Sou Besta com a Falsidade de uns

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Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.

As revoluções frequentes fazem raquíticas as nações recentes.

O Homem não tem porto, o tempo não tem margem; / ele corre e nós passamos!

O rosto de uma mulher, seja qual for a sua discrição ou a importância daquilo em que se ocupa, é sempre um obstáculo ou uma razão na história da sua vida.

O mal ou bem que fazemos aos outros reverte sobre nós acrescentado.

Faço dizer aos outros aquilo que não posso dizer tão bem, quer por debilidade da minha linguagem, quer por fraqueza dos meus sentidos.

Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.

É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.

Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros.

Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.

Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.

Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.

Há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade.

Há algo tocante na associação de dois seres para suportar a vida.

Num povo ignorante a opinião pública representa a sua própria ignorância.

O silêncio, ainda que mudo, é frequentes vezes tão venal como a palavra.

Desejamos fazer toda a felicidade, ou, não sendo isso possível, toda a infelicidade daqueles a quem amamos.

Deve-se usar da liberdade, como do vinho, com moderação e sobriedade.

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

O amor é um poema essencialmente pessoal.