Sou So um Palhaco
Poemas
Saí num dia qualquer.
Luzes acesas, risos no ar,
todo mundo parecia ter
um motivo para celebrar.
Andei entre vozes e abraços,
mas ninguém percebeu meu olhar.
Era como se, em meio à multidão,
eu tivesse deixado de existir ali.
A solidão segurou minha mão
quando vi que não tinha com quem ficar —
sem amigos, sem convite,
só o desejo de voltar.
E voltei…
Não porque a noite acabou,
mas porque às vezes dói demais
assistir o mundo girar
quando a gente sente
que não tem onde se encaixar.
A vida é uma droga, por isso a encaro como um centro de reabilitação do qual viver significa estar o tempo todo drogado e dependente a isso.
Acho legal quando estamos sendo lembrados no pensamento de alguém, e ela recebe um sinal em seu ❤️ que mexemos com suas emoções.
Um homem faz o que tem que ser feito.
E às vezes isso significa
atravessar o próprio abismo
sem garantia de ponte.
Significa calar o orgulho
quando ele grita,
erguer-se quando a alma pesa toneladas,
e sorrir para os seus
mesmo quando por dentro
há tempestade.
Um homem faz o que tem que ser feito
quando o mundo desaba
e ele decide ser teto.
Quando todos correm,
ele permanece.
Quando todos acusam,
ele assume.
Quando todos desistem,
ele constrói —
nem que seja com as próprias mãos feridas.
Porque ele entende algo raro:
não é sobre força física,
é sobre suportar o invisível.
É sobre carregar responsabilidades
que ninguém vê,
engolir lágrimas que ninguém percebe,
e ainda assim continuar.
Um homem faz o que tem que ser feito
porque sabe que o caos precisa de ordem,
e alguém precisa ser rocha
quando o chão desaparece.
Ele não age por aplauso.
Age por princípio.
E no silêncio da noite,
quando o mundo dorme,
é ali —
na consciência intacta —
que ele encontra sua coroa invisível.
Porque o verdadeiro homem
não é aquele que impõe poder.
É aquele que suporta o peso
sem perder a alma.
Darwin dizia que um homem que se atreve a desperdiçar uma hora do seu tempo não sabe o valor da vida. Mas que valor pode ter a vida se não sabemos desperdiçá-la da melhor forma?
O WhatsApp, esse néctar digital que adoça o instante com um toque, revela-se veneno lento quando as mensagens não lidas se acumulam como fantasmas no bolso. Elas piscam como promessas de conexão, liberando dopamina — o prazer fugaz do cérebro viciado em recompensas instantâneas. No Brasil, onde quase todos os smartphones trocam mensagens diárias, esse ciclo vira prisão: ansiedade explode ao ver o "visto" sem resposta, corroendo laços que pareciam eternos. É o doce que paralisa, transformando amigos em sombras acusadoras. Acumular "não lidas" sinaliza esgotamento ou fobia digital — medo de más notícias, cobranças ou o peso de responder. Em relacionamentos, vira abismo: brigas por áudios longos ou silêncios interpretados como rejeição esfriam o afeto, piorando o que o app prometia aproximar. O veneno infiltra-se devagar, isolando na multidão conectada. Estabeleça limites: desative notificações à noite, priorize conversas reais. Psicólogos tratam isso como vício, ecoando dependência de smartphones. Viva além da tela.
''Se você possui boas lembranças de um lugar, não volte lá. Deixe-o descansar. Eternize-o em sua memória, pois aquele lugar nunca mais será o mesmo. Se você voltar lá, sua visão romantizada será completamente destruída.''
~Emanuel Horácio, 2021.
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