Suficiente
A melhor justiça não é aquela que conhece menos o ser humano, mas aquela que o conhece suficientemente para julgá-lo com cautela.
A autoridade pública precisa de poder suficiente para governar e de limites suficientes para não dominar.
A Constituição deve possuir estabilidade suficiente para sobreviver e flexibilidade suficiente para não fossilizar.
A eficiência econômica não é critério suficiente para definir aquilo que uma sociedade deve considerar justo.
A intolerância nasce quando alguém acredita possuir autoridade suficiente para negar ao outro sua humanidade.
O pluralismo não exige apenas multiplicidade de vozes, mas diversidade suficiente de caminhos para que essas vozes possam ser encontradas.
O método científico começa onde a autoridade deixa de ser suficiente; o agnosticismo começa onde a pretensão de certeza ultrapassa a evidência.
A certeza humana é frequentemente apenas uma dúvida que adquiriu memória suficiente para parecer antiga.
O esclarecimento começa quando a autoridade deixa de ser argumento suficiente para uma consciência que aprendeu a perguntar.
Viver talvez não seja derrotar o absurdo, mas recusá-lo como argumento suficiente para desistir da existência.
Experiência é o nome que damos aos nossos erros depois que eles envelhecem o suficiente para parecer sabedoria.
A sabedoria não consiste em acumular certezas, mas em possuir coragem suficiente para submetê-las ao interrogatório da razão.
Conhecer o bem sem praticá-lo é possuir uma verdade que ainda não adquiriu força suficiente para transformar o caráter.
Pensar verdadeiramente não significa fugir da contradição, mas ter inteligência suficiente para descobrir o que ela revela sobre a realidade que pretendíamos compreender.
A ciência avança quando a razão interroga a natureza com método suficiente para descobrir seus padrões e humildade suficiente para corrigir as próprias conclusões.
