Suficiente
Quem evolui o suficiente entende que pode semear a luz em outros mundos, assim como um dia a recebeu, e depois partir para deixar que floresçam sozinhos?
Não exija tanto do outro na vida, às vezes a pessoa não tem o suficiente de si nem para si mesmo, não exija do outro a versão que mais te agrada, isso é cruel, deixe o outro ser ele mesmo.
Apenas ajuste a posição dele na sua vida.
Às vezes não se trata de vc ser forte o suficiente pra tentar mais uma vez. E sim de ter coragem o suficiente pra desistir do que vc vê que não vale a pena!
Por que ninguém escuta meus gritos? Será que não estou sofrendo o suficiente? Será que já não basta tudo o que passei na minha vida? Entendi agora: não consigo gritar nem para uma pessoa à minha frente, imagina para várias. Acho que é por isso que nunca saio desse poço.
Dizer que as pessoas morrem de fome em um mundo que produz alimento suficiente para alimentar a todos é mentira. A verdade é que as pessoas são assassinas de fome.
Se você não se valoriza o suficiente para acreditar no teu potencial, nos teus sonhos e na tua capacidade de realizá-los. Se você não é forte o suficiente para aguentar o peso do julgamento alheio. Se você não impõe respeito, não define seus limites não espere que outras pessoas façam isso por você.
O segredo da vida é trabalhar o suficiente até poder aproveitar daquilo que o dinheiro não pode comprar.
A certeza das descobertas no caminho é a motivação necessária e suficiente para resignificação de cada passo.
Se era uma vez não foi suficiente para dar certo, vai adiante e faça outras vezes. Só lembrando de não cometer os mesmos erros.
Na Superfície do Ser
William Contraponto
Vivemos tempos em que a superfície parece suficiente. Alguns permanecem nela por alienação: distraídos, anestesiados pelo cotidiano, pelos hábitos repetidos, pelo brilho falso das conveniências sociais. Seus olhos não enxergam além do espelho que lhes é oferecido; caminham sobre o mundo como quem atravessa um lago congelado, sem perceber a profundidade das águas abaixo.
Outros permanecem na superfície por escolha — ou melhor, para alienar. Criam ilusões, distorcem verdades, constroem muros de banalidade que escondem o abismo da realidade. Manipulam, distraem, desorientam. Mantêm os outros na superfície para preservar seu próprio conforto, sua própria sensação de controle, sua própria fuga do que é essencial.
Entre os que se deixam levar e os que conduzem, há a fratura do pensamento: a consciência, quando desperta, percebe o vão que separa a vida plena da vida aparente. E é nesse vão que reside a urgência do questionamento — da busca por profundidade, da recusa em aceitar o mundo tal como nos é apresentado.
Viver é decidir entre ser superfície ou mergulhar. Mas talvez o maior risco seja descobrir que, mesmo mergulhando, a superfície nunca desaparece: ela nos observa, sempre pronta a nos chamar de volta.
