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O mestre é aquele que já venceu o desafio da montanha e descobriu o segredo para uma jornada segura e transformadora.
Fez dessa experiência uma oportunidade para conversar com calma e transmitir o bem. Todos os anos enfrenta a montanha com um dos seus discípulo! E nessa caminhada, tem a oportunidade de mudar o seu coração e retornar para casa como um bravo guerreiro Hosho.
Em breve minha missão estará cumprida e poderei descansar nas montanhas e conversar pela última vez com o mestre Tengu.
O tempo levará minha vida, mas meu legado reinará absoluto no coração das sentinelas.
Vivo apenas o que mereço viver.
Assim como o mar devolve seus cadáveres a praia, o universo devolverá a seu tempo todos os males por nós praticados.
Seu verdadeiro destino somente será revelado quando transpor às circunstâncias das escolhas passadas.
Meu desejo era permanecer,
Mas a partida era o meu destino.
O guerreiro ninja sempre cumpre seu dever,
E, silencioso, volta para as sombras.
Ao compreender o vazio revivi a história da minha vida. Abandonei o que estava na frente e o quê deixei para atrás e, segui livre sem coração.
O que ensino lhe protegerá e guiará por toda escalada. Mas saiba que o topo da montanha é um lugar vazio.
As circunstâncias não me deram opção e pela manhã nascerá o mestre. Pensativo... Calado... e isento de qualquer tipo de orgulho.
O Ninjutsu só deve ser utilizado para sobrevivência e proteção. Não utilize os caminhos do Ninpo para méritos pessoais ou incitar a guerra.
DESABAFO...
Não é de hoje que circula a ideia de que artista plástico não trabalha, vive de hobby. Mal sabem o auê que é produzir arte, o auê que é colocar a arte pra circular e por fim o auê que é vender. Até porque na cabeça dessas pessoas o artista não paga conta, vive de brisa. Tenho observado a maneira desrespeitosa que muitas pessoas lidam com o trabalho do artista, tanto a dar palpites estéreis, quanto a (ir) responsabilidade, a falta de compromisso. Viver financeiramente da arte é complicado por vários motivos e um deles é esse comportamento decepcionante por parte dessa mesma gente. É tão cruel essa ideia que, se você não consegue se "aprumar", a culpa é sua que não é bom o suficiente. O mais incrível é ver artista nessa banda... No meio artístico tem muita injustiça? Sim, tem! No meio artístico tem um querendo passar a perna no outro? Sim, tem! E retenção de informação? Também! Cansou? Cansei! Mas não desisto nunca, por isso continuo minha caminhada, na certeza de que estou dando o meu melhor, que não importa o que façam ou falem, o caminho é meu, escolhido por mim, o caminho que acredito ser possível viver num mundo tão cruel e desumano. E, o mais importante, porque a arte, para mim, é uma maneira de rezar. Afinal, todos temos limites e cada um com sua "Construção" servindo de atalho para seguir em frente.
Ah, leiam "A construção" de Kafka.
Reciclagem como potência de vida no mundo e nas relações.
Pensando em como poderia diminuir os materiais que seriam jogados fora, resolvi pegar madeira em locais específicos. Lidar com esse tipo de material dá mais trabalho, mas é muito gratificante ver a arte pronta num suporte que foi ou seria descartado. Isso me levou a refletir sobre como lidamos com nossas relações com as pessoas e com o mundo no qual estamos inseridos. Estamos na era da tecnologia, o que dá a praticidade de resolvermos muitas coisas num clique. Porém, sabemos que nem tudo pode ou deve ser resolvido dessa maneira. A madeira foi arrancada de suas terras para nos servir em nossas vidas domésticas e profissionais, nada mais justo que darmos cuidado, carinho, vida nova e beleza a essa maravilha. Quando a madeira chega aqui, ela é limpa, tratada com produtos, lixada, limpa novamente, passa por aplicação de base acrílica e só então a pintura. Vê-se que a arte acontece desde a limpeza. Há um intervalo de tempo entre essas ações. Perceberam o cuidado? As relações se dão da mesma maneira, é preciso tempo para compreensão, cuidado, criatividade e amor. Não adianta, a forma como nos relacionamos com as coisas, diz muito sobre nós e, principalmente, em como nos comportamos diante daquilo que "não nos serve mais".
