Sou Apaixonada pelo meu Namorado

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Só sei de uma coisa, sinceramente, meu coração é demasiadamente pequeno para guardar raiva, ódio e magoas de alguém, por isto frente ao primeiro momento, logo perdoo. Meus desafetos, que têm corações grandes e memórias de elefantes, que guardem os deles porque eu que tenho memória de formiga, confesso, já esqueci.

No meu bairro há 1 estádio de futebol, 2 quadras de tênis, 15 baladas, 6 bingos, 1 shopping e um colégio de 30 anos, sucateado e sem professores.


Benê Morais,

Meu filho! Escrever difícil não é ser inteligente, é só uma maneira de parecer um intelectual sabichão.


Dona Quininha Morais

Não tenho ambição literária; se meu texto tocar meia dúzia de pessoas, já me dou por satisfeito.


Benê Morais

Não escrevo por fama, escrevo para ser lido. Se uma só pessoa ler um poema meu, já cumpri meu destino.


Benê Morais

Meu receio é despertar a inveja de Leonardo DiCaprio; já o invejoso pé de chinelo não passa de figurante barato.
Benê Morais

Não tenho político de estimação. Meu voto não se compra com siglas nem bandeiras. Só respeito quem prova, na prática, ser honesto e trabalhador. A minha admiração não depende do partido em que é filiado, mas da sua conduta diante do povo.


Benê Morais

Se surgir pedido em meu nome, melhor confirmar comigo: pode ser transmissão paranormal.


Benê Morais

Nunca pedi para um amigo meu votar em fulano ou beltrano. Vai que o cabra não dá certo, aí eu fico com a cara de tacho. Prefiro quebrar a cara sozinho, como sempre quebrei. Jamais acertei um voto, kkkk.


Benê Morais

⏳🗓️❤️‍🔥
"No meio do barulho da rotina e da pressa da semana, o meu silêncio só clama por você. A saudade aperta o peito e lembra o meu corpo de que o seu abraço é o único lugar onde eu quero pousar."

"Você é o meu melhor presente e o meu desejo de todos os dias."

Despedidas nunca foram fáceis para mim; no fim, meu coração sempre fala através das lágrimas.

SOMBRA FERIDA NO OSTRACISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No meu porão não há arco-íris, há neblina e luto
um veludo de pó que emoldura o corte do absoluto.

As paredes, urnas frias, suspiram úmidos segredos,
onde a luz morreu em filas, sepultada entre medos.

Há um perfume de velório, metálico e ancestral,
cheiro de livros podres, de promessas em funeral.

As tábuas gemem documentos de infância em decomposição,
e eu, órfão de auroras, escuto o peito em erupção.

Os vermes fazem coro num idioma de sal,
recitam o credo antigo da desordem e do mal.

Não vêm risos prometidos das pontes do horizonte,
só ecos de um requiem que secos meus ossos aponte.

A túnica do sonho jaz rasgada, sem bordado,
e a esperança, cadáver, exala ar frio e embargado.

Vejo, entre teias grossas, um retrato de saudade,
o olhar do tempo fechado numa urna de verdade.

Quem trouxe velas aqui? Quem desabou essa cal?
E somente o vento com fome, sussurra: _ o funeral.

Não há prisma que ministre cores à noite do abandono,
apenas o vinho azedo do remorso e do engano.

As rimas que eu buscava, como penas, se desfazem,
perdidas nas catacumbas onde as vontades jazem.

E o coração, esse pássaro morto, pesa como um sino
que bate sem crença, anunciando o próprio destino.

Aqui as estrelas não descem; apenas descem os lamentos
de uma geometria morta, sem mapas nem alentos.

Trazem-me vozes em latim as lembranças desbotadas,

orações incompletas por almas já extraviadas.
E eu, médico das sombras, abro o livro da ruína,
escrevo nela com lágrimas a página da ladainha.

Não espero salvação que salvação há no pó?
A salvação é miragem, e o porão é o seu nó.

Se há amor, é funesto; se há fé, é contrição;
se há cor, é somente a púrpura da minha instrução.

Por fim, deixo aos ratos as medalhas do desvelo
e à penumbra consagro este pobre desassossego.

No meu porão não há arco-íris, há silêncio e ossos
e a voz do tempo que bebeu todos os nossos esforços.

E se acaso amanhã algum raio ousar romper o chão,
ele morrerá engasgado na cova da razão.

Assim reclamo meu tribunal de sombras e lutos,
onde escrevo, com sangue frio, os versos absolutos.

Que fique a certidão: no fundo desta invenção,
não há arco-íris só a eterna, sublime condenação.

Capítulo XIX
ONDE NADA FICARÁ, EXCETO O QUE NÃO FOI TOCADO.
Livro: Não Há Arco-iris No Meu Porão.
Autor:
* Escritor:Marcelo Caetano Monteiro

* Joseph bevouir - Escritor.

“Entre mim e Camille, não há distância. Há reverência.”
— Joseph Bevoiur, pensamento não pronunciado, jamais escrito.

