Tag amor
És-me adorno para os dedos que se lançam sobre tua pele desejosos do sabor que tens ao leve toque. Meus dedos desconhecem perfume mais inebriante que o teu. Matam e morrem por descansar o tato sobre teu rosto.
O que procuro tem nome, sobrenome, endereço e telefone. Provavelmente alguma conta em banco e em redes sociais também. O problema é que todas essas informações eu ainda desconheço.
Despedi-me de ti, mas não de mim. Despedi-me do que fomos, mas não do que sou. Despedi-me do teu abraço, mas não do meu calor. Despedi-me do teu olhar, mas não da minha luz. Despedi-me do teu sorriso, mas não da minha alegria.
Despedi-me de ti, mas não da vida. Despedi-me do que passou, mas não do que virá. Despedi-me do teu beijo, mas não do meu desejo. Despedi-me do teu corpo, mas não da minha pele. Despedi-me do teu amor, mas não do meu amor-próprio.
Não me perguntes por que sorrio sem parar.
Não é por falta de dor, mas por excesso de amor.
Não temo mais a calmaria que me abraça,
A alegria que me contagia,
A euforia que me liberta.
Não me perguntes por que voo sem destino.
Não é por falta de cuidado, mas por excesso de ousadia.
Não me prendo mais ao chão que me limita,
Ao vento que me empurra,
À pressa que me atropela.
Não me perguntes por que vivo com cor.
Não é por falta de desafio, mas por excesso de sonho.
Não perco mais a luz que me ilumina,
A fé que me fortalece,
A esperança que me move.
Sou agora uma flor esquecida, maltratada pelo destino,
Prometeste-me o mundo, mas entregaste-me apenas o desatino.
Tua alma vagueia em outras paragens,
Enquanto a minha se afunda em tristes naufrágios.
E tudo voltou a ser como era. A tempestade cessou, o rio se acalmou. E o que sobrou? Nada sobrou. Nada antes havia. Nada depois ficou.
Se um dia você sentir minha falta,
se ouvir meu nome em algum lugar,
lembre-se:
eu estive lá,
mais perto de você do que você jamais estará de mim.
E, mesmo assim,
você escolheu partir.
Não se ache, tenha certeza! Seja você, se garanta. Seja a primeira a se admirar, se amar, valorizar e querer bem. Caso contrário ninguém o fará.
Para uma mãe não existe um filho(a) preferido(a), e sim momentos evolutivos diferentes para ambos. E esses momentos conduzem todos a novos ciclos, tanto distanciam como aproximam uns dos outros.
O verdadeiro amor respeita (não concorda com) suas escolhas.
Rejeite qualquer manifestação que contradiga isso, advinda de
quem quer que seja.
Feliz mesmo é poder olhar para os céus
e contemplar teu olhar.
Embriagar-se de amor e, ainda assim,
continuar sóbrio.
Ame como se de amor tu foste, deseje como se tua essência dependesse disto, mas jamais se curve ao que lhe foi negado.
Há muito confundimos o amor com a posse, este gera um misto de segurança e dor se correspondido ou não, aquele gera paz.
