemplar...
experienciar...
A existência
do belo,
mesmo em meio —
ao caos.
Percepção de que
todas as pessoas,
buscam sua fração
de um todo repartido.
A mensagem
deixada por
cada uma delas
ao longo do seu
caminhar —
é uma expressão
do que se sente.
Seria —
simplesmente
uma maneira
calculada
de tentar sentir?
Ou ainda,
puramente impensado
sem nenhuma —
reflexão/expressão de si,
mas ato calculado
pra gerar caos?
De todo jeito: expressa!
Escancara
a necessidade
de se ouvir ou —
ser ouvido.
O excesso de passado, a pressa do futuro e a impossibilidade no presente, não podem aniquilar a Fé e nem eliminar a Esperança...
Creia, pois até o Paraíso foi criado através do Caos!
Caminhos de esperanças
No caminho da esperança amarela
Simplicidades, verdes de incertezas
Monstros, cáritas, sombras de dúvidas
Avalanches, credos, carmas, sentenças
Questão de não entender ou desentender
Ausência do desejo do caótico controle
Do saber, pelo fluido cósmico, livre ou leve.
Vibrando ao leu, entre o tempo e o espaço.
O mistério acena, acendendo alquimia
Uma força fractal, vibração para dentro
Altar sagrado voltado ao centro íntimo
Sol Crístico, vívido, ancestral, uma luz
Dos trovões, impávidos, os delírios poéticos
Relâmpagos em versos bravios e proféticos
Lamentos de quem jamais viveu ou existiu
Altares desfigurados, entre luzes sombras
Janelas vazias, mosteiros de um Cosmo
Portas escancaradas, os gargalos do caos
Ventos que não movem os espirais sutis
Auréolas obscurecidas, sem luz ou ânima
Crepúsculos de almas que se encolheram
Crateras de estrelas, de lumes, de almas
Ausências de poemas, rigidez de darmas
Ancestrais feridos que não se fundaram
Pedro Alexandre
