Sou So um Palhaco

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Mata-se um homem, é-se um assassino. Matam-se milhões de homens, é-se um conquistador. Mata-se a todos, é-se um Deus.

Manchas de tarde
na água. E um vôo branco
transborda a paisagem.

Beleza, presente de um dia que o Céu nos oferece.

É absolutamente impossível que a sociedade seja perfeita sem um líder que possa regulamentar as ações dos indivíduos.

Um vasto plano seria inútil.

Prova-se a virtude de um homem apenas na hora do perigo.

Se um escritor quisesse demonstrar que a liberdade não lhe é necessária, pareceria um peixe querendo convencer-nos de que a água não lhe é útil.

Para sobreviver no futuro, você deve tornar-se um viciado em novidades. Abandone o passado e construa as oportunidades com base na imaginação.

Uma obra de arte é um canto da criação visto através de um temperamento.

De um mal deriva outro.

Conhecer a fundo, e tal como é, um ser humano, e amá-lo, é impossível.

Não tenha medo de dar grandes saltos. Você não consegue atravessar um abismo dando dois pulos pequenos.

Um braço vigoroso não é mais aguerrido contra a lança do que um braço frágil; são o caráter e a coragem que fazem o guerreiro.

Prefiro embarcar com um canibal sóbrio do que com alguém civilizado e bêbado.

Herman Melville
Moby Dick (1851).

Nota: Trecho adaptado do original, que diz "Melhor dormir com um canibal sóbrio do que com um cristão bêbado".

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Disse um dos nossos estadistas: «A maldição deste país são as pessoas eloquentes».

Um verdadeiro amor é segunda inocência.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Coração, Cabeça e Estômago, 1862

Cada alegria é um proveito, e um proveito é um proveito, por mais pequeno que seja.

Um noivo é um homem feliz que está prestes a deixar de sê-lo.

O espectador, considerado individualmente, é por vezes um homem inteligente; mas os espectadores, considerados em massa, são um rebanho que o génio ou até o simples talento têm de conduzir de chicote em punho.

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.