Sou So um Palhaco
No escuro, entre pedras e sombras, a esperança, um pulso quente, foi meu único modo de não me perder no vazio.
Fui ferido por quem amei, mas curado por quem ficou. Curar-se também é um ato de coragem, quem ficou se tornou ponte onde a confiança pode voltar a andar.
Fui cinza, mas o sopro divino me reacendeu. Um sopro divino reacende aquilo que parecia apagado e faz da cinza início e promessa.
Fui ferido por caminhos que me levaram à cura, cada estrada com dor ensinou um remédio, o atalho que fere traz lição e sentido, aprendi que toda rota guarda um aprender.
Cada erro me empurrou para um aprendizado, o tropeço mostrou o caminho que o acerto não dá, aprendi com falhas o rumo que preciso seguir, valor há em cada queda que nos ensina.
Há um eco que rasga a montanha, é o som do amor em busca. Nenhuma noite é tão densa que impeça a voz de chegar. O pastor caminha, cansado, mas a fé o guia, mansa, até que o pranto se cala no peito que volta a pulsar.
O vento traz um nome esquecido, sussurra entre pedras e vales. A alma, ferida, se move, lembrando o que era abrigo. Não há culpa, só saudade, só o desejo de voltar. E na curva do silêncio, o amor começa a falar.
Entre espinhos, passos lentos, um cajado toca a solidão. Cada ferida acende o caminho, cada lágrima mostra o chão. Quem busca o que ama, sangra, mas o sangue é oração. E o perdido, ao ser achado, vira luz na escuridão.
O céu se abre sem alarde, a chuva já quer cessar. Um coração cansado retorna, sem pressa de explicar. O perdão chega como o vento, e o amor aprende a esperar.
Cada passo deixado na dor é também um vestígio de amor. O caminho pode ferir, mas quem anda com fé transforma o chão em esperança. Mesmo quando o corpo cansa, o coração ainda floresce, porque sabe que está voltando pra casa.
Às vezes a voz de Deus sussurra. A esperança é um som leve, quase imperceptível, mas suficiente para mover montanhas internas. Quem ouve o chamado na escuridão, já está a caminho da luz.
O amor divino não empurra, ele sopra.
Um toque suave é o bastante para reacender o que parecia perdido. A graça está nos gestos pequenos, onde o infinito se revela em silêncio.
Há um instante em que o dia se despede e a alma agradece. O descanso não é o fim da jornada, é o recomeço em paz. Quem foi achado pelo amor aprende que o lar é o próprio coração.
A noite testa a coragem, a aurora revela o rosto da esperança. Onde a alma clama, nasce um caminho, ande, que há um propósito esperando.
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