Tag amor
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
SÓ EU SEİ O QUE FOİ
(Eliza Yaman)
Calei-me na noite, sem dizer o teu nome,
Deixaste um rastro, como um vendaval
Meu coração ainda te busca ao longe
Entreguei-te a vida, num gesto final.
Só eu sei o que foi aquele instante
Um tempo suspenso num único olhar
Tu passaste e eu fiquei errante
Guardei o amor sem poder revelar
Se um dia voltares, meus olhos dirão
O que os meus lábios não sabem dizer:
Tu és a saudade e metade ilusão
Meu tempo perdido, meu padecer
Farei as preces com a alma que suspira,
Como quem sabe estar fadada ao fim
Ao som delirante das notas da lira
Hei de chorar meu amargo fim.
“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores
“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”
Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores
Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:
“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”
Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).
Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.
É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?
Ainda estou na esperança,
de te reencontrar e não te ver
sumindo,
sentindo uma dor que esmaga meu coração.
Te vendo indo embora
no entardecer, com as cores do sol em aquarela,
a rua estava repleta de histórias,
mas meus olhos só enxergavam a sua,
e depois só veio á noite, e a rua vazia.
E foi assim que sempre
você passou e soube ser,
longe, encantador e sempre me fazendo
ficar parado esquecendo do tempo, do vento,
e do que mais estava ao meu redor,
me alimentando com um pouco de esperança,
cintilando no céu, um pouco de incerteza,
mistério e beleza.
Como eu vou saber se uma mulher gosta de mim ou não?, Eu já acreditei tantas vezes em algo que julguei ser "amor",mas eu apenas fui uma piada.Algumas pessoas não nascem com o dom pra amar,eu acredito que nasce com o dom de nunca ser amado
🎶 Amor, Paz, Gratidão – Letra Completa
[Verso 1]
Eu acredito num futuro melhor,
Deixo de lado tudo o que é pior.
Nossa vida vai brilhar, vai fluir,
É o direito de amar, de sorrir.
Gratidão, paz, só energia boa,
Sente essa batida que te leva à toa.
Diz sim, sim, pro amor no coração,
Hoje é tempo de festa e vibração.
[Refrão]
Amor Paz gratidão,
Bate palmas, sente o chão.
Amor paz gratidão,
Meu corpo todo entra em ação.
Amor paz gratidão,
Bate palmas, sente o chão.
Amor, paz, gratidão,
Todos juntos entram em ação.
[Verso 2]
Eu creio no amor de verdade,
Que floresça em toda cidade.
Paixão que contagia no olhar,
Essa vibe ninguém vai parar.
Gratidão, paz, só energia boa,
Sente essa batida que te leva à toa.
Diz sim, sim, sinto o amor no coração,
Hoje é tempo de festa e vibração.
[Refrão Final]
Amor paz gratidão,
Bate palmas, sente o chão.
Amor paz gratidão,
Meu corpo todo entra em ação.
Amor paz gratidão,
Bate palmas, sente o chão.
Amor, paz, gratidão,
Meu amor no coro vai cair em ação.
01-09-25
Quando a Alma Insiste
Amores que não cabem no calendário,
ferem a boca da hora, dilatam o dia.
Despedidas, mas não o esquecimento,
porque o vivido se agarra à pele como lume.
E eu sigo, mesmo dividido, mesmo nu,
com o coração latejando no vão da garganta.
Coragem? Talvez. Ou apenas o delírio
de caminhar enquanto a alma insiste em ficar.
O amor se apresenta na falta de algo. Já que não somos capazes de amar verdadeiramente algo que possuímos, vivemos em um constante vazio, que só pode ser preenchido por algo irreal e inalcançavel, que acabamos por buscar a vida toda, muitos morrem a espera de algo melhor, já outros não querem morrer pois entenderam que amar algo vai muito além do sentimento e memórias.
Uma pessoa que muitos taxam de antiquada, sabe amar de verdade!
Já uma pessoa "moderna" te trata como um pedaço de carne!
O amor é fumo aceso em ventos suspirantes;
Se satisfeito, brilha – um fogo entre os amantes;
Negado, vira um mar de tormentoso pranto.
E o que mais é o amor? Discreta insanidade;
É fel que engasga o peito e é doce amenidade.
Desejos
Faz em mim o que ninguém fez,
Tira de mim o que me corrói,
Afoga a saudade,
Devolve-me a paz perdida em ti.
Busco tua boca, teu corpo,
Perdido entre desejo e lembrança,
Entre o que fomos e o que ficou.
Ontem eu olhei nos seus olhos e perguntei se me amou realmente, vc olhou para mim e disse: eu te amei e te amo, só não sei demonstrar. Isso acabou comigo.
Saber que eu demonstrava, amava, cuidava e dava carinho para uma pessoa que não sabia me demonstrar o que sentia por mim. Então desisti ali, ali vc morreu para mim, e te disse que, se não soubesse me demonstrar amor, deveria se retirar da minha vida, mesmo sabendo que te amo, e às vezes te odeio por saber e lembrar disso, então se retire, por favor...
