Sucesso na Vida
A vida sem você é mais triste.
Meus dias tornaram-se noites,
As noites em dias.
Fui real, verdadeiro me abri demais,
E te perdi,perdi quando deveria te encontrar.
Agora vivo a sonhar, sonhar contigo estar,
Por Lisboa a caminhar e em fotos posar,
Mais com você gostaria de estar,
Só mais uma vez, ao invés de deixar,
O tempo passar e minha Vida levar,
Para algum lugar não sei, só sei que com,
Você gostei de cada minuto que te fez
Sorrir nas fotos que tirei,
para você levar e guarda para sempre
Onde eu queria estar.
Não quero a superficialidade de uma vida metódica demais. Prefiro a mudança; essa sim me permite coisas novas.
O caboclo e o rio.
O meu pai é caboclo,
Caboclo eu também sou
Amazonas é minha vida
O meu caso de amor.
Esse rio é minha estrada
Que me leva pra lá e pra cá
Em suas águas barrentas
Eu preciso navegar.
Dele eu tiro o meu sustento
E sigo a dança da vida
Conforme o seu movimento.
Na vazante ou na enchente,
O majestoso Amazonas
Comanda a vida da gente.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
"Devemos ser argumentos de Deus em cada momentos da vida,sejam elas nas alegrias ou nas adversidades."
Durante muito tempo em minha vida,
eu fui grito,
mas aprendi a usar o não dito,
o não falar,
o não precisar gritar.
Eu aprendi que não dizer
fala bem mais
que uma, duas, três palavras e meia, ditas ou escritas.
O silêncio é a extensão da fala,
e não perde nada quem também cala.
Nildinha Freitas
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Epílogo
Ponderei, afinal, que a vida é um cemitério; e nós vivemos num enterro.
O ser humano não busca perdão, busca afirmação.
Não deseja habitar o céu; ambiciona possuí-lo.
Enquanto monologava, percebi que o diabo habita a terra, e o interior dos próprios homens. Não há outra via de salvar a espécie senão extingui-la; enquanto formos incapazes de preservar a paz, a harmonia e a ordem, a nossa existência não passará de um erro de cálculo da natureza.
Cada ser é o monstro de si mesmo; ainda assim, todos se apressam a julgar os erros alheios, como se isso aliviasse o fato de que somos, todos, contagiosos: a maldade humana é uma patologia infecciosa, e nós a disseminamos pelo mundo.
Talvez seja egocentrismo de minha parte; talvez porque não conheça a intimidade da sociedade — o que, por si só, já seria uma desonra —; ou talvez porque já não consiga reconhecer a humanidade em nós. Sinto que a essência do ser humano reside na retórica, não na verdade; na força, não no diálogo; no caos, não na ordem.
Aliás, o verdadeiro assassino silencia; os peões fazem ruído.
E cada um de nós ou é o assassino por trás de tudo isto, ou é o peão: a ponte que permite a sua consumação. Ao fim, não passamos de mais uma lógica impura que a natureza não consegue corrigir.
Não encontrei com quem dialogar. Então, afastado da asfixia social, isolei-me — e passei a monologar.
E, no meio de todo esse tédio, algo me disse:
Vocês são a falha da criação. Não há perdão. Restará apenas a memória após a extinção.
Em seu tempo mais sombrios e obscuros que a vida lhe der, lembre se que o tempo passa e o dia sempre se renova.
O caminho para uma vida saudável começa com o primeiro passo, exige constância e engloba todos os aspectos da vida, nos quais o trabalho é parte fundamental.
Me sinto um passarinho enjaulado nessa vida…
Enquanto o passarinho tem o canto para aliviar sua melancolia e tenho a escrita para aliviar a minha.
Quando você encontra o real sentido da vida, a urgência cede lugar ao próprio viver: a pressa nos tira o sentir.
“Os bons momentos da vida
vivemos ao lado de pessoas especiais,
Os maus momentos…
Quando o destino as levam.”
O que é a vida pra você? A vida é como uma caixa antiga esquecida no fundo de um quarto escuro; no começo, colocamos as mãos nela com curiosidade e esperança, retiramos coisas belas, leves, doces ao coração, até que um dia alcançamos partes mais fundas, cheias de espinhos, perdas e pesos difíceis de carregar. Ainda assim, continuamos procurando, porque no fundo viver é isso: sangrar as mãos sem desistir de encontrar algo que faça todo o sofrimento valer a pena
SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS
No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.
Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.
Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.
Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.
Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
O Jogo Vira
Na vida real,
o tempo é remédio.
Revela verdade e mentira.
Quem saiu perdendo,
não se desespere,
nem se entregue à ira.
Levante o queixo,
estufe o peito,
pois o mundo gira.
Com alto astral
e fé em Deus,
o jogo vira.
Kelver Orozimbo
