Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem
Eu vejo aquela criança cabisbaixa com as mãos cruzadas,a morada dela é a rua.
Onde está a moralidade do Brasil?
Olho pro céu e me imagino sentada na lua.. será que ela é de queijo como eu pensava quando era criança?
se a realidade da vida fosse viver...
ninguémorreria
se o propósito da vontade fosse vencer...
ninguém perderia.
se a garantia de acertar fosse errar.
ninguém tentaria.
se todos soubesem que amar é sofrer.
ningué amaria.
"Nossa vida é semelhante a uma vela, que alguém colocou em pé e acendeu-lhe a chama, dando-lhe brilho. Porém, muitas vezes esse brilho é perdido conforme o vento sopra, sem ser esperado.Quando não está sendo mais útil, seu brilho é apagado por aquEle que acendeu-lhe a chama. É inútil pois,tentar brilhar, se aquEle que deu-nos vida, resolve nos apagar."
No amor, o silêncio é a palavra que precede o beijo. [Capítulo Terceiro, aforismo VIII do livro ESCRITOS REUNIDOS]
PARA A REALIDADE, O CONSOLO
PARA A LAGRIMA, O LENÇO
PARA A MÃE,RESTA O CORPO.
E SOBRE O CORPO, O DIA INTEIRO.
SOBRE A VERDADE,
A INGENUIDADE.
E SOBRE A LEI
A FRAQUEZA DOS HOMENS.
APENAS QUERIA
Queria escrever sobre a dor, mas a dor me impediu!
Queria escrever sobre a solidão, mas a solidão, que me angustia, não deixou!
Queria escrever sobre o fracasso, mas fracassei!
Queria escrever sobre a saudade e, ao invés disso, chorei!
Queria escrever sobre nós, mas descobri que não existe nós!
Queria escrever sobre você, mas não o conheço!
Queria escrever sobre mim, mas me perdi!
Queria escrever sobre a vida, mas percebi que estou quase morta!
Queria escrever sobre a morte e tive medo!
Queria escrever sobre o medo, mas não tive coragem!
Queria escrever sobre o amor, mas me senti tão infeliz, que decidi não escrever mais nada...
Mariluci Carvalho de Souza
Noite triste...
Marcamos um encontro...
Uma noite de amor!
A dúvida, depois a certeza,
Eu tinha que ir...
Tu eras céu claro acima de mim;
Eras profundo, eras assim como se fosses abismo de luz,
Eu não podia resistir...
Ao contemplar-te estremeci de loucos desejos.
Erguer-me à tua altitude;
Eis para a mim a profundidade.
Encobrir-me em tua masculinidade;
Eis a minha inocência.
Não falaste, teus olhos anunciaram a tua dor...
Másculo, vieste a mim, mais velado pelo teu porte do que pelo desejo.
Silêncio... Mãos frias, lábios trêmulos, revelavam um fracasso...
Adivinhei todos os sentimentos secretos de tua alma.
Vieste a mim, mas, tu ainda não tinhas chegado.
Tristeza, medo, terror; tudo naquele instante me foi comum.
As lágrimas, nessas horas, também nos são comuns.
Tentei encontrar-te...
Na fúria indomável de me sentir possuída;
Na vontade incontida de entregar-me inteiramente aos seus carinhos,
Não pude avaliar a enorme distância que nos separava.
Um pequeno ruído me fez voltar a realidade...
Um leito, dois seres...
Uma mulher magoada,
Um homem arrasado...
Algumas palavras deram vida ao cenário.
Estávamos abraçados, mas ambos possuíam as mãos vazias.
Nem sequer tentamos justificar o ocorrido.
Cansado, tu dormiste,
E os segundos foram todos meus,
No silêncio daquela Noite Triste...
Mariluci Carvalho de Souza