Não haverá eco.
Não haverá papel amarelado,
nem vestígio deixado entre tábuas podres ou livros ressequidos.
Nada restará ao mundo
daquilo que entre nós jamais foi dado,
e por isso permanece.

O que houve se é que se pode chamar de haver não se dobra em datas,não cabe em epitáfios,
não tolera testemunhas.

Foi um amor tão absoluto
que não ousou acontecer.

E é por isso que resiste.

Pois tudo o que se consuma,
morre.

Camille Marie Monfort existe em mim como um cântico que jamais foi entoado,mas que ressoa em cada vértebra da minha alma.

Não se toca Camille.
Ela não habita o passado, nem o futuro.
Ela está no centro exato da ausência.

Cada vez que tentei nomeá-la,ela me escapou.
Cada vez que a desejei,
ela me silenciou.

E por isso a amo.
E por isso não a tenho.

E por isso — ainda assim sou inteiro com ela.

(Este capítulo não será encontrado. Ele apenas acontece quando alguém o sentir e depois, se dissolve. Assim como ela.)

" Convivi com idiotas por tempo demais; hoje, aprendi que meu tempo vale mais do que suas tolices. "

HOJE MEU SENHOR?
Marcelo Caetano Monteiro.
— Por que vieste hoje, Nazareno?
A voz saiu trêmula, quase um sussurro perdido entre as ruínas da alma.
— Por que vieste agora? Não tenho mais nada para Te oferecer como naquela longa época. Lembras? Eu possuía sonhos. Trazia flores colhidas na esperança. Conservava nos olhos a inocência das manhãs e no coração a música das fontes.
Mas hoje...
Hoje sou toda podridão.
Sou o jardim depois da geada.
A lâmpada esquecida no abandono.
A casa vazia onde o vento atravessa as janelas quebradas.
As mãos que antes ofertavam carícias aprenderam o peso das quedas.
Os pés que corriam pelos campos perderam-se nos espinheiros do mundo.
Não restou quase nada.
Os anos levaram minhas certezas.
As dores consumiram minhas forças.
Os fracassos arrancaram minhas vestes de ilusão.
Hoje sou apenas fragmentos.
Cinzas.
Silêncio.
E o Nazareno permaneceu olhando-a.
Não com os olhos dos homens, que procuram grandezas.
Mas com os olhos da eternidade, que enxergam sementes sob a terra revolvida.
Então Ele respondeu:
— Enganas-te.
Foi precisamente por isso que vim.
Quando julgavas possuir riquezas, oferecias-Me aquilo que sobrava.
Agora ofereces-Me aquilo que és.
Não vim pelas flores.
Vim pelas raízes.
Não vim pela tua força.
Vim pela tua necessidade.
Não vim encontrar a mulher que o mundo admirava.
Vim buscar a alma que o sofrimento revelou.
A podridão que enxergas é apenas a antiga casca desprendendo-se.
A semente acredita estar morrendo quando começa a germinar.
O carvão acredita estar condenado quando a pressão o transforma em diamante.
E tu acreditas ser ruína porque ainda não percebeste o que estou reconstruindo.
As lágrimas desceram lentamente por seu rosto.
Pela primeira vez em muitos anos, não chorava de tristeza.
Chorava porque compreendia.
O Mestre não visitava os perfeitos.
Nunca visitara.
Procurava os cansados.
Os feridos.
Os que haviam perdido tudo, exceto a capacidade de clamar.
E naquela noite ela compreendeu que a maior miséria não era tornar-se pó.
Era acreditar que o Amor Divino não seria capaz de transformar esse pó em luz.
E enquanto o mundo enxergava decadência, o Nazareno contemplava apenas o início de uma nova criação.

CAPÍTULO XXVIII
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
NO ALTAR SUBTERRÂNEO DE CAMILLE.

Uma elegia de silêncios que não morrem

Às vezes, o teu mutismo me grita por dentro.
Não como um eco...
Mas como uma memória que aprendeu a respirar no vazio.
Trazes a saudade tímida, vestida em brumas,
e ela se arrasta entre os corredores das minhas lembranças,
murmurando preces inaudíveis aos mármores
que esculpiste com a tua ausência.

Tu te tornaste uma ausência com nome.
Uma ausência com perfume.
Uma ausência com olhos.

Cada silêncio teu é um sacramento sepulcral.
E eu, teu devoto, vagueio por este porão
como quem recita cânticos em línguas mortas,
cultuando a beleza que me abandonou
para ser eterna.

O porão…
Sim, este porão onde os outros veem poeira e esquecimento,
eu fiz altar.
Nele, tua Mística, incorpórea, translúcida, adormecida no tempo,
desce como véu em noites de orvalho mental.
Ali, minha solidão te ama.
Ali, teu espectro repousa sobre as vigas frias da minha lucidez.

Por vezes, imagino que ainda me escutas.
Talvez escutes.

Camille…
Com tua beleza que não morre, apenas se recolhe nos bastidores da alma,
fizeste do meu espírito um claustro de adoração.
Tua ausência é a túnica que me veste no mundo,
teu nome, o selo em cada suspiro abafado que tento não chamar de oração.

