Sou o Brilho dos seus Olhos ao me Olhar

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Os grandes artistas não são os copistas do mundo, são os seus rivais.

Os homens em revolução têm muitas vezes mais a recear dos seus êxitos do que dos seus reveses.

Como seriam venturosos os agricultores, se conhecessem / os seus bens!

A multidão: esse enorme pedaço de monstruosidade que, considerada a partir dos seus elementos, parece feita de homens e das criaturas sensatas de Deus; mas, considerada como um todo, forma uma enorme besta e uma monstruosidade mais horrível do que Hidra.

Julga-se um homem tanto por seus inimigos quanto por seus amigos.

Os costumes daquele que não fala convencem-nos mais do que os seus raciocínios.

Uma boa frase cria a sua verdade. É por isso que os políticos escolhem meticulosamente os seus slogans para criarem a deles.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, Bertrand, 1992

O homem é impaciente nos seus desejos.

O casamento que se faz entre os homens e nós deveria fazer-se entre os seus pensamentos e os nossos; era essa a intenção dos deuses; ela não foi concretizada e aí está a origem da imperfeição das leis.

É devassa essa mulher
que seus sonhos expõe
quando abre a vidraça?

Insegurança Nacional

A sub-secretária inclina-se para a frente e desenha um X
e os seus brincos balançam como espadas de Damocles.

Como uma colorida borboleta é invisível contra o chão
Assim o demónio funde-se com o jornal aberto

Um capacete desgastado por ninguém ganhou poder
A mãe tartaruga foge voando por debaixo da água.

Punhal

O mesmo punhal que te crava
Te trava
Te entreva
Te enerva
Te prende no precipício
Deixando de lembrança alguns resquícios, vícios

De quebra, te quebra
Dilacera
Não te espera, te desespera
Mata sem dó nem piedade
Lento, torturante
Com requintes de crueldade

Vai rasgando, vai profundo
Pega na alma, vai mais fundo
Perde-se o fogo, perde-se a luz
O fio da meada já não me conduz
Detona, explode, queima, fatal
A parte em mil pedaços num arroubo brutal

Corpus Politicus

Meu corpo
Meu templo sagrado de espiritualidade e ação
O corpo que grita
O corpo que sente
O corpo de razão e emoção
Corpo cravejado de facas
De balas
Apedrejado, às claras

É só um corpo
Não, é mais que isso
Um protesto são
Um brado retumbante que não é em vão
O florescer da mudança em pintura e criação

Todos os meus poros lutam comigo
Minha intuição me orienta, eu só sigo
Eu bato, apanho
Me levanto, me jogo, não me acanho
Minha pele reflete, espelha, expõe pra você saber
Estes malditos, doentes e sedentos por poder

Meu corpo é só meu
Meu corpo carrega marcas
Meu corpo carrega histórias
Derrotas e vitórias
O prometido e não cumprido
O falado e esquecido...

Corpo grita...
Corpo brada...
Ferido...
Esquecido...
Esculpido...

Foge Comigo

Foge comigo
Esquece do mundo
Que eu te darei
O amor mais profundo

Por você eu largo tudo
E embarco em sua aventura
A gente viaja pelo mundo
E eu vou junto nessa loucura

Eu viajo nesses teus olhos
E nesse teu sorriso
Bom mesmo é ouvir tua voz
E o som do teu riso

Eternamente aventureiros
Inefável paixão
Tudo fica mais bonito
Quando pego na sua mão

Pretexto

Inventei uma historinha
Pra poder te encontrar
Uma historinha pra poder te dizer
Que é ao seu lado que eu quero estar

Procurei por toda a parte
Os seus lindos cabelos ruivos
E driblei, sem hesitar
Todos os olhares turvos

Arranjei um pretexto
Pra você me decifrar
Pois eu sou um quebra-cabeça
Bem difícil de montar

Peguei o violão e tentei escrever
Uma canção que pudesse te mostrar
Tudo que eu sempre quis te dizer
E nunca soube expressar

Sua Mente

Posso não ser cartomante
Nem adepto de quiromancia
Mas eu leio a sua mente
Com toques de magia

Te desvendo por inteiro
E descubro os teus segredos
Vejo todos os teus mistérios
Até os maiores medos

Não preciso de bola de cristal
Pra ver o que se passa com você
Eu só olho nos teus olhos
Nem precisa me dizer

Quanto mais você se esconde
Mais eu procuro te achar
Esse amor cruel me invade
E me faz por teu nome clamar

Gritei aos quatro ventos
Sem vergonha de assumir
Eu não sei definir o nome
Do que você me faz sentir

Turbilhão

Hoje eu chorei para as paredes
O meu mundo que desabou
Mas logo enxuguei as lágrimas
Pra não perceberem como estou

Minha vida anda tão dura
E eu tão cansado
Estou até perdendo o sono
E estou meio desligado

Desabafei com as poltronas
Minhas angústias e aflições
Dentro de mim há batalhas
Centenas de insurreições

Um turbilhão de sentimentos
Muito peso só pra mim
Tanto tempo sem sossego
Parece estar longe do fim

Marcada, calada, benévola, agrilhoada

Pode ser que eu seja tola
Desajeitada
Eu diria que nunca tentei ser mais
Não que eu não quisesse...Sei lá.

Talvez eu seja pequena
Um ser humano chato, até tacanho
Sem valor, sem importância

Reduzi-me a nada
Calada
Marcada
Nunca fui amada
Minha vida sempre foi um deserto
Seco. Só isso, de certo.

Mas a estrela, enfim, brilhou
Hoje o mundo me notou
Fui arrancada de supetão
Daquela triste solidão
Daquele mundo cruel, então.

⁠Confesso que a noite me impressiona
A noite tem seus mistérios
Ela trás consigo um turbilhão de pensamentos e sentimentos tão singelos e sinceros
É reveladora

Inserida por Sampaio2000

⁠"Meu lugar é no teu olhar
Meus olhos refletem os seus."