Vontade de você
Se o amor promete a felicidade
Teu corpo anseia a vontade
Vontade de te ver plena
Em sua maneira serena
De esperar pelo momento
Onde os desejos se encontram
Perdidos no infinito
Olhares se buscam em movimentos
Que só reafirmam este instante
Sincero, ardente e tão bonito
Como é cruel e doce a espera
O pensar em você aumenta a saudade
Sugere paixão e o coração acelera
Batidas fortes , amor de verdade
Busco sua silhueta em minha mente
Entre tantas imagens de nós
Encontro uma da gente
Onde desfrutamos o prazer a sós
O éter permeia o que não conseguimos conter
Somos apenas eu e você no universo
Uma música suave e a eternidade
Querer ser teu e tê-la traduzida em um verso
Na apoteose da viagem tenho você de verdade
Me perco admirando suas curvas
No prazer de tocar sua pele
Arrepios percorrem nossos corpos
É amor , vontade de ir logo
Mas ao mesmo tempo não ir
Encostado em seu corpo
Sinto o pulsar do desejo em nós
Bocas se unem e selam o compromisso
Do querer sermos um só
Não é mais possível conter
Somos inundados de fluidos mornos
Sabemos que já não é mais possível conter
Nos tornamos um só
Em movimentos aflitos e aos poucos
Olhos nos olhos, bocas murmuram
Palavras sem pensar
O vai e vem do atrito de nossa pele
Arrepios de prazer , gemidos, êxtase
A explosão nos alcança
Não há mais o que dizer
Nossos corpos molhados
Deslizam frenética e depois suavemente
O silêncio e o respirar ofegante
Entregam a felicidade
Diminuem a saudade
E aplacam temporariamente vontade
Vontade de parar o relógio
De fechar os olhos
E continuar pra sempre este instante
Eternizar a calma do depois
E morar dentro deste sentir
Adormecer em silêncio
sonhar em ter você muitas vezes depois
E nunca esquecer da verdadeira vontade
De te amar , todos os dias
Até sempre.
Lá no fundo, bem no fundo, sabemos que a outra pessoa não nos ama. Ainda assim insistimos em algo que, no íntimo, reconhecemos que não dará certo. Sabemos que virá a frustração, mas escolhemos permanecer e sentir a dor de não ter escutado a voz interior que já nos alertava.
Como te direi quem eu sou, se nem eu o sei?
Não por falta de atitude, eu já tentei.
Me disseram para buscar a plenitude, mas o que encontrei?
Descobri que o conceito de plenitude é vago, uma indecência.
Somos parte, metade, somos vapor, essência...
Como saberei quem sou de verdade?
Se alguém que sabe me ler, ainda não encontrei?
Hoje eu senti sua falta.
Coisa que nem era pra acontecer.
Não era dia, nem hora, nem devia mais doer.
Mas doeu.
E quando a saudade vem fora de hora, ela vem mais forte.
Ela vem sem pedir licença, sem batida na porta, sem atenuante.
Ela atravessa.
Me destoei da realidade no primeiro instante em que te vi.
Foi como ouvir uma canção que nunca ouvi antes,
mas saber de cor cada acorde, cada pausa, cada suspiro entre versos.
Minha garganta secou.
Meus olhos marejaram.
A voz ficou trêmula, como se minha própria alma não soubesse como continuar.
E eu, que sempre me orgulhei de ser frio,
derreti até virar vapor.
Evaporei diante de você.
E ninguém percebeu.
Talvez nem você.
Mas ali eu já não era mais eu.
Foram momentos diferentes.
Distantes do mundo, do tempo, da lógica.
Coisas que nunca, nunca, haviam passado pela minha cabeça.
Mas passaram por dentro de mim.
E deixaram um rastro, um sulco, um incêndio.
De repente, me vi atônito.
Um homem diante do espelho de si mesmo,
vendo um reflexo que desejava coisas demais.
Coisas que não podia.
Coisas que não devia.
Mas que, ainda assim, desejava.
Desejei você como se desejar não fosse pecado.
Como se a vida tivesse me concedido uma trégua.
Como se o mundo todo ficasse em silêncio só pra ouvir o que eu sentia.
Mas agora… agora eu sinto sua falta.
E não é aquela falta romântica de cinema.
É ausência que pesa no corpo.
É silêncio onde antes havia riso.
É falta de cor, de cheiro, de som.
A distância entre a gente é gritante.
Ela tem o som das músicas que não ouvimos juntos.
Tem o eco das conversas que não tivemos.
Dos beijos que pararam no quase.
Dos domingos que viraram segunda-feira cedo demais.
A rua que levava até você virou mão única.
E eu sigo nela, mesmo sabendo que você não está mais no caminho.
Mesmo sabendo que não há retorno,
nem acostamento,
nem refúgio.
Só essa estrada reta, fria,
com seus silêncios e placas dizendo:
"Siga em frente"
Como se fosse possível.
Mas a verdade é que você ficou.
Ficou em mim.
Feito cheiro de chuva em terra seca.
Feito palavra nunca dita.
Feito carta nunca enviada.
Feito amor que chegou tarde demais.
E mesmo que o mundo me empurre pra longe,
mesmo que o tempo me arraste por outros corpos,
outras ruas, outras camas,
vai ter sempre esse lugar dentro de mim
onde você mora sem saber.
E talvez…
talvez isso seja amor.
Ou talvez seja só mais uma das formas bonitas
que a dor encontrou pra me fazer companhia.