E se porventura eu enlouquecer,
que seja na lucidez de saber que nunca te perdi,
pois te mantenho intacta no relicário do não dito.
A tua última palavra...
foi o silêncio.

E o teu silêncio, Cambille...
é o idioma que eu aprendi a amar.

CAPÍTULO XXVII.
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.

FRAGMENTOS DE NÉVOA. Diário de Camille Monfort”

Páginas arrancadas de um véu que não se rasga

" Data indistinta – talvez um ontem eterno. "

Hoje, despertei entre os musgos da tua lembrança.
Senti teu pensamento tocar minha essência
como dedos trêmulos percorrendo um piano abandonado,
na clave menor do esquecimento.

Sim, eu escuto.
Sempre escutei.

Teu silêncio, que tanto te assusta, para mim é sinfonia.
É nele que existo, em cada fenda do que não ousas dizer.
É nele que respiro tua solidão como perfume antigo,
guardado num relicário de angústias sublimes.

Tu me invocas sem saber.
Em cada vela acesa na memória.
Em cada frase não escrita por medo de enlouquecer.

Ainda me amas?
Ou apenas cultuas o mito que fiz de mim ao partir?

Te observo do espelho coberto com lençol.
Sinto quando abres o livro que nunca terminei.
Pressinto quando teu olhar repousa na janela que dava para o jardim morto,
como quem espera a primavera que não virá mais.

Tu me fizeste Mística sem me pedir licença.
Eu era mulher, agora sou névoa.
Tu me fizeste eterna sem me dar tempo de viver.

Mas não te culpo.
De todas as formas de amor,
a tua - em silêncio -
foi a mais próxima da eternidade.

[Intervalo de séculos ou apenas de um suspiro]

Se algum dia quiseres partir…
leva contigo minha sombra.
Guarda-a no bolso da alma.
Deixa que eu exista em ti,
não como dor,
mas como vestígio.

Se é no porão que fazes altar,
que seja também lá o meu céu.
Um céu de pedra e lembrança,
mas céu ainda assim.

Teu nome?
Sopro em minha eternidade.

— Camille Monfort.

ENFIM, O MEU EPITÁFIO
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não chores sobre a fria sepultura;
Ali repousa apenas a moldura.
Quem fui não cabe em pedra ou inscrição,
Pois fez da própria ausência uma canção.
Passei qual sombra errante pela estrada,
Levando a alma de esperança ornada.
Perdi jardins, abracei o inverno,
Mas preservei o lume do que é eterno.
Se amei, foi com a força das ruínas;
Se caí, foi beijando as disciplinas.
Jamais verguei ao ouro ou à vaidade;
Busquei, na dor, a face da verdade.
Não tragas flores para o meu jazigo;
Prefiro o bem semeado entre o perigo.
Que cada gesto nobre em teu caminho
Transforme em luz o pó do meu destino.
Se um dia leres estas derradeiras linhas,
Não contes minhas perdas ou conquistas.
Recorda apenas que um coração sincero
Jamais morreu por ter amado austero.
E quando o tempo apagar meu nome inteiro,
Sem voz, sem retrato, sem roteiro,
Escreve apenas, simples, sobre a fria pedra:
"Aqui repousa um homem que jamais deixou de procurar a Verdade; e, procurando-a, aprendeu que o amor é a única herança que não conhece sepultura."

ENFIM, O MEU EPITÁFIO. - Parte II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não venhas despertar meu pó cansado;
Silenciou meu último chamado.
A voz que outrora incendiava o vento
Dissolveu-se na cinza do momento.
Fechai meus olhos. Nada mais espero.
Bebi o fel, atravessei o austero.
Cada ilusão, qual lâmpada sem lume,
Findou perdida em seu mortal negrume.
Fui peregrino de incontáveis dores,
Colecionando espinhos, não louvores.
A cada queda, o peito se rompia;
A cada aurora, a noite renascia.
Amei além da força dos humanos;
Morri um pouco em todos os enganos.
Guardei sorrisos para quem partia,
Ocultando a própria agonia.
Jamais medi o preço do perdão;
Entreguei inteiro o coração.
Em troca, recebi o frio inverno,
Companheiro constante do meu inferno.
Agora, enfim, nenhuma voz me chama;
Extinguiu-se o derradeiro drama.
Nem glória peço, nem qualquer memória;
O esquecimento também possui vitória.
Se alguém passar diante desta pedra,
Não diga que o destino foi uma queda.
Escreva apenas, com piedade e calma:
"Aqui repousa um homem que perdeu quase tudo, exceto a dignidade. Buscou a verdade quando a mentira era mais confortável; escolheu amar quando o abandono parecia inevitável. Partiu em silêncio, mas deixou, na eternidade, a prova de que um coração ferido ainda pode iluminar o mundo."
E quando o vento apagar meu nome derradeiro,
Quando o tempo consumir meu paradeiro,
Não procurem meu rosto entre os mortais...
Procurem-no na lágrima que insiste em não cair mais, no abraço que chega tarde, na saudade que jamais encontrou sepultura. Porque há mortos que desaparecem da terra magoada e impura; e há almas que permanecem respirando dentro da dor daqueles que amaram sorvendo só amargura.