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Quando perdemos controle sobre nossos sentimentos e não sabemos quem somos, nossa vida parece uma carroça sendo puxada por três cavalos, e cada qual para uma direção diferente.
Toda ação agressiva é uma manifestação sintomática acionada pelo desequilíbrio emocional do próprio agressor.
Não anule suas conquistas!
Depois que você entrar no caminho do autoconhecimento, não anule suas conquistas anteriores, afinal, foram elas que trouxeram você até aqui.
Invés de anular uma conquista importante em sua vida, pergunte-se como você poderá utilizá-la nesse novo caminho.
Tem coisas que vão doer e te tirar o chão.
E não tem outro jeito!
O problema não é sofrer e sim querer viver sem dor, não tolerar um vazio, não saber lidar com as frustrações, perdas, incertezas, rejeições e por aí vai.
É não aceitar o inevitável lado avesso da vida e das emoções.
Quando aceitamos a dor, ela atravessa a gente e sabe o que acontece?
Ela PASSA e tudo se ajeita.
O silêncio faz parte da cura. É o início da transformação integral do ser. Não só esvaziar para o novo, mas também como ponte de equilíbrio, harmonia e lucidez.
Nos reconecta com quem somos. Sintoniza-nos com a parte divina esquecida dentro de nós.
O destino não é determinado, podemos mudá-lo e é isso o que as pessoas mais querem, por outro lado, é o que mais as assombra.
Você sabia?
Pessoas espiritualizadas continuam sendo pessoas.
Pessoas espiritualizadas sentem tristeza.
Pessoas espiritualizadas sentem raiva.
Pessoas espiritualizadas se frustram.
Pessoas espiritualizadas optam em fazer X ou Y.
Pessoas espiritualizadas cantam o que quiserem.
Pessoas espiritualizadas bebem.
Pessoas espiritualizadas dançam.
Pessoas espiritualizadas se relacionam.
Pessoas espiritualizadas erram.
É preciso parar de colocar pessoas espiritualizadas no pedestal, ou na cruz.
Pessoas espiritualizadas estão apenas buscando um caminho que faça mais sentido.
Pessoas espiritualizadas podem ser pessoas que não pertecem a nenhuma religião ou dogma, mas que buscam a espiritualidade em todas as coisas que ELEVAM.
E ainda sim, continuam sendo pessoas.
Se fossem evoluídas 100%, não estariam neste plano.
Continua no seu Caminho praticando o bem, a reforma íntima e lembre-se que você é passível de qualquer coisa que um ser humano é. Apenas aprenda a lidar com o que te acontece e a filtrar o que fazer.
A presença da dúvida em nossos dias se torna um professor que nos cobra a construção da sabedoria com os tijolos do conhecimento.
A dor é um convite para a mudança. O sofrimento, o processo de cura - em muitos caso, a negação. E aceitar não é concordar: é trazer lucidez para passos firmes, de uma fé sempre pró-ativa.
As pessoas são exatamente o que elas precisam ser para em algum momento deixar de ser o que não são, portanto, elas nunca são o problema, mas a nossa arrogância em pensar que sabemos exatamente quem somos. Sem a admissão da ignorância sobre si próprio, falar sobre tolerância não passa de mero fetiche do ego.
Esquecer o meu passado
É abandonar um pedaço de mim
Pois como vou saber quem sou
Se eu sempre apago tudo
Só porque aconteceu algo ruim?
Um outro tempo, mas a mesma essência, reconquistada, revisitada, resgatada. Percorremos o mundo inteiro até escolher olhar para dentro do nosso ser.
Há tempo para estar longe afim de sobreviver e reconstruir o sentimento real do amor, imaterial, que enlaça quem nos acrescenta em qualquer época e espaço.
A dificuldade encontra o tempo da nossa vida em que mais necessitamos aprender do que desfrutar. Sem esse período, simplesmente não há circunstâncias evolutivas para o nosso ser.
A verdadeira liberdade vem de dentro para fora, e não o contrário.
Somos livres à medida que nos permitimos ser quem realmente somos. Enquanto tentarmos ser perfeitos, viveremos em servidão.
O puro conhecimento intelectual nunca trará plena liberdade. Não basta conhecer todas as defesas, as dores e os desejos humanos, se esse conhecimento não fluir para o coração. É preciso sentir e vivenciar cada novo conhecimento a esse respeito. Somente quando o mental se colocar a serviço do emocional é que nos sentiremos verdadeiramente livres e satisfeitos com nós mesmos e com a vida.
Somente na exposição da sua vulnerabilidade é que uma relação se aprofunda. Não há verdadeiro aprofundamento nos relacionamentos sem que haja antes um real aprofundamento em si mesmo.
Viver um pouco a cada dia além da matéria dá a chance de restabelecer a serenidade e harmonia do ser, de forma a integrar corpo a alma na inigualável experiência aqui na Terra.
O vento da vida leva o necessário. O que ficou continua ferramenta útil para nos tornarmos, através das nossas escolhas, ainda mais leves, carregando a sutileza do essencial.
A permanência do estado de fé e serenidade que raramente alcançamos, é algo que leva mais do que tempo: exige renúncia, a prática integral do desapego, material e imaterial.
Que todas as dores sejam sementes férteis no solo prometido do eu. Partículas transformadoras do que partiu sem que ainda fossemos capazes de aceitar e entender.
Minha dor é parte do remédio necessário diante da atual evolução do meu ser. Poderei ser amado, amparado, receber toda compaixão, mas o tratamento é exclusivamente meu.
